<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-3353262116851217118</id><updated>2012-01-14T09:43:30.231-08:00</updated><title type='text'>Jukebox</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://culturaexmachina.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3353262116851217118/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://culturaexmachina.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>pseudo-autor</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13621781509890848831</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp1.blogger.com/_fI148H_hSM0/SFRU28UE9zI/AAAAAAAAABA/kQ_6iwqE3Vo/S220/Foto+Roberto.BMP'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>95</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3353262116851217118.post-7926292632207822718</id><published>2011-04-19T09:11:00.000-07:00</published><updated>2011-04-19T09:11:20.651-07:00</updated><title type='text'>Opinião pública: a cultura teen e seus "ídolos".</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_NIj444XlvdY/TL8pAe9hYPI/AAAAAAAAAuc/GBrguj7rtOg/s1600/New_rave.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="258" src="http://1.bp.blogspot.com/_NIj444XlvdY/TL8pAe9hYPI/AAAAAAAAAuc/GBrguj7rtOg/s400/New_rave.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Eu já fui adolescente não faz muito tempo e ainda assim me surpreendo com o grau de alucinação que a atual juventude desse Brasil varonil em que vivemos cultua como modelos a serem seguidos. Outro dia desses, em uma de minhas infindáveis "viagens" pelo mundo mágico do You Tube, deparei-me com o misto de celebridade com coisa nenhuma chamado Felipe Neto. Ele produz vídeos num programete feito por ele mesmo chamado &lt;i&gt;Não faz sentido! &lt;/i&gt;em que esculhamba a torto e a direito as modinhas que andam fazendo a cabeça da atual geração. Porém, ele próprio se esquece de que também é uma modinha passageira como tantas outras. Terminados os vídeos em que ele detona a galera que cultua Fiuk, a saga Crepúsculo, Justin Bieber e outras figuras antológicas do atual show business atual, pergunto-me: o que é um ídolo para a atual cultura teen?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; O próprio jargão cultura teen já é um estereótipo a ser discutido. Tenho um vizinho, muito mais cinéfilo do que eu, que defende a ideia do teen como subproduto. "Toda vez que eu vejo um filme de hollywood ou uma peça de teatro ou mesmo um programa televisivo ser divulgado como &lt;i&gt;voltado para a cultura teen&lt;/i&gt;, eu vejo aquilo ou como enganação ou caça-níqueis", diz ele volta e meia. Infelizmente, por algum motivo eu concordo em parte com essa declaração, pois os programas teens são realmente o fim da picada. E fico chateado de ver o acúmulo desses produtos infestando o mercado de entretenimento. Da compra da Marvel pela Disney Pictures até essas bandas de Rock Colorido (Meu Deus! O que é isso, no final das contas?) com seus cabelos sem noção, vozes esganiçadas e um discurso cheio de "tipos assim e assados", o meu refúgio é ir alimentando o meu desejo de manter a nostalgia viva em meu cotidiano e me reencontro com aquilo que marcou a minha adolescência (leia-se: Blitz, Lulu Santos, Stanley Kubrick, os romances de Jorge Amado, os quadrinhos da Turma da Mônica, entre outras referências) e não reforçando esse modismo, por vezes exagerado, em outras até mesmo vulgar.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; Entre as mais diferentes tribos (os Emos e clubbers e geeks e góticos e outras dinastias), acabou-se o respeito pelo gosto do próximo. A turma fã de vampiros que se maquiam e andam pelo sol na maior pinta de galãs fica num quadrado diferente da turma que curte zumbis babando pelas estradas ensolaradas que, por conseguinte, não se dá com a galera que é fã de super-heróis e seus super poderes megalomaníacos e, não bastasse isso, não bate de frente com quem é fã de Iron Maiden e outros fãs do puro Heavy Metal e... E por aí vai, numa reflexão que levaria séculos para ser entendida em sua totalidade. É cada macaco no seu galho, cada um defendendo o direito a dizer que a sua banana é melhor do que a do outro. Uma questão de status, pura e simplesmente.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A conclusão final sobre o tema é que não existe conclusão final. Lembro de uma música do sambista Bebeto que dizia que "macaco velho não bota a mão em cumbuca" e decidi seguir essa prerrogativa. Infelizmente, vivemos um tempo de intolerâncias postas à prova 24 horas por dia. Bullying, levar vantagem sobre o próximo, homofobia e racismo são esportes nacionais cultivados com muito gosto por legiões e legiões de preconceitos que chamam o seu defeito de atitude ("Eu tenho atitude, mano, e é isso que as pessoas não aceitam", ouvi outro dia um tipo desses defendendo a sua moral torpe). Quer dizer que atitude agora é esculhambar os demais e passar por cima da opinião alheia em prol de um gosto pessoal e, no mínimo, duvidoso? Então - queira Deus que não - estamos fadados a extinção.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Eu fiz de tudo para que esse texto não soasse revoltoso ou reacionário, mas não consegui. Falar dos jovens, nos últimos tempos, me deixa assim: possesso. E pensar que, no meu tempo, chamavam a geração de 80 de Geração Perdida. E isso aí é o quê, então?&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3353262116851217118-7926292632207822718?l=culturaexmachina.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://culturaexmachina.blogspot.com/feeds/7926292632207822718/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://culturaexmachina.blogspot.com/2011/04/opiniao-publica-cultura-teen-e-seus.html#comment-form' title='8 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3353262116851217118/posts/default/7926292632207822718'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3353262116851217118/posts/default/7926292632207822718'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://culturaexmachina.blogspot.com/2011/04/opiniao-publica-cultura-teen-e-seus.html' title='Opinião pública: a cultura teen e seus &quot;ídolos&quot;.'/><author><name>pseudo-autor</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13621781509890848831</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp1.blogger.com/_fI148H_hSM0/SFRU28UE9zI/AAAAAAAAABA/kQ_6iwqE3Vo/S220/Foto+Roberto.BMP'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_NIj444XlvdY/TL8pAe9hYPI/AAAAAAAAAuc/GBrguj7rtOg/s72-c/New_rave.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3353262116851217118.post-7377933260202475485</id><published>2011-04-06T09:54:00.000-07:00</published><updated>2011-04-06T09:54:19.012-07:00</updated><title type='text'>Cinema: "Sucker Punch - mundo surreal", de Zack Snyder.</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-L9g4-lb2jDQ/TZEdzvENreI/AAAAAAAAApg/ChYskkGPml4/s1600/sucker_punch_mundo_surreal_2011_f_010.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="400" src="http://3.bp.blogspot.com/-L9g4-lb2jDQ/TZEdzvENreI/AAAAAAAAApg/ChYskkGPml4/s400/sucker_punch_mundo_surreal_2011_f_010.jpg" width="272" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Poucas são as vezes em que saio realmente extasiado ao final de uma sessão de cinema nos últimos tempos (e me refiro aqui exclusivamente às salas de exibição e não as minhas experiências com a sétima arte em sessões privadas de vídeo). E &lt;i&gt;Sucker Punch&lt;/i&gt;, de Zack Snyder, conseguiu isso! Já tem gente nos blogs de cinema e nas revistas especializadas metendo o malho no diretor e na produção, mas a grande verdade é que poucos hoje em dia passam perto da estética de Snyder quando o assunto é entretenimento (exclua-se desse comentário pré-requisitos como exigência, "filme para pensar" ou revolução cinematográfica). A fórmula, que começou a ser construída em filmes como &lt;i&gt;Madrugada dos mortos&lt;/i&gt; e &lt;i&gt;300&lt;/i&gt; e chegou a seu ápice com &lt;i&gt;Watchmen&lt;/i&gt;, segue seu caminho de exuberãncia nessa história que é uma verdadeira homenagem ao nonsense.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Snyder conseguiu fazer praticamente todos os filmes dentro de um só filme. Existem atrações (a película, em alguns momentos, lembra um fascinante parque de diversões) para todos os gostos: a questão psicológica, a sequência de guerra avassaladora, o medievalismo, o aparato high-tech, o momento sci-fi com seus andróides de última geração e, finalmente, a beleza de suas protagonistas (e aqui exalto, com mais intensidade, a beleza da atriz Abbie Cornish. Meu Deus, que mulher é aquela!), ornamentadas pelo glamour dos cabarés, das private dancers.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; Contudo, a utopia das batalhas e das exibições privé, tudo é um mero disfarce para que Babydoll (a ninfeta Emily Browning) possa lidar, com mais facilidade, com a realidade torpe do manicômio Lennox House. Encarar a verdade num mundo como esse pode ser extremamente nocivo e, muitas vezes, a única escapatória é procurar através dos subterfúgios criados pela própria mente um esconderijo que lhe permita encontrar forças para continuar lutando e seguindo em frente.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; Exageradamente comparado à &lt;i&gt;A Origem&lt;/i&gt;, de Christopher Nolan (não vejo aquilo que se passa no mundo surreal de Snyder como um sonho de construção similar à aventura do recriador da franquia Batman), &lt;i&gt;Sucker Punch&lt;/i&gt; é um pout-pourri de referências pop as mais diversas. Seja na direção de arte impecável - que constrói cenários diabólicos com a mesma intensidade com que arrebata os mais nostálgicos ao recriar o mundo burlesque das boates de strip-tease, tudo a serviço de suas personagens, para que encontrem os cinco objetos necessários a sua fuga -, seja na trilha sonora mista de cosplays e hits do passado, capitaneada pela força da voz de uma Bjork simplesmente arrebatadora.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Terminadas as quase duas horas de projeção o que resta ao espectador é render-se a genialidade de seu criador, sem dúvida uma das melhores mentes criativas que surgiram em Hollywood nos últimos anos, mesmo quando tem de lidar com preconceitos injustos e gente invejosa que não reconhece o seu talento. Talvez o fato de não se tratar de uma adaptação de HQ ou filme de vampiro, zumbi, bruxo, anjo ou outro fenômeno blockbuster do momento e trazer como mote da história uma saga de sobrevivência onde só os que pensam encontram uma saída (e eu não tenho visto a sociedade parando para pensar em nada de importância atualmente!) tenha afastado grande parte da plateia. Afinal de contas, o óbvio e o imediatismo paira sobre o mundo de forma desagradável. Entretanto, para quem busca um algo a mais, quem está atrás de uma mensagem que realmente valha a pena, mesmo que entremeada pelos trocadilhos, metáforas e ironias do diretor, &lt;i&gt;Sucker Punch&lt;/i&gt; é a pedida ideal.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Impossível sair da sessão (se você realmente captou o espírito do filme) sem pelo menos, pensar a respeito da sua própria vida. Isso - repetindo a crítica do parágrafo anterior - se você pertence a tribo dos que ainda pensam em pleno século XXI.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Trailer de &lt;i&gt;Sucker Punch&lt;/i&gt;: &lt;/div&gt;&lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=G68fHZig9nA"&gt;http://www.youtube.com/watch?v=G68fHZig9nA&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3353262116851217118-7377933260202475485?l=culturaexmachina.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://culturaexmachina.blogspot.com/feeds/7377933260202475485/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://culturaexmachina.blogspot.com/2011/04/cinema-sucker-punch-mundo-surreal-de.html#comment-form' title='8 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3353262116851217118/posts/default/7377933260202475485'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3353262116851217118/posts/default/7377933260202475485'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://culturaexmachina.blogspot.com/2011/04/cinema-sucker-punch-mundo-surreal-de.html' title='Cinema: &quot;Sucker Punch - mundo surreal&quot;, de Zack Snyder.'/><author><name>pseudo-autor</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13621781509890848831</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp1.blogger.com/_fI148H_hSM0/SFRU28UE9zI/AAAAAAAAABA/kQ_6iwqE3Vo/S220/Foto+Roberto.BMP'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-L9g4-lb2jDQ/TZEdzvENreI/AAAAAAAAApg/ChYskkGPml4/s72-c/sucker_punch_mundo_surreal_2011_f_010.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3353262116851217118.post-8914304842845104185</id><published>2011-03-30T14:34:00.000-07:00</published><updated>2011-03-30T14:34:58.684-07:00</updated><title type='text'>Literatura: "Toxina", de Robin Cook</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://img.skitch.com/20090727-nfrgasb3r8nwn9wc2t2rt5m49u.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="400" src="http://img.skitch.com/20090727-nfrgasb3r8nwn9wc2t2rt5m49u.jpg" width="273" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Eu sempre tive receio desses estabelecimentos que vendem fast food. Acho essa cultura da "comida rápida" um verdadeiro veneno para o organismo de qualquer ser humano. E quando esbarro em matérias jornalísticas que denunciam as práticas degradantes desse mercado de alimentação (já acho alimentação, nesses espaços, um termo um tanto exagerado), aí então minha desconfiança atinge a estratosfera. Em &lt;i&gt;Toxina&lt;/i&gt;, romance do escritor e médico Robin Cook vi essa realidade torpe ser multiplicada à décima potência, fazendo com que eu refletisse ainda mais sobre a real importância ou necessidade, como vocês preferirem chamar, desse tipo de opção no cardápio da população.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Na trama, um médico e sua filha vão a uma dessas redes de lanchonetes famosas dos EUA e pedem um especial da casa. A carne, malpassada, à primeira vista não chama a atenção nem perturba nenhum dos dois, que devoram o lanche com gosto. O problema começaria momentos depois quando a menina passa mal e, levada a clínica mais próxima, descobre-se que ela desenvolveu em seu organismo uma bactéria E. Coli de alto nível de mortalidade, fazendo com que o pai entre numa roleta russa diária para encontrar uma cura para a filha.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; O que se vê a partir de então é uma verdadeira enciclopédia de excessos, práticas ilegais (de compra de gado doente a falta de higiene nos matadouros dos fornecedores de carne da rede de lanchonetes), abusos de autoridade (há uma horda de empresários inescrupulosos que fará de tudo para impedir o médico e pai e manter viva a sua posição de líder no mercado) e, principalmente, a conivência do próprio hospital onde trabalha, que não quer se ver envolvido na polêmica, ameaçando-o inclusive de demissão.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;Toxina&lt;/i&gt; é, para os fãs de literatura médica, o que o filme &lt;i&gt;Nação Fast Food&lt;/i&gt;, de Richard Linklater, é para os amantes do cinema: um verdadeiro tapa na cara dos consumidores e produtores desse tipo de comida. Através de denúncias muito bem embasadas - certamente provenientes da pesquisa pessoal de Cook&amp;nbsp; na área - num discurso literário envolvente, o autor consegue (como fez brilhantemente em vários momentos de sua carreira como ficcionista, a destacar obras como &lt;i&gt;Vírus&lt;/i&gt; e &lt;i&gt;Coma&lt;/i&gt;) deixar seu alerta às autoridades competentes e ao público, que precisa ficar mais atento com o que come hoje em dia.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Prova viva e irrefutável disso são os índices astronômicos envolvendo casos de obesidade ao redor do mundo desde a criação e consequente popularização desse tipo de estabelecimento (e cuja tendência é piorar, se assim o permitirmos).&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3353262116851217118-8914304842845104185?l=culturaexmachina.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://culturaexmachina.blogspot.com/feeds/8914304842845104185/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://culturaexmachina.blogspot.com/2011/03/literatura-toxina-de-robin-cook.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3353262116851217118/posts/default/8914304842845104185'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3353262116851217118/posts/default/8914304842845104185'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://culturaexmachina.blogspot.com/2011/03/literatura-toxina-de-robin-cook.html' title='Literatura: &quot;Toxina&quot;, de Robin Cook'/><author><name>pseudo-autor</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13621781509890848831</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp1.blogger.com/_fI148H_hSM0/SFRU28UE9zI/AAAAAAAAABA/kQ_6iwqE3Vo/S220/Foto+Roberto.BMP'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3353262116851217118.post-2091891202488142615</id><published>2011-03-24T09:54:00.000-07:00</published><updated>2011-03-24T09:54:33.805-07:00</updated><title type='text'>In Memoriam: Elizabeth Taylor (1932 - 2011)</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://www.goodhousekeeping.com/cm/goodhousekeeping/images/elizabeth-taylor-pixie-hg-de.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="400" src="http://www.goodhousekeeping.com/cm/goodhousekeeping/images/elizabeth-taylor-pixie-hg-de.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Deixou-nos a diva dos olhos de violeta, a eterna Cleópatra que tanto encantou Marco Antônio (vivido pelo ator Richard Burton) a ponto de desposá-la por duas vezes. Uma vida de escândalos, atuações marcantes, casamentos frustrados (foram oito durante toda a vida), sorrisos inesquecíveis e uma silhueta de fazer inveja a muitas das sex symbols do cinema mundial que invadem as páginas das mais importantes revistas ao redor do mundo. Ela era polêmica, um verdadeiro vulcão em erupção e, muitas vezes, bastava um simples olhar matreiro para a câmera para que o espectador tivesse a clara sensação de estar diante do paraíso. E acreditem: quem nunca viu um filme dessa mulher, não sabe a falta que ela vai fazer (já está fazendo, há pelo menos três décadas) na indústria cinematográfica norte-americana.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Elizabeth Rosemund Taylor - ou simplesmente Liz Taylor - é, na opinião desse humilde e sarcástico blogueiro e agitador virtual, o maior símbolo sexual até hoje visto na história do cinema. Que me perdoem os que fazem questão de entregar o posto a Marylin Monroe ou Audrey Hepburn quando o assunto é o lugar de honra nesse pódio de beldades do cinema (e nada contra a beleza esfuziante de ambas!), mas Elizabeth foi até hoje a única diva do star system americano a conseguir me fazer acreditar que a beleza, em certas ocasiões, deve ser fundamental, como já apregoou no passado o poeta carioca Vinicius de Moraes.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; Da sedutora prostituta Gloria Wandrous em &lt;i&gt;Disque Butterfield 8&lt;/i&gt; (e a imagem escolhida pela equipe que diagramou a capa do Segundo caderno do Jornal O Globo de hoje já fala por si só) a depressiva Martha de &lt;i&gt;Quem tem medo de Virginia Woolf?&lt;/i&gt;, ambas interpretações vencedoras do Oscar, Elizabeth Taylor nos presenteou e, mais do que isso, nos hipnotizou com uma verve poucas vezes vista em Hollywood. Ela era capaz de encantar qualquer plateia - principalmente a masculina - sem emitir um único ruído, sem pronunciar um diálogo sequer.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;A um passo da eternidade&lt;/i&gt;, &lt;i&gt;O pecado de todos nós&lt;/i&gt;, &lt;i&gt;A megera domada&lt;/i&gt;, até mesmo num personagem simples como o da sogra de Fred Flintstone (interpretado pelo ator John Goodman) na adaptação para o cinema do eterno desenho animado pré-histórico, servem como referências de uma artista que, diferentemente de algumas exigências do mainstream cinematográfico atual, não precisava ser camaleônica para conquistar o seu público, sempre assoberbado com sua beleza ou encorajado por seu engajamento em lutas as mais diversas (como a do combate à AIDS, por exemplo). Ele só precisava mesmo ser Liz Taylor para brilhar. E nada mais. Seus eternos amigos, Rock Hudson e Montgomery Clift, perceberam isso. As salas de cinema abarrotadas perceberam isso. Esse que vos fala também se rendeu a esse encanto. Encanto que, infelizmente, a partir de agora, não estará mais disponível. Resta-nos seu legado, sua obra. Vá com Deus, eterna diva!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;Trailer de &lt;i&gt;Disque Butterfield 8&lt;/i&gt;:&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=zPfseQxUB7c"&gt;http://www.youtube.com/watch?v=zPfseQxUB7c&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Trailer de &lt;i&gt;Cleópatra&lt;/i&gt;:&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=NGDyZHlHklo"&gt;http://www.youtube.com/watch?v=NGDyZHlHklo&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cena de &lt;i&gt;Quem tem medo de Virginia Woolf?&lt;/i&gt;:&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=nInE5TITzE8"&gt;http://www.youtube.com/watch?v=nInE5TITzE8&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3353262116851217118-2091891202488142615?l=culturaexmachina.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://culturaexmachina.blogspot.com/feeds/2091891202488142615/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://culturaexmachina.blogspot.com/2011/03/in-memoriam-elizabeth-taylor-1932-2011.html#comment-form' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3353262116851217118/posts/default/2091891202488142615'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3353262116851217118/posts/default/2091891202488142615'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://culturaexmachina.blogspot.com/2011/03/in-memoriam-elizabeth-taylor-1932-2011.html' title='In Memoriam: Elizabeth Taylor (1932 - 2011)'/><author><name>pseudo-autor</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13621781509890848831</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp1.blogger.com/_fI148H_hSM0/SFRU28UE9zI/AAAAAAAAABA/kQ_6iwqE3Vo/S220/Foto+Roberto.BMP'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3353262116851217118.post-8623326077307702660</id><published>2011-03-17T10:42:00.000-07:00</published><updated>2011-03-17T10:42:42.829-07:00</updated><title type='text'>Música: "Rádio Pirata ao vivo", de RPM</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_YXNh4csW_L8/SZ-BdZaknfI/AAAAAAAAADA/IKkL8kzoUv4/s320/RPM+ao+vivo.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="400" src="http://3.bp.blogspot.com/_YXNh4csW_L8/SZ-BdZaknfI/AAAAAAAAADA/IKkL8kzoUv4/s400/RPM+ao+vivo.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A notícia - feliz, é bom que se enalteça! - de que bandas de rock que embalaram a trilha sonora da minha adolescência nos anos 1980 voltariam a estúdio para gravar álbuns inéditos caiu como uma luva para preencher a minha necessidade de retomar contato com os roqueiros tupiniquins. Nunca foi tão chato ouvir rock n' roll nacional, numa época em que imperam bandas de gosto duvidoso como Restart e NXzero. O meu deslumbramento foi tamanho com a nota divulgada no Jornal O Globo que impossível seria não relembrar do fatídico ano de 1986 e da revolução proporcionada aos fãs do gênero pelo grupo RPM. Que me perdoem os que não eram nascidos na época, mas quem não curtiu a adrenalina apresentada ao país por Paulo Ricardo, Luiz Schiavon, Fernando Deluqui e Paulo P.A Pagni, simplesmente precisa se inteirar mais sobre o verbete rock.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;i&gt;Rádio Pirata ao vivo&lt;/i&gt;, segundo álbum da banda, gravado ao vivo no Complexo do Anhembi, em São Paulo, e com direção do cantor Ney Matogrosso, é - gostem ou não os críticos, que adoram dividir opiniões - o divisor de águas dessa metamorfose em que o ritmo se transformou. Seja pela celebridade que seu vocalista&amp;nbsp; viria a se tornar após o lançamento do álbum (e, com isso, muitos na época chegaram a cogitar que Paulo Ricardo não fosse realmente um artista, mas um mero sex symbol que seria tragado, com o tempo, pela fama), seja pelas letras fortes, ácidas, divertidas, a cara de uma geração que procurava os seus valores em um país que parecia confuso, perdido à primeira vista, &lt;i&gt;Rádio Pirata&lt;/i&gt; foi uma alienação (mais: um revitalização) para um rock brasileiro que já bombava, com nomes como Barão Vermelho, Paralamas do Sucesso, Legião Urbana, entre outros. Nenhum outro disco vendeu tanto quanto ele no período (e falo de mais de 2,5 milhões de cópias vendidas em território nacional).&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Como destacar minhas preferências num trabalho tão bem realizado e de repertório tão apaixonante quanto esse? Apesar de se tratarem de apenas nove faixas, o brilhantismo com que o show foi realizado é digno de nota e, dificilmente, os apreciadores do estilo ficarão desapontados com o resultado final. Indo da belíssima instrumental &lt;i&gt;Naja&lt;/i&gt; a internacional &lt;i&gt;London, London&lt;/i&gt;, clássico de Caetano Veloso dos tempos de exílio na capital inglesa, e passando pelos hits - imprescindíveis em qualquer turnê do grupo - &lt;i&gt;Olhar 43&lt;/i&gt;, &lt;i&gt;Alvorada Voraz&lt;/i&gt; e &lt;i&gt;A Cruz e a Espada&lt;/i&gt;, o álbum reúne, em poucas palavras, o melhor desse período musical de quem esse blogueiro que vos fala guarda tantas boas recordações.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Aos acordes finais do show gravado (que ouço novamente pela centésima vez) e passadas mais de duas décadas da revolução proposta, a impressão que fica é a de que o rock regrediu - e muito. Onde foram parar aqueles herois da resistência que com uma simples guitarra e arranjos de fácil execução um dia tentaram mudar o mundo? Onde foi parar a Geração Coca-Cola que o Renato Russo tão bem cantou? Hoje, ao contrário, o que se vê é uma comercialização desenfreada da música (seja online ou nas raras lojas que ainda sobrevivem bravamente), onde criação artística e significado deram lugar a cifras astronômicas e artistas de segunda com patrimônios milionários. E este pobre coitado, escritor da internet e do Jukebox, sonha - pois sonhar ainda é gratuito - que, com o retorno desses titãs do gênero ao cenário musical de onde nunca deveriam ter se ausentado, novos ventos tragam ritmos agradáveis e ideais antigos à baila. Nossos ouvidos (acredito falar por muita gente) agradecem!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Clipe oficial do show: &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=0bsXihPJgYo"&gt;http://www.youtube.com/watch?v=0bsXihPJgYo&lt;/a&gt;&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;London, London&lt;/i&gt; ao vivo:&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=RKFLbxPNFxc"&gt;http://www.youtube.com/watch?v=RKFLbxPNFxc&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3353262116851217118-8623326077307702660?l=culturaexmachina.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://culturaexmachina.blogspot.com/feeds/8623326077307702660/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://culturaexmachina.blogspot.com/2011/03/musica-radio-pirata-ao-vivo-de-rpm.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3353262116851217118/posts/default/8623326077307702660'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3353262116851217118/posts/default/8623326077307702660'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://culturaexmachina.blogspot.com/2011/03/musica-radio-pirata-ao-vivo-de-rpm.html' title='Música: &quot;Rádio Pirata ao vivo&quot;, de RPM'/><author><name>pseudo-autor</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13621781509890848831</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp1.blogger.com/_fI148H_hSM0/SFRU28UE9zI/AAAAAAAAABA/kQ_6iwqE3Vo/S220/Foto+Roberto.BMP'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_YXNh4csW_L8/SZ-BdZaknfI/AAAAAAAAADA/IKkL8kzoUv4/s72-c/RPM+ao+vivo.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3353262116851217118.post-2336443959681168675</id><published>2011-03-11T09:24:00.000-08:00</published><updated>2011-03-11T09:24:51.093-08:00</updated><title type='text'>Lendas: Charles Chaplin (1889 - 1977)</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://cinemagia.files.wordpress.com/2009/04/charles_chaplin.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="400" src="http://cinemagia.files.wordpress.com/2009/04/charles_chaplin.jpg" width="373" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ele simplesmente parou o mundo sem proferir, na tela, uma única palavra. Charles Spencer Chaplin, o menino prodígio de Londres, fruto de um lar em frangalhos (os pais se divorciaram quando ele tinha apenas três anos de idade, motivado ora pelas crises emocionais da mãe ora pelo alcoolismo desenfreado do pai), viu sua vida mudar aos cinco anos, quando subiu ao palco pela primeira vez para cantar &lt;i&gt;Jack Jones&lt;/i&gt;. Com a internação da mãe no asilo Cane Hill, o garoto é mandado - pela amante do pai - para a Archbishop Temples Boys School. Após seu internato por lá veio a admiração pelo music hall onde, junto com o irmão, iniciou uma carreira lendária no show business.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; Sua primeira turnê se dá na trupe de Fred Karno na década de 1910 onde, entre seus intergrantes, constava o comediante Stan Laurel, da futura dupla cômica O Gordo e o Magro. Foi da atuação nesse companhia que surgiu o convite de Mack Sennett para que ele ingressasse na Keystone Film Company (onde estreia no cinema com &lt;i&gt;Making a living&lt;/i&gt;). Na Keystone, Chaplin criou o que se tornaria um dos maiores personagens da história do cinema mundial: o vagabundo Carlitos, um andarilho pobretão das ruas que, no entanto, possui todos os requintes e elegâncias de um membro da elite inglesa. Abriam-se ali as portas para um pioneiro do que as artes cinematográficas se tornariam.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Falar de sua filmografia seria assunto para muitas teses de doutorado ou livros comerciais, tendo em vista que Chaplin retratou, em suas películas, o melhor e o pior da Inglaterra e, em justa medida, do continente europeu. Entre suas inúmeras produções bem sucedidas - &lt;i&gt;Luzes da Ribalta&lt;/i&gt;, &lt;i&gt;O Circo&lt;/i&gt;, &lt;i&gt;Tempos Modernos&lt;/i&gt;, &lt;i&gt;Luzes da Cidade&lt;/i&gt;, &lt;i&gt;O Garoto&lt;/i&gt;, &lt;i&gt;Em busca do ouro perdido&lt;/i&gt;, &lt;i&gt;Monsieur Verdux&lt;/i&gt;, &lt;i&gt;O Grande ditador&lt;/i&gt;, fora os curtametragens antológicos do início da carreira - percebe-se a preocupação do ator, produtor, diretor, roteirista e compositor (sim, pois muitas das canções que se ouvem em seus filmes são de sua própria autoria!) de denunciar as mazelas e arbitrariedades dos poderosos, o que acabou levando a um interesse ferrenho do artista em montar sua própria produtora e manter, com isso,&amp;nbsp; o controle criativo de seus trabalhos. Algo que seria alcançado com a criação da United Artists, junto com Douglas Fairbanks e outros atores da época).&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Em 1992 o diretor Richard Attenborough dirigiu &lt;i&gt;Chaplin&lt;/i&gt;, uma cinebiografia interessantíssima sobre o mestre do cinema mudo, tendo como protagonista o genial Robert Downey Jr. numa recriação de época exuberante. Uma película que eu recomendo em gênero, número e grau para aqueles que desejam entender um pouco da mente irascível e fascinante do eterno Carlitos. Outra fonte de informações excelente é a autobiografia do próprio Chaplin, &lt;i&gt;Minha Vida&lt;/i&gt;, trazendo relatos fortes de sua carreira e de sua vida pessoal, dentre eles a derrota nos tribunais por um caso de paternidade não-confirmada, em que o ator não pôde usar o exame de DNA como prova para se defender.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Chaplin foi pop, reacionário, brilhante, brigão, contestador, gostava de ter a última palavra&amp;nbsp; em tudo que trabalhava (sua discussão com Marlon Brando nos sets do filme &lt;i&gt;A Condessa de Hong Kong&lt;/i&gt; já se tornaram parte da mística contraditória que envolve a sua genialidade) e, muito por conta disso, construiu muitas inimizades dentro da indústria cinematográfica. Porém, por mais que seus detratores queiram negar, o que seria do cinema como obra de arte não fosse o toque magistral e a inquietude desse dínamo da câmera e da arte de atuar? Gostem ou não, cinema sempre será classificado em antes e depois de Charlie Chaplin. &amp;nbsp;&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Trailer do filme &lt;i&gt;Chaplin&lt;/i&gt;, de Richard Attenborough:&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=xBh_5F3aXTI"&gt;http://www.youtube.com/watch?v=xBh_5F3aXTI&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Cena de &lt;i&gt;O Circo&lt;/i&gt;:&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=08nZ2vsZHL8"&gt;http://www.youtube.com/watch?v=08nZ2vsZHL8&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Cena de Tempos Modernos:&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=XFXg7nEa7vQ"&gt;http://www.youtube.com/watch?v=XFXg7nEa7vQ&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Frases, textos, pensamentos e poemas que traduzem a mente de Chaplin:&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a href="http://pensador.uol.com.br/autor/Charlie_Chaplin/"&gt;http://pensador.uol.com.br/autor/Charlie_Chaplin/&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3353262116851217118-2336443959681168675?l=culturaexmachina.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://culturaexmachina.blogspot.com/feeds/2336443959681168675/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://culturaexmachina.blogspot.com/2011/03/lendas-charles-chaplin-1889-1977.html#comment-form' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3353262116851217118/posts/default/2336443959681168675'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3353262116851217118/posts/default/2336443959681168675'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://culturaexmachina.blogspot.com/2011/03/lendas-charles-chaplin-1889-1977.html' title='Lendas: Charles Chaplin (1889 - 1977)'/><author><name>pseudo-autor</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13621781509890848831</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp1.blogger.com/_fI148H_hSM0/SFRU28UE9zI/AAAAAAAAABA/kQ_6iwqE3Vo/S220/Foto+Roberto.BMP'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3353262116851217118.post-3189063449244165590</id><published>2011-03-03T11:52:00.000-08:00</published><updated>2011-03-03T11:52:18.740-08:00</updated><title type='text'>Homenagem: Selo "Dardos de Qualidade"</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-8iflnz83g7Y/TW5Mc2oUe-I/AAAAAAAAAco/hPWdXlTxtwU/s1600/Dardos.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://4.bp.blogspot.com/-8iflnz83g7Y/TW5Mc2oUe-I/AAAAAAAAAco/hPWdXlTxtwU/s320/Dardos.jpg" width="294" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Enquanto procurava um tema para o próximo post do Jukebox, fui agraciado pelo blogueiro Matheus Ferraz, do blog Fräuleins sem Uniforme (&lt;a href="http://frauleinsuniforme.blogspot.com/"&gt;http://frauleinsuniforme.blogspot.com/&lt;/a&gt;) com o belíssimo selo acima, o Dardos de Qualidade. Uma honraria que me deixou tão feliz - o que prova por a + b que aquilo que eu escrevo aqui possui credibilidade - que decidi fazer da ocasião um post próprio.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Conforme as regras da premiação, devo indicar quatro blogs amigos (dentre a infinidade dos que visito) para também receber o selo. Tarefa das mais difíceis, tendo em vista a quantidade de blogs que eu visto semanalmente, até como fontes de referência (muitos não sabem, mas já saí de várias visitas a outros blogs com ideias brilhantes, verdadeiros achados históricos, que viraram grandes temas aqui no Jukebox).&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Após exaustiva escolha - é impossível realizá-la sem ser injusto com alguém - elejo, entre mais de 150 blogs visitados, os citados abaixo:&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;1) Cine Cápsulas, de Gustavo H. Razera&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;a href="http://mulhollandcinelog.wordpress.com/"&gt;http://mulhollandcinelog.wordpress.com/&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;2) Cinéfila por Natureza, da Kamila:&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a href="http://cinefilapornatureza.wordpress.com/"&gt;http://cinefilapornatureza.wordpress.com/&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;3) Cultura Intratecal:&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a href="http://intratecal.wordpress.com/"&gt;http://intratecal.wordpress.com/&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;4) Dementia 13, de Ronald Perrone:&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a href="http://demmentia13.blogspot.com/"&gt;http://demmentia13.blogspot.com/&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Todos os autores listados acima serão devidamente notificados de sua premiação conforme o regulamento do prêmio. Sem mais a declarar, deixo aqui registrado o meu mais entusiasmado agradecimento. E longa vida a esse blog!&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3353262116851217118-3189063449244165590?l=culturaexmachina.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://culturaexmachina.blogspot.com/feeds/3189063449244165590/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://culturaexmachina.blogspot.com/2011/03/homenagem-selo-dardos-de-qualidade.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3353262116851217118/posts/default/3189063449244165590'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3353262116851217118/posts/default/3189063449244165590'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://culturaexmachina.blogspot.com/2011/03/homenagem-selo-dardos-de-qualidade.html' title='Homenagem: Selo &quot;Dardos de Qualidade&quot;'/><author><name>pseudo-autor</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13621781509890848831</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp1.blogger.com/_fI148H_hSM0/SFRU28UE9zI/AAAAAAAAABA/kQ_6iwqE3Vo/S220/Foto+Roberto.BMP'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-8iflnz83g7Y/TW5Mc2oUe-I/AAAAAAAAAco/hPWdXlTxtwU/s72-c/Dardos.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3353262116851217118.post-6289884435341266473</id><published>2011-02-23T07:57:00.000-08:00</published><updated>2011-02-23T07:57:39.018-08:00</updated><title type='text'>Memória: Spectreman</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://joseaguiar.com.br/blog/wp-content/uploads/2008/04/spectreman.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="400" src="http://joseaguiar.com.br/blog/wp-content/uploads/2008/04/spectreman.jpg" width="285" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;1986/1987. Eu tinha por volta de meus 10, 11 anos e toda vez que chegava da escola nessa época o ritual era sempre o mesmo: largar a mochila em cima da cadeira, ligar a TV no programa do Bozo e esperar a voz do narrador apresentando a música-tema do episódio seguida da seguinte abertura: "Planeta: terra. Cidade: Tóquio. Como em todas as metrópoles deste planeta, Tóquio se acha hoje em desvantagem em sua luta contra o maior inimigo do homem: a poluição. E apesar dos esforços das autoridades de todo o mundo, pode chegar um dia em que a terra, o ar e a águas venham a ser tornar letais para toda e qualquer forma de vida. Quem poderá intervir? Spectremannn!". Começava ali mais um capítulo da série que marcou a minha infância. E as saudades que esse tempo me trazem, ah! são lúdicas.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;i&gt;Spectreman&lt;/i&gt;, criação de Tomio Sagisu, estava a anos luz de tudo o que vemos hoje em dia em termos de produções envolvendo efeitos especiais. A história do cientista símio Dr. Gori que, acompanhado de seu fiel escudeiro Karas, criava a partir de detritos provenientes da poluição japonesa as mais bizarras criaturas, até o aparecimento do herói dos raios espectrais (daí o nome do personagem), sempre a postos para executar as ordens dos dominantes, era das mais primárias. Cenários então? isopor em sua quase totalidade, maquetes que pareciam produzidas por estudantes do ensino fundamental, fora as criaturas nefandas, que misturavam espuma, camurça, couro e outros materiais baratos. Porém, a capacidade de atrair espectadores que o seriado gerou na segunda metade da década de 80, com as reprises exibidas na antiga TVS, hoje SBT (originalmente a produção fora exibida na Rede Record nos anos 70, sem obter o mesmo sucesso) era gigantesca. Quantas e quantas vezes o assunto da conversa na escola ou na rua não era sobre o episódio do dia anterior.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; É inegável a influência da produção cinematográfica hollywoodiana &lt;i&gt;O Planeta dos Macacos&lt;/i&gt;, de Franklin J. Schaffner na série, bem como é impossível não destacar a dublagem, que tinha seus toques de comicidade propositais (afinal de contas, tratava-se da mesma equipe dos Estúdios Maga, responsável por dublar os programas &lt;i&gt;Chaves&lt;/i&gt; e &lt;i&gt;Chapolin&lt;/i&gt;, além do desenho animado Snoopy, também parte da grade da emissora paulista na época). Para infelicidade dos fãs que curtiram esse período, &lt;i&gt;Spectreman&lt;/i&gt; durou módicos 63 episódios, que na verdade seriam pouco mais de 30, já que cada episódio era sempre dividido em duas partes. Uma pena para aqueles que, como eu, ainda moleque, viam naquele tipo de produção o máximo em termos de audiovisual e criatividade. Se até hoje sou fã de filmes trash, devo isso ao herói japonês e sua turma.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Gostem ou não os críticos mais exaltados, a grande verdade é que esse super-herói nipônico conquistou uma legião e tanto de fãs e foi - não resta a menor dúvida - o pontapé para que muitas emissoras nacionais (cabe aqui um destaque para a Rede Manchete no final dos anos 80 e início dos 90) enveredassem pelo gênero Tokusatsu como fênomeno de audiência. Outras franquias como &lt;i&gt;Ultraman&lt;/i&gt;, &lt;i&gt;Jaspion&lt;/i&gt;, &lt;i&gt;Changeman&lt;/i&gt;, &lt;i&gt;Jiban&lt;/i&gt;, &lt;i&gt;Jiraya&lt;/i&gt;, até o mais recente &lt;i&gt;Power Rangers&lt;/i&gt;, acabaram meio que se tornando desdobramentos dessa mentalidade televisiva que viu nessas produções baratas, mas que foram se aprimorando ao longo dos anos, um forte potencial de mercado com público certo. Se hoje fala-se muito - e às vezes desnecessariamente - em 3D, Imax, CGI, Rotoscopia e outras tecnologias de captação de imagem relacionadas ao mercado audiovisual, confesso que dificilmente uma outra técnica ou módulo de exibição conseguirá me impactar tanto quanto a originalidade desses produtores japoneses. A indústria de cinema deveria reaprender a pensar a sétima arte e seus métodos de produção dessa forma!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;Abertura da série:&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=gDlKW99OoXE"&gt;http://www.youtube.com/watch?v=gDlKW99OoXE&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3353262116851217118-6289884435341266473?l=culturaexmachina.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://culturaexmachina.blogspot.com/feeds/6289884435341266473/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://culturaexmachina.blogspot.com/2011/02/memoria-spectreman.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3353262116851217118/posts/default/6289884435341266473'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3353262116851217118/posts/default/6289884435341266473'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://culturaexmachina.blogspot.com/2011/02/memoria-spectreman.html' title='Memória: Spectreman'/><author><name>pseudo-autor</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13621781509890848831</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp1.blogger.com/_fI148H_hSM0/SFRU28UE9zI/AAAAAAAAABA/kQ_6iwqE3Vo/S220/Foto+Roberto.BMP'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3353262116851217118.post-3723753365766646192</id><published>2011-02-16T08:21:00.000-08:00</published><updated>2011-02-16T08:21:18.864-08:00</updated><title type='text'>Quadrinhos: "Mesmo Delivery", de Rafael Grampá</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://furrywater.files.wordpress.com/2008/07/cover_mesmo_delivery_english.jpg?w=420&amp;amp;h=644" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="400" src="http://furrywater.files.wordpress.com/2008/07/cover_mesmo_delivery_english.jpg?w=420&amp;amp;h=644" width="260" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Dois caminhoneiros, uma estrada, uma carga indecifrável a quem os entregadores sequer podem ver, um trabalho perigoso. A reunião desses poucos elementos já é o suficiente para termos uma história com requintes de crueldade e morbidez. Sem contar o clima dark proposto pelas aves negras sobrevoando as páginas da revista no começo e no fim da história. Rafael Grampá, o quadrinista responsável por esse ácido e forte &lt;i&gt;Mesmo Delivery&lt;/i&gt;, é isso: sarcástico, contundente, afiado como uma lâmina. E não tem a menor vergonha de se apropriar de tendências e estilos que vem se consagrando nos últimos anos em várias vertentes artísticas.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Em sua incursão por esse universo roadie ele agrega desde as obsessões tarantinescas até um clímax que lembra, em parte, os contos sobrenaturais do mestre do policial Edgar Allan Poe. E para que não venham me acusar de ter deixado de fora a música, é fácil perceber a influência de canções que vão de Peral Jam a Nirvana, passando por Creedence Clearwater Revival, quando folheamos cautelosamente - essa é uma palavra que precisa ser administrada com cuidado durante toda a leitura - página a página desse espetáculo visual. Seus traços brutos (tanto quanto os músculos de um dos caminhoneiros envolvidos na trama) que nem por isso perdem o rigor e a excelência quando unidos, compõem um conjunto muito bem tecido de cores e linguagem, deixando o leitor sem ar e, ao final da história, desejando mais e mais.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Grampá segue uma linha que tem se tornado referência no quadrinho nacional, principalmente depois da ascensao internacional de nomes como Gabriel Bá e Fábio Moon, que vêm arrebatando prêmios de renome no exterior. E esse estilo tem uma explicação muito fácil de ser definida pelos leitores: eles não tem vergonha de arriscar. Digo isso porque sempre percebi nos quadrinhos brasileiros uma vontade incômoda de parecer tradicionais em excesso (salvo, é claro, exceções lendárias como Henfil Angeli e outras feras de longa data). Já nessa nova geração de autores, ao contrário, não há limites no que concerne a reponder a pergunta: "O que esperar quando se lê um trabalho desses jovens geniais?". E esse é exatamente o grande mérito dessa obra gráfica. É inventiva e faz com que o leitor queira sempre um pouco mais no quadrinho seguinte.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Terminada essa experiência - pois trata-se de mais do que uma simples leitura -, chego a conclusão, como chegarão aqueles que ousarem enfrentar esse desafiador trabalho, de que mais do que mostrar um universo até então desconhecido para os leitores tupiniquins, &lt;i&gt;Mesmo Delivery&lt;/i&gt; reinventa a arte gráfica nacional num patamar nunca antes visto na história da nona arte (pelo menos, a parte da história que nos interessa). Diálogos fortes, duros, sem pudor, batalhas sangrentas por motivos torpes ou medíocres, frases de duplo sentido, rixas, apostas e um sentimento misto de niilismo e redenção bem ao gosto do autor (procurem seus outros álbuns. Vale a pena!), que vem se transformando numa das mentes mais criativas - e corajosas - dos últimos anos. E isso por si só já vale uma conferida em sua criação.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Matéria publicada na Universo HQ sobre &lt;i&gt;Mesmo Delivery&lt;/i&gt;:&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;a href="http://www.universohq.com/quadrinhos/2008/n29092008_04.cfm"&gt;http://www.universohq.com/quadrinhos/2008/n29092008_04.cfm&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp;&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Preview da HQ:&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;a href="http://books.google.com.br/books?id=B4qYlkj2Xv8C&amp;amp;printsec=frontcover&amp;amp;dq=Mesmo+Delivery,+de+Rafael+Gramp%C3%A1&amp;amp;hl=pt-br&amp;amp;ei=5PhbTeWGN8eugQedxNynDQ&amp;amp;sa=X&amp;amp;oi=book_result&amp;amp;ct=result&amp;amp;resnum=1&amp;amp;ved=0CDYQ6AEwAA#v=onepage&amp;amp;q=Mesmo%20Delivery%2C%20de%20Rafael%20Gramp%C3%A1&amp;amp;f=false"&gt;http://books.google.com.br/books?id=B4qYlkj2Xv8C&amp;amp;printsec=frontcover&amp;amp;dq=Mesmo+Delivery,+de+Rafael+Gramp%C3%A1&amp;amp;hl=pt-br&amp;amp;ei=5PhbTeWGN8eugQedxNynDQ&amp;amp;sa=X&amp;amp;oi=book_result&amp;amp;ct=result&amp;amp;resnum=1&amp;amp;ved=0CDYQ6AEwAA#v=onepage&amp;amp;q=Mesmo%20Delivery%2C%20de%20Rafael%20Gramp%C3%A1&amp;amp;f=false&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3353262116851217118-3723753365766646192?l=culturaexmachina.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://culturaexmachina.blogspot.com/feeds/3723753365766646192/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://culturaexmachina.blogspot.com/2011/02/quadrinhos-mesmo-delivery-de-rafael.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3353262116851217118/posts/default/3723753365766646192'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3353262116851217118/posts/default/3723753365766646192'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://culturaexmachina.blogspot.com/2011/02/quadrinhos-mesmo-delivery-de-rafael.html' title='Quadrinhos: &quot;Mesmo Delivery&quot;, de Rafael Grampá'/><author><name>pseudo-autor</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13621781509890848831</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp1.blogger.com/_fI148H_hSM0/SFRU28UE9zI/AAAAAAAAABA/kQ_6iwqE3Vo/S220/Foto+Roberto.BMP'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3353262116851217118.post-8797937741755726807</id><published>2011-02-09T05:11:00.000-08:00</published><updated>2011-02-09T05:11:00.482-08:00</updated><title type='text'>Cinema: "Cisne Negro", de Darren Aronofsky</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://trailerdefilmes.com.br/wp-content/uploads/2010/12/trailer-cisne-negro.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="400" src="http://trailerdefilmes.com.br/wp-content/uploads/2010/12/trailer-cisne-negro.jpg" width="270" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Até que ponto a palavra superação pode ser administrada? E a partir de quando perdemos o controle e nosso único desejo é o de ser o número 1 no que quer que façamos? Não é de hoje que os tablóides e os programas televisivos mostram o que artistas e desportistas são capazes de fazer para se manter no lugar mais alto do pódio ou em evidência na carreira, sempre conquistando novos papéis de destaque. O problema é justamente quando todos os limites do ético e do saudável são ultrapassados em nome de uma suposta fama ou mérito. E é aqui que reside o grande dilema da jovem bailarina Nina Sayers (vivida de forma intensa pela atriz Natalie Portman) no drama &lt;i&gt;Cisne Negro&lt;/i&gt;, dirigido pelo cineasta Darren Aronofsky.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; Escolhida como protagonista para a próxima montagem do balé Lago dos Cisnes, a promissora bailarina, ainda novata e não totalmente conhecedora das armadilhas que envolvem a sua profissão (e o mundo da dança de uma forma geral), tropeça em suas próprias dúvidas, divergências, na falta de coragem para assumir certos posicionamentos diante de uma mudança tão radical em sua vida, sem contar as sucessivas exigências vindas de dois focos distintos: a primeira dentro de casa, pela mãe, Erica Sayers (Barbara Hershey), uma relação praticamente possessiva, e a segunda profissional, enredada pela sedução e a cobrança excessiva de seu diretor, Thomas Leroy (Vincent Cassell, em atuação brilhante). Com o aparecimento da misteriosa rival Lily (a belíssima Mila Kunis), seus questionamentos internos chegam a uma condição que beira à loucura total. E somente com muita força de vontade e determinação será capaz de combater tantos "adversários".&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Aronofsky mistura estilos que em muito lembra o cinema psicológico de Brian de Palma (principalmente pela condição claustrofóbica em que se encontra a personagem principal) e o estilo narrativo de Roman Polanski (com lembranças que remetem a &lt;i&gt;Repulsa ao sexo&lt;/i&gt;). E dessa mistura de sobrenaturalidade com drama existencial ele cria uma metáfora para pensarmos o papel do ser humano numa sociedade tão exigente e que cobra tanto das pessoas, dividindo-a em dois grupos desiguais: os melhores e o restante da população. Com uma câmera na mão que surpreende ao focalizar a dor, o desespero e o sacrifício que envolve uma das formas de arte mais genuínas e fantásticas da história da humanidade, o diretor realiza mais uma película audaz - o que vindo dele é praticamente clichê, vide produções fortes em seu currículo tais como &lt;i&gt;Réquiem para um Sonho&lt;/i&gt; e o seu trabalho anterior, o visceral &lt;i&gt;O Lutador&lt;/i&gt; -, compondo assim uma cinematografia de extremos, algo que parece agradá-lo profundamente.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Em poucas palavras, &lt;i&gt;Cisne Negro&lt;/i&gt; é subversivo por mostrar o balé além do espetáculo, das luzes e dos aplausos de agradecimento vindos do público. É forte, indigesto em alguns momentos - o cineasta não tem medo de pesar a mão ao retratar certas psicoses e desejos da artista que desce às profundezas de sua própria alma rumo ao estrelato -, brilhante. E, provavelmente, acredito que é isso que está faltando no cinema atual: um pouco de ousadia. E não meros efeitos especiais, ousadias tecnológicas e elencos esbeltos que mais funcionam como belas paisagens, porém sem conteúdo algum. A grandeza do filme está justamente em se expor, algo que a cinematografia mundial contemporânea parece estar desaprendendo nos últimos anos (Deus queira que não!). &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Trailer do Filme:&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=5jaI1XOB-bs"&gt;http://www.youtube.com/watch?v=5jaI1XOB-bs&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3353262116851217118-8797937741755726807?l=culturaexmachina.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://culturaexmachina.blogspot.com/feeds/8797937741755726807/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://culturaexmachina.blogspot.com/2011/02/cinema-cisne-negro-de-darren-aronofsky.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3353262116851217118/posts/default/8797937741755726807'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3353262116851217118/posts/default/8797937741755726807'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://culturaexmachina.blogspot.com/2011/02/cinema-cisne-negro-de-darren-aronofsky.html' title='Cinema: &quot;Cisne Negro&quot;, de Darren Aronofsky'/><author><name>pseudo-autor</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13621781509890848831</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp1.blogger.com/_fI148H_hSM0/SFRU28UE9zI/AAAAAAAAABA/kQ_6iwqE3Vo/S220/Foto+Roberto.BMP'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3353262116851217118.post-2271762552209733065</id><published>2011-02-04T13:22:00.000-08:00</published><updated>2011-02-04T13:22:11.840-08:00</updated><title type='text'>Animação: "O Expresso Polar", de Robert Zemeckis</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_3-zZ01SPIuk/TQ1sDP9vzbI/AAAAAAAAOXs/YxoxVxsMwOs/s1600/O+Expresso+Polar.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="400" src="http://4.bp.blogspot.com/_3-zZ01SPIuk/TQ1sDP9vzbI/AAAAAAAAOXs/YxoxVxsMwOs/s400/O+Expresso+Polar.jpg" width="271" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Nos últimos anos eu tenho achado as festas de fim de ano um grande porre. Já foi tempo que eu curtia natal e reveillon ao lado da família com vontade. Hoje, por conta da hipocrisia em que o comércio exacerbado transformou a festa - não se tem mais a consciência de que a data representa a época do nascimento de Jesus Cristo, muitos nem mesmo sabem quem ele é, e o que importa é faturar em nome do papai noel, fenômeno de mercado criado pela Coca-Cola lá pelos idos da década de 1930, segundo fontes (im)precisas -, prefiro a solidão (ou, no máximo, poucos parentes), uma TV ligada num bom filme e que o dia passe rápido, de preferência sem me incomodar. No natal desse ano, entretanto, o SBT fez o favor de reexibir a animação &lt;i&gt;O Expresso Polar&lt;/i&gt;, criada pelo diretor Robert Zemeckis (de sucessos de bilheteria e crítica como &lt;i&gt;De Volta para o Futuro &lt;/i&gt;e &lt;i&gt;Forrest Gump: o contador de histórias&lt;/i&gt;) com uma tecnologia pioneira que transformava os atores em personagens animados. Pois bem: rever a produção me fez lembrar de antigos natais nostálgicos e cheios de alegria descompromissada (algo que anda em falta em tempos de globalização capitalista).&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A história do garoto solitário que na véspera de natal embarca no expresso ferroviário que o conduzirá, junto com crianças de todas as partes do mundo, para conhecer o pólo norte e a casa do Papai Noel em pessoa, mexeu com meu arquivo memoriográfico mental de um tempo em que dormir com um olho aberto na expectativa de que o bom velhinho deixasse algo na meia, na janela ou onde quer que fosse (e acreditem: esse lance da chaminé, aqui na América Latina, é um grande furo na história original que nunca é bem adaptado para outras regiões do mundo, principalmente para quem mora em países tropicais como o nosso) era o maior barato e sinal de que a sua infância, normalmente cheia de sonhos, ainda estava longe de ter os dias contados.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Um dos grandes méritos do sucesso do filme, em sua época de exibição, além do trabalho realizado por Zemeckis, foi o afinco com que o ator Tom Hanks se envolveu no projeto. Aqui, Hanks encara nada mais do que seis personagens, dentre eles o próprio Papai Noel, num esforço criativo que, pelo resultado final, deve ter sido um tanto desgastante. Um pena, contudo, que com o passar do tempo e a insistência do cineasta em usar novamente a tecnologia em seus projetos posteriores (o épico &lt;i&gt;A Lenda de Beowulf &lt;/i&gt;e o também natalino &lt;i&gt;Os Fantasmas de Scrooge&lt;/i&gt;, baseado em clássico literário de Charles Dickens) o encanto tenha se perdido, bem como as bilheterias modestas - se levarmos em consideração o custo dessas produções - tenham alicerçado o insucesso do formato.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O legado deixado pela película, que vai muito além de um mero entretenimento infantil, tem a ver com um conceito que a atual sociedade não tem demonstrado muito interesse nos últimos anos: memória. Por vivermos numa era tão imediatista e onde tudo é lucro - motivos mais do que suficientes, como disse no início desse texto, para ter me desencantado com esse período de festas que encerra o ano - parece que estamos perdendo, gradualmente, a capacidade de nos encantarmos com as pequenas coisas da vida. E &lt;i&gt;O Expresso Polar&lt;/i&gt; nos faz o favor de trazer um pouco desse lúdico, desse modesto, de volta às nossas vidas. E quem não gostaria de ser criança pelo menos mais um vez, nem que fosse para relembrar por poucos instantes tudo que a idade adulta e as exigências da maturidade o fizeram esquecer?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Trailer do filme:&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=EVD_wmfy7ZY"&gt;http://www.youtube.com/watch?v=EVD_wmfy7ZY&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &amp;nbsp; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3353262116851217118-2271762552209733065?l=culturaexmachina.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://culturaexmachina.blogspot.com/feeds/2271762552209733065/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://culturaexmachina.blogspot.com/2011/02/animacao-o-expresso-polar-de-robert.html#comment-form' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3353262116851217118/posts/default/2271762552209733065'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3353262116851217118/posts/default/2271762552209733065'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://culturaexmachina.blogspot.com/2011/02/animacao-o-expresso-polar-de-robert.html' title='Animação: &quot;O Expresso Polar&quot;, de Robert Zemeckis'/><author><name>pseudo-autor</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13621781509890848831</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp1.blogger.com/_fI148H_hSM0/SFRU28UE9zI/AAAAAAAAABA/kQ_6iwqE3Vo/S220/Foto+Roberto.BMP'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_3-zZ01SPIuk/TQ1sDP9vzbI/AAAAAAAAOXs/YxoxVxsMwOs/s72-c/O+Expresso+Polar.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3353262116851217118.post-6567694312739169624</id><published>2011-01-30T05:34:00.000-08:00</published><updated>2011-01-30T05:34:26.896-08:00</updated><title type='text'>Literatura: "Lúcia McCartney", de Rubem Fonseca</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://i.s8.com.br/images/books/cover/img6/21643466_4.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="400" src="http://i.s8.com.br/images/books/cover/img6/21643466_4.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Rubem Fonseca, para mim, é o melhor exemplo do que posso chamar de literatura nua e crua. É direto, não faz rodeios, não ilude o leitor com falsas promessas e artimanhas (que, nos últimos anos, quando penso em mercado editorial, só serve para transformar o livro em um caça-níqueis vazio) e adora trabalhar com temáticas do submundo social, algo que eu adoro tendo em vista que nada é mais insuportável do que personagens moralistas e rotineiros com finais previsíveis, desses que parecem tirados das novelas infames que a Rede Globo produz. Difícil encontrar um outro autor com uma carreira que impacte tanto quanto a sua. Num universo rodeado por prostitutas, policiais corruptos, agiotas, todo tipo de picaretagem e onde as ruas parecem falar, confessando seus inúmeros pecados no ouvido do leitor, Fonseca arrebata o seu público-alvo misturando estilos, tendências, fazendo de seus personagens gato e sapato e criando conspirações mesmo quando isso pareça impossível à primeira vista. E a prova viva desse intelecto arrojado e inquieto está mais do que evidente em seu terceiro livro, &lt;i&gt;Lúcia McCartney&lt;/i&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Se existe uma palavra que resuma melhor essa seleção de contos é &lt;b&gt;mosaico&lt;/b&gt;. Rubem se adapta a cada história criando nuances distintas e o que se percebe ao longo da leitura é que estamos diante de vários escritores dentro de um só. Como se fossem os heterônimos, criados pelo português Fernando Pessoa, dessa vez a serviço da narrativa. O resultado dessa façanha é o retrato de uma sociedade torpe, onde valores e ética são meros detalhes onde o que realmente importa é sobreviver, custe o que custar. E acreditem: os personagens aqui narrados levam esse desejo de sobrevivência às últimas consequências.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Seja na prostituta que dá título ao livro - que, de tão popular na época de seu lançamento, chegou a render uma adaptação cinematográfica realizada pelo diretor David Neves, tendo a atriz Adriana Prieto como sua intérprete -, no lutador de vale tudo do conto "O desempenho" que parece estar no inferno astral de sua carreira até que a maré vira a seu favor, no advogado de moral duvidosa de "O caso F.A" que transforma a busca por uma garota de programa em apenas mais um motivo para aumentar a sua já extensa carteira de clientes amorais, na paródia das falsas correntes milagrosas ilustrada em "Corrente" que, de crendice popular, viraram artefatos cults do cotidiano carioca, num típico assalto de bairro como o lido em "Manhã de sol" ou mesmo na forma abusiva com que se utiliza do idioma inglês para dar voz e corpo ao universo de seus protagonistas em "Correndo atrás de Godfrey", o escritor está - a cada conto e de forma cada vez mais intensa - deixando suas múltiplas facetas aflorarem, gerando uma personalidade alucinada e multimidiática.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Uso de siglas, referências obtidas junto a fontes jornalísticas e materiais impressos de uso, até então, exclusivo de investigadores policiais, poemas, memórias pessoais fragmentadas, críticas, entrevistas, relatórios, roteiros de cinema... Esse pout-pourri de linguagens textuais presente em &lt;i&gt;Lúcia McCartney&lt;/i&gt; faz da obra uma das mais inventivas da década de 1960 e mais atual do que nunca nos dias de hoje, levando-se em consideração tanto a carência de nomes no mercado que façam a diferença, se reciclando e modernizando-se a cada trabalho, quanto o fato de muitas obras chamadas atualmente de originais não passarem de meros arremedos ou ecos de autores passados (e, por conseguinte, mais brilhantes). Para muitos o livro pode até parecer confuso - nossos leitores da nova geração gostam mesmo é de tudo explicado em demasia e com finais que o satisfaçam -, violento, direto em excesso, enaltecendo certas falhas de caráter, mas em se tratando de Rubem Fonseca isso é mais do que natural. Até por que não se constrói uma fama de autor forte e decisivo, recluso a entrevistas e opiniões externas, sem se quebrar alguns paradigmas, não é mesmo?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3353262116851217118-6567694312739169624?l=culturaexmachina.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://culturaexmachina.blogspot.com/feeds/6567694312739169624/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://culturaexmachina.blogspot.com/2011/01/literatura-lucia-mccartney-de-rubem.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3353262116851217118/posts/default/6567694312739169624'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3353262116851217118/posts/default/6567694312739169624'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://culturaexmachina.blogspot.com/2011/01/literatura-lucia-mccartney-de-rubem.html' title='Literatura: &quot;Lúcia McCartney&quot;, de Rubem Fonseca'/><author><name>pseudo-autor</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13621781509890848831</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp1.blogger.com/_fI148H_hSM0/SFRU28UE9zI/AAAAAAAAABA/kQ_6iwqE3Vo/S220/Foto+Roberto.BMP'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3353262116851217118.post-4658258028111545026</id><published>2011-01-25T07:26:00.000-08:00</published><updated>2011-01-25T07:26:33.368-08:00</updated><title type='text'>Musas: Kate Winslet</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://kristenjstewartbrazil.files.wordpress.com/2010/06/kate-winslet.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="400" src="http://kristenjstewartbrazil.files.wordpress.com/2010/06/kate-winslet.jpg" width="342" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Aos cinco anos estreou no palco no papel de Virgem Maria, aos 11 já estudava teatro, com 13 começou a dar as caras na TV, em seu primeiro papel já como profissional encarava cenas lésbicas com a naturalidade de uma veterana e antes de completar 31 já havia sido indicada ao Oscar cinco vezes. Essa menina prodígio é Kate Elizabeth Winslet. Atuar, para ela, sempre foi como uma segunda pele (afinal de contas, os pais eram atores e os avós gestores de teatro, o que só contribuiu para que a menina desinibisse ainda mais). Para aqueles que costumam se afastar dos cinemas quando a beleza de uma atriz é evidente demais e costumam achar que isso é sinônimo de falta de talento, vão se surpreender com Kate. No caso dela, beleza e talento andam de mãos dadas a serviço de uma carreira das mais inventivas.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Seu começo em Hollywood não poderia ser mais arrasador: aconteceu em 1994, na pele da nada inocente Juliet Marion Hulme de &lt;i&gt;Almas Gêmeas&lt;/i&gt;, um dos primeiros filmes do então desconhecido diretor neozelandês Peter Jackson, onde a menina já deixava claro ao público quais eram suas intenções artísticas. No ano seguinte envereda pelo mundo literário - algo que faria bastante ao longo da carreira - da escritora Jane Austen como a passional Marianne Dashwood de &lt;i&gt;Razão e Sensibilidade&lt;/i&gt;, belíssima adaptação da atriz Emma Thompson com direção do cineasta Ang Lee. Em 1996, convencida pelo ator/diretor Kenneth Branagh encara a Ofélia da belíssima versão feita por ele de &lt;i&gt;Hamlet&lt;/i&gt;, porém só passaria a ser realmente reconhecida ao redor do mundo depois de viver a Rose Dewitt de &lt;i&gt;Titanic&lt;/i&gt;, o arrasa-quarteirão dirigido por James Cameron em 1997.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Passadas algumas produções de pouco destaque (seja de público ou crítica), volta a marcar presença em 2000, dessa vez como Madeleine, a confidente do escritor libertino, em &lt;i&gt;Contos Proibidos do Marquês de Sade&lt;/i&gt;, belíssima produção de Phillip Kaufman. Outro papel de destaque em sua filmografia nessa época é o da jornalista Bitsy Bloom em A Vida de David Gale, drama investigativo de Alan Parker. Em 2004 uma nova retomada com o excepcional &lt;i&gt;Brilho Eterno de uma Mente sem Lembranças&lt;/i&gt;, de Michel Gondry, dessa vez como Clementine, interesse romântico do protagonista vivido pelo comediante Jim Carrey.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Após uma entressafra, em que participa de &lt;i&gt;Em Busca da Terra do Nunca&lt;/i&gt;, cinebiografia do escritor e dramaturgo James M. Barrie, criador do personagem Peter Pan (e interpretado pelo ator Johnny Depp) e do musical sarcástico dirigido pelo ator John Turturro &lt;i&gt;Romance e Cigarros&lt;/i&gt;, sua carreira volta à ascendente com o drama social &lt;i&gt;Pecados Íntimos&lt;/i&gt;, de Todd Field, onde interpreta a esposa reprimida Sarah Pierce. Seus últimos trabalhos de destaque foram o drama de holocausto &lt;i&gt;O Leitor&lt;/i&gt;, de Stephen Daldry (que lhe rendeu o Oscar de Melhor Atriz) e o mais conservador &lt;i&gt;Foi apenas um Sonho&lt;/i&gt;, dirigido pelo seu então marido Sam Mendes, onde reedita a parceria com Leonardo Dicaprio nos papeis principais.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Atualmente filma &lt;i&gt;Contagion&lt;/i&gt;, filme-catástrofe sobre um vírus mortal, sob a direção de Steven Soderbergh, além de constar entre seus próximos projetos participação no elenco de &lt;i&gt;God of Carnage&lt;/i&gt;, próximo longa a ser rodado por Roman Polanski, além de negociar um papel (conforme informação captada no site IMDB) para participar do filme &lt;i&gt;Americana, &lt;/i&gt;a ser dirigido pelo cineasta brasileiro Paulo Morelli. Difícil precisar até onde um talento desses pode ir, principalmente quando nas mãos de um diretor de peito, mas o fato é que é fácil entender o fascínio que Kate exerce sobre o público: é bonita, inteligente, sabe conduzir sua carreira como poucas em sua geração, encara qualquer desafio e, diferentemente de uma série de artistas vazios que andam em voga atualmente, veio para ficar. E os fãs só têm a&amp;nbsp; agradecer!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;Momentos da atriz:&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; Recebendo o Oscar por &lt;i&gt;O Leitor&lt;/i&gt;:&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=PxzQSWx9IGs"&gt;http://www.youtube.com/watch?v=PxzQSWx9IGs&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Em &lt;i&gt;Almas Gêmeas&lt;/i&gt;, de Peter Jackson:&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=14LQIMvTkcQ"&gt;http://www.youtube.com/watch?v=14LQIMvTkcQ&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Em &lt;i&gt;Romance e Cigarros&lt;/i&gt;, de John Turturro:&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=kAaxeyGkCIU"&gt;http://www.youtube.com/watch?v=kAaxeyGkCIU&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/div&gt;&amp;nbsp;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3353262116851217118-4658258028111545026?l=culturaexmachina.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://culturaexmachina.blogspot.com/feeds/4658258028111545026/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://culturaexmachina.blogspot.com/2011/01/musas-kate-winslet.html#comment-form' title='8 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3353262116851217118/posts/default/4658258028111545026'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3353262116851217118/posts/default/4658258028111545026'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://culturaexmachina.blogspot.com/2011/01/musas-kate-winslet.html' title='Musas: Kate Winslet'/><author><name>pseudo-autor</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13621781509890848831</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp1.blogger.com/_fI148H_hSM0/SFRU28UE9zI/AAAAAAAAABA/kQ_6iwqE3Vo/S220/Foto+Roberto.BMP'/></author><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3353262116851217118.post-7923288579505840301</id><published>2011-01-19T07:25:00.000-08:00</published><updated>2011-01-19T07:25:14.667-08:00</updated><title type='text'>Opinião Crítica: Esses artistas de plástico...</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://www.jrcigarblogs.com/wp-content/uploads/2008/11/britney_spears_paris_hilton_lindsay_lohan.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="300" src="http://www.jrcigarblogs.com/wp-content/uploads/2008/11/britney_spears_paris_hilton_lindsay_lohan.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Quando postei nesse blog sobre a "festa" (considero-a assim, entre aspas) do VMB Brasil e a futilidade que paira sobre o meio artístico nos dias atuais, fui mal interpretado por parte de alguns colegas meus que acreditaram estar sendo o meu texto agressivo ao se referir a determinados "artistas" (novamente a necessidade do uso de aspas). O fato, contudo, é o seguinte: vivemos numa era de artistas de plástico, de gente que pensa que canta, que pensa que dança, que pensa que interpreta, que, enfim, pensa que tem algum tipo de talento, quando na verdade tem como único desejo aparecer na mídia, não importa fazendo o quê. Vide o Big Brother Brasil que voltou a enfeiar a programação televisiva nacional - que há muito tempo não é nenhuma Brastemp - em edição de número 11 (fico bobo como ainda tem gente interessada nessa babquice até hoje!).&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; Como detectar essas criaturas fantásticas que alucinam milhões de fãs fazendo inutilidades as mais variadas e in&lt;b&gt;esquecíveis&lt;/b&gt; no mundo mágico do show business? É muito fácil. Aliás, nunca foi tão fácil encontrar celebridades descartáveis quanto nas últimas duas décadas. É só virar o pescoço para os lados e você se deparará com alguém querendo chamar a atenção. Seja num desses vídeos ridículos de dancinhas que as pessoas postam às toneladas em sites como You Tube e Vimeo, seja no conteúdo "altamente genial" de seus perfis no Twitter ou&amp;nbsp; no Facebook, eles estão ali, rodeando você, instigando-o a tê-lo como fã, a qualquer custo, seja a que preço for. E acreditem: eles estão dispostos a pagar!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Paro por alguns segundos para formar uma lista mental dessas pseudocelebridades do momento e veja quanta gente já consegui colocar nesse time fantástico de "estrelas" (não deu... tive que pôr aspas de novo): Fiuk, filho do cantor Fábio Júnior e prova mais do que viva de que falta de talento também se aprende em casa, a soçialite fútil Paris Hilton, a quase-atriz e quase-cantora Lindsay Lohan, Britney Spears - como esquecer dela fazendo playback no &lt;i&gt;Rock in Rio 3&lt;/i&gt;? -, os magníficos garotos da "banda de rock" Restart, aquela mulher (essa nem o nome eu lembro!) que ganhou notoriedade cantando Vai tomar no cú e hoje é atriz de telenovela e tudo, os integrantes do &lt;i&gt;Pânico na TV&lt;/i&gt;, recentemente consagrado numa pesquisa com o&amp;nbsp; prêmio de "Maior Baixaria da TV nacional" (sim, eu li isso em algum lugar), a falsa aluna da Uniban, Geisy Arruda, que nem no programa A Fazenda, da Rede Record, conseguiu se criar e, claro, não deixando de fora 99,9% das rainhas de bateria de escolas de samba e essas marias chuteiras que vivem de posar na Playboy e na Sexy e receber pensões de jogadores de futebol, intitulando-se modelos e manequins.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Abro a página de uma revista Isto É (ou foi a Veja? fugiu-me à memória nesse momento), uma edição especial que trazia uma lista das 100 pessoas mais influentes da atualidade no país e meus dedos ficam simplesmente estáticos ao se deparar com a presença de pessoas como Neymar, atacante do Santos, e Gisele Bundchen. Como esperar que uma sociedade que cultua esse tipo de gente e, muitas vezes, segue seus passos à risca, possa admirar artistas que não sejam de plástico? Se o próprio universo midiático faz de tudo para espantar da sua programação, e da vida dos espectadores, as pessoas inteligentes e que tenham algo a dizer de realmente interessante, o que esperar no final das contas? Como já perceberam ao longo da leitura esse texto teve muitos pontos de interrogação e aspas. E isso é proposital da parte deste autor que vos fala. Como vivemos em tempos praticamente irreais, em que tudo parece fantástico e exagerado em demasia, só pondo aspas e duvidando mesmo de tudo para conseguirmos seguir em frente. O que fazer? C'est la vie.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &amp;nbsp; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3353262116851217118-7923288579505840301?l=culturaexmachina.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://culturaexmachina.blogspot.com/feeds/7923288579505840301/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://culturaexmachina.blogspot.com/2011/01/opiniao-critica-esses-artistas-de.html#comment-form' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3353262116851217118/posts/default/7923288579505840301'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3353262116851217118/posts/default/7923288579505840301'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://culturaexmachina.blogspot.com/2011/01/opiniao-critica-esses-artistas-de.html' title='Opinião Crítica: Esses artistas de plástico...'/><author><name>pseudo-autor</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13621781509890848831</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp1.blogger.com/_fI148H_hSM0/SFRU28UE9zI/AAAAAAAAABA/kQ_6iwqE3Vo/S220/Foto+Roberto.BMP'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3353262116851217118.post-1315752537264017766</id><published>2011-01-13T07:22:00.000-08:00</published><updated>2011-01-13T07:22:28.651-08:00</updated><title type='text'>Música: "MTV ao vivo Bailão do Ruivão", de Nando Reis e Os Infernais.</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_awyOH4AjVQs/TN_78xbcXVI/AAAAAAAABY8/D0oBtcqklSc/s1600/bailao.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="400" src="http://1.bp.blogspot.com/_awyOH4AjVQs/TN_78xbcXVI/AAAAAAAABY8/D0oBtcqklSc/s400/bailao.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Nenhum outro gênero musical, a meu ver, é alvo de tantas críticas surreais e divertidas, seja da parte da opinião pública, seja da parte da crítica especializada, quanto a música brega. Lembro de certo programa da Rede Globo apresentado pela humorista Regina Casé em que ela foi coroada durante um festival de música como Rainha do Brega (com muito orgulho e pompa!) e das reações de dois primos meus, totalmente avessos ao estilo, reclamando: "Isso não é música. É, no mínimo, uma piada e de mau gosto". O brega, no final das contas, é isso: um divisor de águas quando o assunto é gosto pessoal, um segregador de opiniões, e se levado a extrema interpretação motivo de discórdia e até de briga em bate-papo de botequim ou festa de família. Porém, gostem ou não dela, está por aí, incomodando, fazendo a sua parte, alegrando aquelas camadas da sociedade normalmente de pouca ou nenhuma instrução - o que não significa em momento algum que ricaços e intelectuais não a escutem - e, volta e meia, ganhando novas roupagens, versões e homenagens em grande estilo. A última delas veio do ex-titã Nando Reis em seu excelente &lt;i&gt;MTV ao vivo Bailão do Ruivão&lt;/i&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não é de hoje que eu percebo que o cantor Nando Reis é uma incógnita. Eu sempre o achei deslocado quando membro integrante da banda de rock Titãs e, recentemente, tive a confirmação desse seu diferencial por conta de uma entrevista dada pelo próprio músico para a revista Billboard, defendendo que sua música era simples, sim, fácil de compor, por vezes vista como prematura por parte dos especialistas do mercado fonográfico, mas que era exatamente disso que ele gostava, pois nunca quis ser rotulado como compositor de "canções que deixam mensagens ou legados posteriores", como aconteceu com seus contemporâneos Cazuza e Renato Russo. No &lt;i&gt;Bailão do Ruivão&lt;/i&gt; ele expõe esse raciocínio à máxima potência, cantando sucessos antigos que hoje podem até ser considerados como música cafona ou descartável, mas que certamente já foram ouvidos e cultuados pelas mais diversas gerações em algum momento de suas vidas.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O repertório é ótimo e conta com pérolas que embalaram os romances, aventuras e alegrias de muita gente. Nando não inventa, não compromete o baile proposto e cai no suingue, muito bem acompanhado pelos Infernais (afiadíssimos!), conquistando de vez as graças do público e oferecendo entretenimento fácil e sem ambição de fazer tipo (algo que tem me enjoado - e muito! - na atual MPB). Entre as faixas melosas e nostálgicas vale destacar os eternos hits &lt;i&gt;Agora só falta você&lt;/i&gt;, de Rita Lee, &lt;i&gt;Whisky a go go&lt;/i&gt;, da banda Roupa Nova e &lt;i&gt;Muito Estranho&lt;/i&gt;, do outrora pop oitentista Dalto. Nando não esquece do passado roqueiro e presenteia a plateia com uma nova versão de &lt;i&gt;Bichos Escrotos&lt;/i&gt;, exalta Tim Maia - como deixar o síndico de fora de uma festa dessas? - nos acordes de &lt;i&gt;Gostava tanto de você&lt;/i&gt;, vai ao auge da idolatria brega cantando ao lado da Banda Calypso em &lt;i&gt;Chorando se foi&lt;/i&gt;, antiga lambada do grupo Kaoma, chama os forrozeiros para pista, presença típica nesse tipo de evento, com &lt;i&gt;Severina xique xique&lt;/i&gt; e encerra em grande estilo trazendo à tona a criança escondida no coração dos espectadores com &lt;i&gt;Lindo balão azul&lt;/i&gt;. &amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Podem me vaiar porque postei sobre isso aqui no blog, podem me criticar por conta de meu lado brega, oculto por toneladas e toneladas de Blues e Rock n' roll administrados ao longo das últimas duas décadas, e agora exposto de forma tão pueril nesse texto debochado, mas a grande verdade é que &lt;i&gt;MTV ao vivo Bailão do Ruivão&lt;/i&gt; é um presentaço para qualquer fã de boa música e que respeita a diversidade sonora que existe em nosso país. E cabe aqui um aparte importante: quando li o livro &lt;i&gt;Eu não sou cachorro, não&lt;/i&gt;, do escritor Paulo César Araújo (o mesmo que disputa na justiça com o cantor Roberto Carlos pelos direitos de veiculação da biografia do Rei da Jovem Guarda), em algum momento senti nas palavras do autor o desejo de dizer ao público que o brega - ou cafona - incomodava a tanta gente pelo fato de expor o nosso lado mais criança e que, no fundo, temos medo disso, por conta da necessidade social de amadurecermos a qualquer custo. Com o Bailão percebi essa metáfora presente de novo e devo confessar: nunca foi tão bom se sentir criança (e alegre) mais uma vez.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;Alguns hits do álbum:&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;Muito Estranho&lt;/i&gt;:&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=FCd5tqnYBU8"&gt;http://www.youtube.com/watch?v=FCd5tqnYBU8&lt;/a&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Lindo Balão Azul:&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=VALghucqBug&amp;amp;feature=related"&gt;http://www.youtube.com/watch?v=VALghucqBug&amp;amp;feature=related&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Chorando se Foi (com a banda Calypso):&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=jt40WLCCb6s"&gt;http://www.youtube.com/watch?v=jt40WLCCb6s&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3353262116851217118-1315752537264017766?l=culturaexmachina.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://culturaexmachina.blogspot.com/feeds/1315752537264017766/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://culturaexmachina.blogspot.com/2011/01/musica-mtv-ao-vivo-bailao-do-ruivao-de.html#comment-form' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3353262116851217118/posts/default/1315752537264017766'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3353262116851217118/posts/default/1315752537264017766'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://culturaexmachina.blogspot.com/2011/01/musica-mtv-ao-vivo-bailao-do-ruivao-de.html' title='Música: &quot;MTV ao vivo Bailão do Ruivão&quot;, de Nando Reis e Os Infernais.'/><author><name>pseudo-autor</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13621781509890848831</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp1.blogger.com/_fI148H_hSM0/SFRU28UE9zI/AAAAAAAAABA/kQ_6iwqE3Vo/S220/Foto+Roberto.BMP'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_awyOH4AjVQs/TN_78xbcXVI/AAAAAAAABY8/D0oBtcqklSc/s72-c/bailao.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3353262116851217118.post-118095346440579866</id><published>2011-01-07T13:40:00.000-08:00</published><updated>2011-01-07T13:40:06.263-08:00</updated><title type='text'>Lendas: Ayrton Senna (1960-1994)</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://blog.cinemenu.com.br/wp-content/uploads/2009/05/ayrton_senna.jpg?url=blog/wp-content/uploads/2009/05/ayrton_senna.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="300" src="http://blog.cinemenu.com.br/wp-content/uploads/2009/05/ayrton_senna.jpg?url=blog/wp-content/uploads/2009/05/ayrton_senna.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Para compreender o que Ayrton Senna representou para o Brasil e para o automobilismo mundial é preciso, obrigatoriamente, tê-lo visto em ação nas pistas de corrida. Durante toda a minha adolescência, procurei entender o significado da palavra genialidade e, no entanto, nunca encontrei um exemplo que realmente traduzisse em atos o que o verbete simplesmente nomeava. Até aquele fatídico Grande Prêmio de Portugal, em Estoril, quando o piloto, no cockpit de sua Lótus Preta venceu a sua primeira corrida. Daquele dia em diante eu já sabia de antemão que a minha rotina nunca mais seria a mesma. Ela seria afetada de forma definitiva pelo talento de um rapaz que, com muito pouco, conseguiu arrastar multidões para a frente da TV e para os autódromos ao redor do mundo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Assistir o documentário &lt;i&gt;Senna&lt;/i&gt;, dirigido por Asif Kapadia e lançado em circuito nacional há poucos meses, faz muito mais do que simplesmente reatar o contato com o trabalho e a capacidade de superação desse paulistano que encantou uma nação através de um esporte que nem era a grande paixão nacional do povo brasileiro. Ayrton Senna da Silva foi mais do que tricampeão mundial, mais do que o Rei de Mônaco (enquanto vivo, ninguém ganhou mais vezes do que ele no circuito mais charmoso de toda a temporada), mais do que o eterno adversário, o piloto francês Alain Prost - rival lendário dentro e fora das pistas - ou mesmo o tresloucado inglês Nigel Mansell. Senna foi o símbolo de uma geração que torcia e admirava seus ídolos. Diferentemente de hoje, onde tudo não passa de jogo de cena dos patrocinadores, empresários e grana rolando mesmo nas decisões mais idiotas.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Elencar os momentos que fizeram do piloto o grande marco que foi seria uma tarefa exaustiva e digna de um biográfo (e não desse mísero blogueiro que vos fala), mas como esquecer da corrida que ele entregou na última curva ao parceiro de Mclaren Gerard Berger, pois a pontuação do segundo lugar era o suficiente para suas pretensões naquela temporada? E de sua personalidade forte ao devolver na mesma moeda a injustiça cometida contra ele pela FIA ao tomar-lhe o campeonato mundial no ano anterior por uso indevido de uma determinada parte da pista? E, finalmente, como deixar de exaltar o espetáculo que era ver Senna correndo debaixo de chuva, verdadeiro desfile que chamava a atenção de toda a crítica mundial? Poderia ficar aqui citando milhares de momentos inesquecíveis e ainda assim não conseguiria arranhar a estrutura do mito que esse fabuloso piloto criou em torno dele.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;No dia primeiro de maio de 1994, em Ímola, mais especificamente na Curva Tamburello, o que o povo brasileiro perdeu foi muito mais do que um desportista, muito mais do que uma simples lenda. Ali parecia ter se encerrado um ciclo onde heroísmo, caráter e competência eram a tríade necessária para se superar qualquer obstáculo. Da partida de Senna até os dias de hoje, o que ficou que valha realmente a pena ser citado no circo da Fórmula 1? Por mais que me apedrejem os detratores de meus textos aqui nesse espaço, não posso deixar de registrar aqui o fato de que com a morte de Senna morreu o esporte que ele defendeu e honrou com tanta vontade. E o povo, carente, pede o retorno desses dias gloriosos até hoje.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Trailer do documentário &lt;i&gt;Senna&lt;/i&gt;, de Asif Kapadia:&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=N70aoG5Lh40"&gt;http://www.youtube.com/watch?v=N70aoG5Lh40&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Primeira vitória de Ayrton Senna (Estoril, 1985):&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=6wW-2kp17Jc&amp;amp;feature=related"&gt;http://www.youtube.com/watch?v=6wW-2kp17Jc&amp;amp;feature=related&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &amp;nbsp; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3353262116851217118-118095346440579866?l=culturaexmachina.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://culturaexmachina.blogspot.com/feeds/118095346440579866/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://culturaexmachina.blogspot.com/2011/01/lendas-ayrton-senna-1960-1994.html#comment-form' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3353262116851217118/posts/default/118095346440579866'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3353262116851217118/posts/default/118095346440579866'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://culturaexmachina.blogspot.com/2011/01/lendas-ayrton-senna-1960-1994.html' title='Lendas: Ayrton Senna (1960-1994)'/><author><name>pseudo-autor</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13621781509890848831</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp1.blogger.com/_fI148H_hSM0/SFRU28UE9zI/AAAAAAAAABA/kQ_6iwqE3Vo/S220/Foto+Roberto.BMP'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3353262116851217118.post-3450810818169410288</id><published>2010-12-29T05:43:00.000-08:00</published><updated>2010-12-29T05:43:21.008-08:00</updated><title type='text'>Cineastas: Martin Scorsese</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_FSa8jgcU_a0/TMq7HAchN6I/AAAAAAAAB64/-NumVW1x6rg/s1600/Martin+Scorsese.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="400" src="http://2.bp.blogspot.com/_FSa8jgcU_a0/TMq7HAchN6I/AAAAAAAAB64/-NumVW1x6rg/s400/Martin+Scorsese.jpg" width="321" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Se Martin Scorsese tivesse se tornado padre como queria e era interesse de seus pais, será que teria sido um grande clérigo? Dúvidas à parte, a grande verdade é que sua cinematografia nunca deixou de render homenagens (ou críticas) ao modelo religioso que conheceu quando criança lá pelos idos da década de 50. O menino que conviveu num bairro onde criminosos, punguistas e prostitutas eram parte do cartão-postal do lugar e que estudou na Escola de Cinema de Nova York, aprendeu realmente a fazer filmes quando realizou a película &lt;i&gt;Boxcar Bertha &lt;/i&gt;- lançado no Brasil como &lt;i&gt;Sexy e Marginal&lt;/i&gt; - trabalho em que decifrou os segredos de se filmar rápido e gastando muito pouco. E verdade seja dita esse aprendizado aliado a paixão pelo Neo-Realismo italiano e a amizade com Brian de Palma (que lhe apresentou o ator Robert de Niro, ator-assinatura definitivo de seus principais filmes) marcaram definitivamente sua carreira.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Seu início se dá com &lt;i&gt;Quem bate à minha porta?&lt;/i&gt;, em 1968, mas a glória e o reconhecimento só começariam a despontar realmente cinco anos depois com &lt;i&gt;Caminhos Perigosos&lt;/i&gt;, onde começa sua parceria com De Niro, e com o antológico &lt;i&gt;Taxi Driver&lt;/i&gt;, que trazia uma pequenina Jodie Foster começando a carreira ainda na pele de uma prostituta. Em 1977 o primeiro fracasso: o musical &lt;i&gt;New York, New York&lt;/i&gt;, que quase foi a tampa no caixão de uma carreira até então bem sucedida. O resultado do filme foi tão abaixo das expectativas que Scorsese entrou numa depressão nervosa e teve de se afastar dos sets por três anos. Contudo, sua volta foi gloriosa com &lt;i&gt;Touro Indomável&lt;/i&gt;, onde retrata a saga do pugilista irracional Jake La Motta. Uma produção até hoje considerada injustiçada, na opinião de vários críticos de renome, por não ter levado o Oscar de Melhor Filme na época.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Entre 1983 e 1985 Scorsese envereda pelo humor (de viés negro, é bem verdade!) e faz dois de seus melhores filmes menores: o anárquico &lt;i&gt;O Rei da Comédia&lt;/i&gt; (com participação do humorista Jerry Lewis) e &lt;i&gt;Depois de Horas&lt;/i&gt; (uma pequena obra-prima urbana até hoje subestimada pela crítica). Passada essa fase realiza duas produções que poderiam ter rendido melhores comentários e bilheterias, mas que acabaram compondo dentro da filmografia de Scorsese sem muito brilho: &lt;i&gt;A Cor do Dinheiro&lt;/i&gt; (que contou com a dupla de astros Paul Newman e Tom Cruise) e a adaptação do polêmico romance bíblico de Nikos Kazantzakis &lt;i&gt;A Última Tentação de Cristo&lt;/i&gt; (com Willem Dafoe como protagonista). Chegam aos anos 90 e o diretor volta aos dramas de máfia com &lt;i&gt;Os Bons Companheiros&lt;/i&gt; (1990) e &lt;i&gt;Cassino &lt;/i&gt;(1995), ambos baseados em romances de Nicholas Pillegi, além de fazer sua primeira incursão no suspense com &lt;i&gt;Cabo do Medo&lt;/i&gt;, outra produção que sofreu críticas severas no período em que foi lançada.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Depois dos inexpressivos &lt;i&gt;Kundun&lt;/i&gt; (que contava a história do Dalai Lama) e &lt;i&gt;Vivendo no Limite&lt;/i&gt; (com Nicolas Cage na pele de um motorista de ambulância que ouve e vê os pacientes mortos que compõem a sua rotina diária), o diretor se volta para seu projeto mais ambicioso: o épico &lt;i&gt;Gangues de Nova York&lt;/i&gt;, em gestação por mais de duas décadas, e apresenta a Hollywood o seu novo pupilo, o jovem e talentoso Leonardo Dicaprio (que lhe foi apresentado por De Niro, que trabalhou com o rapaz no filme &lt;i&gt;O Despertar de um Homem&lt;/i&gt;). Com ele também realiza &lt;i&gt;O Aviador&lt;/i&gt;, baseado na vida do milionário Howard Hughes, &lt;i&gt;Os Infiltrados&lt;/i&gt; e o recente suspense penitenciário &lt;i&gt;Ilha do Medo&lt;/i&gt;, adaptação do romance &lt;i&gt;Paciente 67&lt;/i&gt; do escritor Dennis Lehane.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Atualmente o cineasta divide sua atenção entre inúmeras tarefas: a pós-produção de seu mais novo longa, dessa vez estreando no gênero infantil, &lt;i&gt;A Invenção de Hugo Cabret&lt;/i&gt; (com presença de Jude Law e Ben Kingsley no elenco), a finalização de seu mais novo documentário sobre a vida do Beatle George Harrison, administrando sua Film Foundation, uma organização não lucrativa criada por ele e dedicada á preservação de filmes mudos e ainda arranja tempo para produzir para o canal a cabo HBO a série televisiva &lt;i&gt;Boardwalk Empire&lt;/i&gt;, sobre o período da Lei Seca, sucesso de crítica e audiência. Entre seus próximos projetos constam uma cinebiografia do cantor Frank Sinatra e um projeto que tem tudo para ser o grande filme do século XXI: &lt;i&gt;The Irishman&lt;/i&gt;, filme de gângster que reunirá o trio Al Pacino, Robert de Niro e Joe Pesci.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O que mais a mente sórdida, analítica e perfeccionista de Scorsese aprontará para o público sedento por suas tramas cheias de corrupção e malícia? O que poderemos esperar desse menino que quase virou católico fervoroso? O tempo dirá. Mas que deixará a plateia de boca aberta, disso não há a menor dúvida.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Trailers:&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;i&gt;Taxi Driver&lt;/i&gt;:&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=bqLyTdcMLhc"&gt;http://www.youtube.com/watch?v=bqLyTdcMLhc&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;Os Bons Companheiros&lt;/i&gt;:&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=qo5jJpHtI1Y"&gt;http://www.youtube.com/watch?v=qo5jJpHtI1Y&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;Caminhos Perigosos&lt;/i&gt;: &amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=GAQZzfwQGHQ&amp;amp;feature=related"&gt;http://www.youtube.com/watch?v=GAQZzfwQGHQ&amp;amp;feature=related&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;Cassino&lt;/i&gt;:&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=SMB60b6fJFQ"&gt;http://www.youtube.com/watch?v=SMB60b6fJFQ&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3353262116851217118-3450810818169410288?l=culturaexmachina.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://culturaexmachina.blogspot.com/feeds/3450810818169410288/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://culturaexmachina.blogspot.com/2010/12/cineastas-martin-scorsese.html#comment-form' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3353262116851217118/posts/default/3450810818169410288'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3353262116851217118/posts/default/3450810818169410288'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://culturaexmachina.blogspot.com/2010/12/cineastas-martin-scorsese.html' title='Cineastas: Martin Scorsese'/><author><name>pseudo-autor</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13621781509890848831</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp1.blogger.com/_fI148H_hSM0/SFRU28UE9zI/AAAAAAAAABA/kQ_6iwqE3Vo/S220/Foto+Roberto.BMP'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_FSa8jgcU_a0/TMq7HAchN6I/AAAAAAAAB64/-NumVW1x6rg/s72-c/Martin+Scorsese.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3353262116851217118.post-2775630956298684157</id><published>2010-12-24T04:38:00.000-08:00</published><updated>2010-12-24T04:38:10.361-08:00</updated><title type='text'>Quadrinhos: "Memória de Elefante", de Caeto.</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://judao.mtv.uol.com.br/wp-content/uploads/2010/11/memoria-de-elefante-640x840.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="400" src="http://judao.mtv.uol.com.br/wp-content/uploads/2010/11/memoria-de-elefante-640x840.jpg" width="303" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não é de hoje que eu me pergunto se a minha vida daria uma história interessante, cheia de reveses, do jeito que o mercado editorial gosta e faz questão de divulgar nas prateleiras das megastores. Provavelmente não. Não sou um rockstar ou um artista plástico underground queridinho da mídia, muito menos um cineasta independente que se tornou cult após realizar alguns curtametragens conceituados pela crítica ou um longa feito com quase nenhum dinheiro que arrebatou platéias no mundo todo. Infelizmente (para mim e, principalmente, para o mercado) sou uma pessoa comum e pessoas comuns raramente - ou melhor dizer nunca? - viram grandes produtos culturais. Já o caso específico de Caeto parece ter agradado a indústria de quadrinhos, tanto que fez de sua trajetória de vida conturbada uma graphic novel consistente em &lt;i&gt;Memória de Elefante&lt;/i&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A história de Caeto é como a de todos os grandes artistas (sem que, no entanto, se diga ao final da leitura que ele se tornou um popstar): uma família complicada, uma existência desregrada, onde o grande barato mesmo eram as baladas, as gatas, a bebida e a drogas, tudo misturado como uma verdadeira hecatombe. E, em meio a todos esses conflitos, as dificuldades de lidar com suas relações amorosas e com parentes que mais parecem sanguessugas. Até que finalmente encontra uma alma gêmea que parece - pelo menos à primeira vista - entender aquele espírito inquieto e está disposta a ajudá-lo a encontrar o seu caminho.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Utilizando-se com grande maestria de metáforas e metalinguagens as mais diversas, tudo muito bem amparado por um traço rápido, em alguns momentos irregular mas proposital, que cai como uma luva para representar esse ícone do desespero artístico, Caeto conta a saga de um indívíduo que, com muita facilidade por parte de algumas pessoas, poderia ser chamado imediatamente de perdedor, mas que no entanto encontrou em sua arte marginal, fruto de suas obsessões e desilusões constantes, uma maneira de encarar os dilemas que atravesssaram a sua vida.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O que se percebe no conjunto da obra é que o autor construiu uma espécie de guia de bolso para artistas em início de carreira que precisam lidar com as frustrações e dificuldades de um mundo que exige em excesso de seus personagens. O artista Caeto (metade pintor, metade cantor de uma banda de punk rock), conforme quadrinizado, é o exemplo perfeito para ilustrar uma geração que vem construindo sua carreira aos trancos e barrancos, sem planejamento algum, e muitas vezes acreditando que apenas sorte é tudo nesse meio. Um trabalho gráfico indispensável na prateleira de quem deseja se inserir nesse mercado sem perder a sanidade e entendendo os percalços (as famosas "pedras no meio do caminho", outrora apresentadas pelo poeta Carlos Drummond de Andrade) que surgirão para nos atrapalhar em algum momento de nossa jornada.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Matéria publicada na Folha Online sobre a HQ:&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;a href="http://www1.folha.uol.com.br/folha/livrariadafolha/794351-veja-previa-de-memoria-de-elefante-uma-das-promessas-das-hqs-nacionais-no-semestre.shtml"&gt;http://www1.folha.uol.com.br/folha/livrariadafolha/794351-veja-previa-de-memoria-de-elefante-uma-das-promessas-das-hqs-nacionais-no-semestre.shtml&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Entrevista com Caeto na Rio Comicon 2010:&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=fBdZQA0S0xE"&gt;http://www.youtube.com/watch?v=fBdZQA0S0xE&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3353262116851217118-2775630956298684157?l=culturaexmachina.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://culturaexmachina.blogspot.com/feeds/2775630956298684157/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://culturaexmachina.blogspot.com/2010/12/quadrinhos-memoria-de-elefante-de-caeto.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3353262116851217118/posts/default/2775630956298684157'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3353262116851217118/posts/default/2775630956298684157'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://culturaexmachina.blogspot.com/2010/12/quadrinhos-memoria-de-elefante-de-caeto.html' title='Quadrinhos: &quot;Memória de Elefante&quot;, de Caeto.'/><author><name>pseudo-autor</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13621781509890848831</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp1.blogger.com/_fI148H_hSM0/SFRU28UE9zI/AAAAAAAAABA/kQ_6iwqE3Vo/S220/Foto+Roberto.BMP'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3353262116851217118.post-2140772605260594809</id><published>2010-12-20T08:09:00.000-08:00</published><updated>2010-12-20T08:09:05.064-08:00</updated><title type='text'>Cinema: "A Rede Social", de David Fincher.</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://www.c18.com.br/blog/wp-content/uploads/a-rede-social.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="400" src="http://www.c18.com.br/blog/wp-content/uploads/a-rede-social.jpg" width="270" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O mercado empresarial mudou (e de forma um tanto drástica). Um cenário que antes era dominado por executivos que desfilavam pelos corredores das megacorporações trajando terno e gravata, agora dá lugar a jovens que mal saíram da faculdade - muitos deles nem chegando a concluí-la ou sequer cursando uma -, enfurnados em moletons amassados, calças jeans e tênis de marca com solado gasto. Porém, o mais interessante nesse quadro não é a estética apresentada pelos personagens e sim a capacidade empreendedora que eles têm de conquistar grandes mercados com ideias aparentemente simples. Esse, meus caros, é o mundo de visionários como Mark Zuckerberg (uma atuação brilhante de Jesse Eisenberg), um nerd de Harvard cujo único talento é programar, programar, programar. Uma rotina até então vazia que se resume a azarar mulheres (não necessariamente o caso de Mark, mas de alguns de seus amigos íntimos) e tirar onda com a cara dos outros, um esporte popular entre os salões da universidade. Até que, junto com seu colega de quarto, surge a ideia de se criar algo diferente que conquiste os alunos do campus, que invada seu mundo, torne-se familiar para eles. Um misto de fórum de ideias com site de relacionamentos. Nascia ali o Facebook. E junto com ele muita discórdia e brigas na justiça. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Em &lt;i&gt;A Rede Social&lt;/i&gt;, o diretor David Fincher, já conhecido do público brasileiro por pegar temas polêmicos para trabalhar em seus filmes (quem não se lembra do hoje antológico &lt;i&gt;Clube da Luta&lt;/i&gt; que repercutiu até numa tragédia num cinema de São Paulo, ocasionando vítimas fatais?) envereda dessa vez pelas brigas políticas envolvendo a criação de uma das empresas mais bem sucedidas dos últimos anos. E no meio de toda essa luta o que se percebe é que, independentemente de quantos foram os criadores dessa galinha dos ovos de ouro, não existe em todo o confronto um elemento que deveria ser indispensável num mercado e numa criação empresarial como essa: maturidade. O que se vê ao longo de toda a película é uma batalha entre crianças exibindo o seu desejo de mostrar quem tem mais direito a manusear o brinquedo - ou o videogame, como bem define em certo momento da trama a personagem Erica Albright, eterna paixão de Zuckerberg, que ele fez questão de jogar pela privada em nome de uma brincadeira maldosa).&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Se a criação de um site como esses já é complicada o bastante para desgastar a relação entre Zuckerberg e seus parceiros de empreitada Eduardo Saverin (Andrew Garfield) e os irmãos gêmeos Cameron e Tyler Winklevoss (Armie Hammer), membros de uma fraternidade que já era por si só expressão máxima da segregação acadêmica, quando o empresário e ex-criador do Napster, Sean Parker (Justin Timberlake) percebe na novidade internética a chance de regressar ao topo do sucesso e decide entrar como sócio no negócio, toda a relação que já era tensa torna-se insuportável, levando a demissões e a consequente abertura de processo por direitos autorais.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; A trilha sonora eletrônica de Trent Reznor e Atticus Ross e o roteiro velocíssimo e afiado como um machado, escrito por Aaron Sorkin, dão o tom perfeito para acompanhar a saga desses meninos-gênios que falam tão rápido quanto um computador de última geração é capaz de processar dados à velocidade da luz. Assistir o filme me fez rever conceitos que eu já havia presenciado anteriormente na produção &lt;i&gt;O Bom Pastor&lt;/i&gt;, dirigida pelo ator Robert de Niro. Refiro-me ao clã secreto do qual o protagonista vivido pelo ator Matt Damon fazia parte antes da criação da CIA. Um mundo sórdido, onde não haviam regras pré-definidas, caráter ou mesmo normas de conduta. Tudo não passava de mera demagogia e abuso de poder por parte de uma elite minoritária. Em poucas palavras: um jogo. Aqui o que se enxerga nas entrelinhas do roteiro é que a mentira e a trapaça se transformaram num grande entretenimento nas mãos desses adolescentes que querem, nada mais nada menos, do que brincar de Deus. E que a tal rede social que eles criaram é apenas uma desculpa para que o ser humano tenha, a cada dia mais, dificuldade de admitir que está mais sozinho do que nunca.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;"Mas isso não importa", parecem dizer os diálogos desses personagens, "se há dinheiro na minha conta, o resto se compra fácil. Até mesmo amigos. É só uma questão de tempo".&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Trailer:&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=kAwIKMYN6UU"&gt;http://www.youtube.com/watch?v=kAwIKMYN6UU&lt;/a&gt;&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3353262116851217118-2140772605260594809?l=culturaexmachina.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://culturaexmachina.blogspot.com/feeds/2140772605260594809/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://culturaexmachina.blogspot.com/2010/12/cinema-rede-social-de-david-fincher.html#comment-form' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3353262116851217118/posts/default/2140772605260594809'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3353262116851217118/posts/default/2140772605260594809'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://culturaexmachina.blogspot.com/2010/12/cinema-rede-social-de-david-fincher.html' title='Cinema: &quot;A Rede Social&quot;, de David Fincher.'/><author><name>pseudo-autor</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13621781509890848831</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp1.blogger.com/_fI148H_hSM0/SFRU28UE9zI/AAAAAAAAABA/kQ_6iwqE3Vo/S220/Foto+Roberto.BMP'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3353262116851217118.post-3880636367624989530</id><published>2010-12-15T09:12:00.000-08:00</published><updated>2010-12-15T09:12:15.456-08:00</updated><title type='text'>Literatura: "Bussunda -  a vida do casseta", de Guilherme Fiúza.</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://desculpeanossafalha.com.br/wp-content/uploads/2010/11/bussunda-livro1.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="400" src="http://desculpeanossafalha.com.br/wp-content/uploads/2010/11/bussunda-livro1.jpg" width="278" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Fazer rir nem sempre é a coisa mais adorável do mundo. E se levarmos em consideração a vida de Cláudio Besserman Vianna, o lendário Bussunda, personagem inesquecível da trupe do Casseta e Planeta, veremos que essa máxima é a mais pura verdade. Bussunda foi um cômico à frente do seu tempo: muito mais do que simplesmente fazer as pessoas caírem na gargalhada, ele ousou, arriscou, enfrentou barreiras que nem todo artista do seu quilate enfrentaria, em alguns casos pondo amizades até então eternas na berlinda. Tudo em prol da arte. Era isso que fazia de sua criação um divisor de águas na televisão brasileira. E para o escritor Guilherme Fiúza, autor da excelente biografia &lt;i&gt;Bussunda: a vida do casseta&lt;/i&gt;, ele era muito mais do que isso, pois se tratava de um reacionário.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ao longo das páginas muito bem defendidas por um prosa inteligente e sem deixar de alfinetar certas figuras do ideário cultural brasileiro, o que se percebe desde o primeiro parágrafo da obra é que era meramente impossível dissociar a imagem de Bussunda dos demais cassetas. Eles eram como um bloco compacto, sempre discutindo ideias, apresentando propostas e fazendo badernas - uma especialidade do grupo - juntos. Até porque o "rapaz que não servia para nada e só podia ser Bussunda na vida" jamais deixaria de lado seus comparsas, com quem vinha convivendo e tramando artimanhas desde os tempos de faculdade.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Peças no teatro que mais pareciam um atentado a sanidade mental e ao pudor das pessoas, revistas e pasquins que cobriam (para não dizer furavam os olhos) a moral vigente na época, com todas as incorreções políticas a que tinham direito, roteirista do programa &lt;i&gt;TV Pirata&lt;/i&gt;, um dos maiores sucessos de audiência da história da televisão nacional e apresentador do &lt;i&gt;Casseta e Planeta Urgente&lt;/i&gt;, primeiro grupo de humor a cobrir uma Copa do Mundo in loco. Isso só para começar. A vida de Bussunda era uma montanha-russa com direito a muitos loopings e adrenalina em demasia. Entretanto, que caiam na real aqueles que pensam que o comediante e o grupo agradaram a toda a torcida do Flamengo (time do coração do humorista). Pelo contrário: houve muitos processos, ídolos - como Zico - que chegaram a se ofender com certas brincadeiras que passaram do tom, entre outras desavenças. Contudo, ser contraditório fazia parte da gênese daquele palhaço dos tempos modernos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Entre imitações de artistas e atletas os mais diversos - a de Ronaldo Fenômeno agradou até mesmo o próprio jogador - e alter-ego do Presidente Lula em suas sátiras ao mundo político (uma interpretação que virou sua marca registrada), Bussunda foi conquistando plateias ao redor do país, sem esquecer de tirar sarro com alguém sempre que tinha chance. Em contrapartida, o livro aborda nas entrelinhas, para aqueles que lerem atentamente, uma clara alfinetada ao surgimento do grupo como prenúncio do besteirol que iria se alastrar pelos programas de humor nos anos seguintes, tanto na emissora dos cassetas quanto nas concorrentes. E nem todo mundo ficou feliz com essa "novidade amarga". Uma prova clara de que não se trata apenas de um simples livro-homenagem, com a proposta de apenas narrar os momentos gloriosos do artista, uma persona única que não levava nada a sério.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ao fim das pouco mais de 400 páginas, o leitor termina extasiado e profundamente satisfeito pela grata surpresa oferecida pelo livro. O retrato de um gênio cuja única coisa que jamais imaginou que seria na vida era um gênio. "Resumir Bussunda em poucas palavras", parece dizer o autor, "pode até ser bastante simples, vide sua irreverência constante. A grande questão é: como explicar que ele tenha feito tanto sucesso com tão pouca ambição?". Esse, certamente, é o maior legado deixado por esse registro investigativo dos mais elaborados.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3353262116851217118-3880636367624989530?l=culturaexmachina.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://culturaexmachina.blogspot.com/feeds/3880636367624989530/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://culturaexmachina.blogspot.com/2010/12/literatura-bussunda-vida-do-casseta-de.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3353262116851217118/posts/default/3880636367624989530'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3353262116851217118/posts/default/3880636367624989530'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://culturaexmachina.blogspot.com/2010/12/literatura-bussunda-vida-do-casseta-de.html' title='Literatura: &quot;Bussunda -  a vida do casseta&quot;, de Guilherme Fiúza.'/><author><name>pseudo-autor</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13621781509890848831</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp1.blogger.com/_fI148H_hSM0/SFRU28UE9zI/AAAAAAAAABA/kQ_6iwqE3Vo/S220/Foto+Roberto.BMP'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3353262116851217118.post-5481539364659869509</id><published>2010-12-11T09:02:00.000-08:00</published><updated>2010-12-11T09:02:27.769-08:00</updated><title type='text'>Animação: "Os Simpsons", de Matt Groening</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://blog.ebserver.org/wp-content/uploads/2008/01/simpori.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="283" src="http://blog.ebserver.org/wp-content/uploads/2008/01/simpori.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Em frente a TV, assistindo pela centésima vez (ou seria a milésima? sei lá... já perdi a conta) a um episódio dos &lt;i&gt;Simpsons&lt;/i&gt;, paro no tempo por alguns segundos e fico me perguntando: o que seria do mundo se essas criaturas geniais não existissem? Definitivamente, Matt Groening é um dos maiores gênios da humanidade. Conseguir fazer uma série de animação se manter no ar por 21 anos - que serão comemorados no próximo dia 17 - não é uma tarefa para qualquer um. Acompanhar a vida de Homer, Marge, Bart, Liza e Meg já se transformou numa espécie de terapia para milhares de pessoas ao redor do mundo. "E por quê?", vocês me perguntarão. Simples: porque nossas vidas estão ali, descritas com exatidão, mesmo que resguardadas as diferenças culturais entre um país e outro.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; A grande diferença entre Springfield (a louca terra mágica onde esses personagens habitam) e outras cidades ficcioniais famosas, como Gotham City, Metrópolis, a Sucupira de Odorico Paraguaçu na antológica novela &lt;i&gt;O Bem Amado&lt;/i&gt;, Hogwarts e tantas outras, é que ela não se esconde muito menos se traveste de mundo surreal, fantástico, não cria realidades alternativas nem tenta ser algo diferente daquilo que vemos na vida real. Em Springfield, tudo o que vemos na rua está ali, representado sem máscaras ou fantasias: as discussões de vizinhos, o bate-papo de bar, as diferenças religiosas, os conflitos existenciais, a polícia preguiçosa, que não faz o seu trabalho direito e só está preocupada com mundanices, os imigrantes, as adversidades e moralismos de se manter um casamento, os dilemas da adolescência. Tudo sem rodeio, sem desculpas esfarrapadas.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ao longo dessas duas décadas muita polêmica rondou a série, principalmente quando os produtores decidiram rodar episódios em que a família Simpsons visita outros países (no episódio que se passa no Rio de Janeiro, houve muita controvérsia a respeito da maneira como os criadores do programa viam o caráter da população e o way-of-life nacional: uma cidade infestada por bandidos e por pessoas se prostituindo por qualquer motivo). Isso sem contar as discussões em torno das aberturas de alguns programas, que já trouxeram temas fortes como racismo, exploração de menores, abuso de poder por parte das grandes empresas multinacionais - como apareceu, recentemente, numa abertura realizada pelo artista plástico Bansky - até o recente quiproquó envolvendo até mesmo o nome da própria empresa realizadora do projeto: a Fox Film.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Batalhas internas à parte, o grande barato de acompanhar a saga dessa família tresloucada é a facilidade com que conseguem se apropriar de fatos ocorridos na cultura pop e de notícias de grande repercussão na mídia e dar a esse material uma interpretação toda particular. De Justin Timberlake rasgando a blusa da cantora Janet Jackson na final do &lt;i&gt;Super Bowl &lt;/i&gt;a participação corrente de personagens criados em cima de celebridades de Hollywood (que chegam, algumas vezes, a ser parte imprescindível na trama), não há limites para a coragem e a inventividade da equipe de criação, que deve passar um bom tempo fuçando as novidades que rolam no mundo real (das mais amenas às totalmente escabrosas) que sejam viáveis na ficção animada.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Em linhas gerais, assistir a série&amp;nbsp; - por mais que pareça exagerado o que eu vou dizer agora - é assistir a um pouco da sua própria vida, com todas as dificuldades e vitórias que aparecerão ao longo do percurso. Sempre me perguntam com qual membro da família eu mais me identifico e sempre digo que é o Bart, o filho rebelde, pela naturalidade com que ele faz certas coisas que eu jamais conseguiria fazer e, por outro lado, meus amigos estão sempre me dizendo que eu pareço por demais com o Homer, chefe da casa (e não somente pelo visual estético, mas também pelo lado responsável dentro de toda aquela irresponsabilidade e pelo jeito franco e espontâneo com que encara qualquer situação). E é pela facilidade de relacionamento que eu mantenho com essa família e com a animação de uma forma geral, que fica fácil expressar aqui o quanto considero a franquia uma das melhores atrações que a televisão americana ofereceu em toda a sua história.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Trailer de &lt;i&gt;Os Simpsons &lt;/i&gt;- 3D:&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=6ZH-RQ3-nYk"&gt;http://www.youtube.com/watch?v=6ZH-RQ3-nYk&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Abertura (feita pelo artista plástico Bansky):&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=DX1iplQQJTo"&gt;http://www.youtube.com/watch?v=DX1iplQQJTo&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;Os Simpsons&lt;/i&gt; no Brasil (em inglês):&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=invBjPmY8iE"&gt;http://www.youtube.com/watch?v=invBjPmY8iE&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3353262116851217118-5481539364659869509?l=culturaexmachina.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://culturaexmachina.blogspot.com/feeds/5481539364659869509/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://culturaexmachina.blogspot.com/2010/12/animacao-os-simpsons-de-matt-groening.html#comment-form' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3353262116851217118/posts/default/5481539364659869509'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3353262116851217118/posts/default/5481539364659869509'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://culturaexmachina.blogspot.com/2010/12/animacao-os-simpsons-de-matt-groening.html' title='Animação: &quot;Os Simpsons&quot;, de Matt Groening'/><author><name>pseudo-autor</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13621781509890848831</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp1.blogger.com/_fI148H_hSM0/SFRU28UE9zI/AAAAAAAAABA/kQ_6iwqE3Vo/S220/Foto+Roberto.BMP'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3353262116851217118.post-2787283266030415545</id><published>2010-12-07T14:19:00.000-08:00</published><updated>2010-12-07T14:19:13.776-08:00</updated><title type='text'>Musas: Charlize Theron</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://www.millionlooks.com/images/Charlize-Theron.jpeg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="300" src="http://www.millionlooks.com/images/Charlize-Theron.jpeg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Provavelmente o ditado mais famoso do mundo é aquele que diz que "beleza não pôe mesa". As pessoas, de forma geral, estão sempre tentando afastar estética e talento, como se ambas andarem lado a lado fosse uma tarefa impossível. Aqueles que dizem isso certamente não conhecem a nossa musa de hoje: a atriz sul-africana Charlize Theron. De modelo aos 16 anos, após ganhar um concurso em sua cidade natal (indo trabalhar para a agência Pauline's) e uma prematura carreira como dançarina, interrompida por uma lesão no joelho aos 19 anos, a hoje mensageira da paz das Nações Unidas foi um longo percurso cheio de reviravoltas. Porém, sua grande chance como artista viria mesmo após fazer uma cena diante de um caixa de banco quando foi descontar um cheque, logo atraindo a atenção de um descobridor de talentos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O ativismo e a polêmica sempre fizeram parte de sua vida: seja por presenciar a mãe matando (em legítima defesa) o pai, que a agredia constantemente, seja envolvida em organizações em defesa dos direitos da mulher, na luta pró-aborto, em favor do casamento gay e como membro ativa do PETA (de defesa aos animais). Sua estreia no cinema em 1985 - com míseros 10 anos - num filme B chamado &lt;i&gt;Children of the corn III&lt;/i&gt;, mesmo numa participação sem fala e por poucos segundos, foi o necessário para agradar os produtores de hollywood, o que lhe renderia papeis nos filmes &lt;i&gt;Contrato de Risco&lt;/i&gt;, de John Herzfeld e &lt;i&gt;The Wonders: o sonho não acabou&lt;/i&gt;, de Tom Hanks.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Meu primeiro contato com um filme em que trabalhou foi, em 1997, no misto de suspense e ação &lt;i&gt;O Advogado do Diabo&lt;/i&gt;, de Taylor Hackford, em que faz a esposa do personagem protagonista cujo pai é nada menos do que o diabólico Lúcifer, interpretado pelo ator Keanu Reeves. Entre 1998 e 2002, participa de uma série de longas de aventura e dramas pessoais, onde destaco o romântico &lt;i&gt;Regras da Vida&lt;/i&gt;, de Lasse Hallstrom (fazendo par com Tobey Maguire), &lt;i&gt;Homens de Honra&lt;/i&gt;, de George Tillman Jr, onde acaba ofuscada pelo duelo de atuações entre os atores Cuba Gooding Jr e Robert de Niro e o comovente e profundo &lt;i&gt;Doce Novembro&lt;/i&gt;, de Pat O'connor, quando realmente começou a chamar minha atenção em papeis mais pesados e de construção narrativa mais pesada, na pele de uma mulher marcada por uma doença incurável e relacionamentos de curta duração em demasia.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O ano de 2003 seria o início de sua apoteose com o Oscar de melhor atriz ganho por sua interpretação da serial killer Aileen Wournos no filme &lt;i&gt;Monster: desejo assassino&lt;/i&gt;, de Patty Jenkins. Nos anos seguintes, se destacaria como Britt Ekland em &lt;i&gt;A vida e a morte de Peter Sellers&lt;/i&gt;, de Stephen Hopkins (com belíssimo trabalho de Geofrey Rush no papel-título) e como Josey Ames, primeira mulher a vencer um processo por assédio sexual nos EUA em &lt;i&gt;Terra Fria&lt;/i&gt;, de Niki Caro. Seus últimos personagens, a heroína Mary de &lt;i&gt;Hancock&lt;/i&gt;, sátira de Peter Berg, a fútil Sylvia de &lt;i&gt;Vidas que Cruzam&lt;/i&gt;, de Guillermo Arriaga e a quase inexistente aparição na ficção-científica &lt;i&gt;A Estrada&lt;/i&gt;, de John Hillcoat, não lhe renderam boas críticas, o que vem gerando comentários nos tablóides de que é hora de mudar os rumos de sua carreira.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Seu último projeto finalizado é a animação Astroboy e está cotada para participar de &lt;i&gt;Mad Max: Fury Road&lt;/i&gt;, reboot da clássica franquia eternizada no cinema pela dupla Mel Gibson e George Miller. Um projeto que vem sofrendo com sucessivos atrasos e cancelamentos os mais diversos. Além disso, rumores atestam que Charlize pode vir a compor o elenco do terceiro longametragem de Batman, dirigido por Christopher Nolan, na pele de uma soçialite. Entre altos e baixos, ninguém nega o talento (e a beleza, é lógico!) de Charlize Theron. Uma prova mais do que viva de que aquele ditado que começou esse texto muitas vezes não está com nada. Em algumas ocasiões (como esta, por exemplo) ele até atrapalha.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3353262116851217118-2787283266030415545?l=culturaexmachina.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://culturaexmachina.blogspot.com/feeds/2787283266030415545/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://culturaexmachina.blogspot.com/2010/12/musas-charlize-theron.html#comment-form' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3353262116851217118/posts/default/2787283266030415545'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3353262116851217118/posts/default/2787283266030415545'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://culturaexmachina.blogspot.com/2010/12/musas-charlize-theron.html' title='Musas: Charlize Theron'/><author><name>pseudo-autor</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13621781509890848831</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp1.blogger.com/_fI148H_hSM0/SFRU28UE9zI/AAAAAAAAABA/kQ_6iwqE3Vo/S220/Foto+Roberto.BMP'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3353262116851217118.post-4461432120337801017</id><published>2010-12-03T05:11:00.000-08:00</published><updated>2010-12-03T05:11:47.383-08:00</updated><title type='text'>Música: "MTV Acústico", de Cássia Eller.</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_7gpKrQOQDjA/R1Hm4rkqb0I/AAAAAAAAAh4/10BXB99NZz4/s320/acustico-mtv-cassia-eller.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://4.bp.blogspot.com/_7gpKrQOQDjA/R1Hm4rkqb0I/AAAAAAAAAh4/10BXB99NZz4/s320/acustico-mtv-cassia-eller.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Depois de terminar de ler a biografia "Apenas uma garotinha" sobre a vida da cantora Cássia Eller e retomar o contato com seu trabalho musical, percebi facetas da artista que, até então, nunca tinha me dado conta. Cássia era múltipla: pop, rock, forró, mangue beat, rap, funk, reggae, Beatles, Nirvana, uma mistura infindável de estilos os mais diversos. E era dessa diversidade a serviço de uma voz poderosa que conhecemos uma das performers mais geniais da recente MPB. E, para infelicidade dos fãs,&amp;nbsp; um talento que nos abandonou prematuramente, no auge de sua competência artística e totalmente ciente do que ainda poderia oferecer como cantora e instrumentista. Porém, como nem tudo são lágrimas e desespero, também é verdade que Cássia Eller nos deixou um legado a ser admirado sempre que possível. E esse legado é o CD e DVD &lt;i&gt;MTV Acústico&lt;/i&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Gravado de forma intimista - um formato em que, se tratando da artista (avessa a intimidades e aparições) - já é por si só uma grande inovação, Cássia ousa, ruge, brinca, blefa, incita, faz o público tremer, chorar, sorrir, cantar e endeusá-la a máxima categoria de diva. O que ela, sem sombra de dúvidas, merece. E o grande mérito do sucesso desse disco está na escolha do repertório, verdadeiro pout-pourri das influências da cantora. Num universo que vai de Chico Buarque a Riachão, de Renato Russo a Nando Reis (seu parceiro mais frequente nos últimos anos) de Cazuza a Chico Science, a artista enlouquece a plateia com sua voz ácida e muito bem definida, perfeita para o que o projeto tem como propósito.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Difícil eleger as favoritas de um álbum que é praticamente perfeito, mas vale a pena enaltecer a abertura com &lt;i&gt;Non, Je ne regrette rien&lt;/i&gt; (obra máxima consagrada mundialmente pela voz exuberante de Edith Piaf), &lt;i&gt;Malandragem&lt;/i&gt;, a inusitada &lt;i&gt;Vá morar com o Diabo&lt;/i&gt;, &lt;i&gt;Por Enquanto&lt;/i&gt;, &lt;i&gt;O segundo Sol&lt;/i&gt;, o eterno clássico beatlemaníaco &lt;i&gt;Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band&lt;/i&gt; e o fechamento em altos decibéis e bem ao estilo da cantora com &lt;i&gt;Top Top&lt;/i&gt;. Contudo, exaltadas as faixas acima, esse &lt;i&gt;MTV Acústico&lt;/i&gt; é trabalho sólido e certamente vale, de forma integral, por seu conteúdo coeso e muito bem distribuído.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Resumo da ópera: lembro de quando li pela primeira vez um livro de poesias de Paulo Leminski. Meu mundo mudou completamente! E isso tinha um motivo muito claro de ser: Leminski conseguia ser muitos dentro de um só. Ele era uma versão pop de todos os heterônimos de Fernando Pessoa num só indivíduo e assinando apenas como um. Toda vez que ouço o &lt;i&gt;MTV Acústico&lt;/i&gt; de Cássia Eller - até hoje, para mim, o melhor de toda a série que foi produzida - tenho essa mesma dimensão: a de estar diante de muitas mulheres e seus dilemas interiores dentro de uma só pessoa. No caso, uma menina tímida, fechada em si mesmo, frágil, cujo único lugar em que se sentia em paz consigo mesma e era capaz de ser verdadeira, sem recalques, era no palco. E que falta essa menina está fazendo atualmente!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;Momentos máximos do show:&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; Malandragem: &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=UkGF4RdxrWs"&gt;http://www.youtube.com/watch?v=UkGF4RdxrWs&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E.C.T: &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=hQB85Sh9Buk"&gt;http://www.youtube.com/watch?v=hQB85Sh9Buk&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Por Enquanto: &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=tFLmdF-2n_g"&gt;http://www.youtube.com/watch?v=tFLmdF-2n_g&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3353262116851217118-4461432120337801017?l=culturaexmachina.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://culturaexmachina.blogspot.com/feeds/4461432120337801017/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://culturaexmachina.blogspot.com/2010/12/musica-mtv-acustico-de-cassia-eller.html#comment-form' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3353262116851217118/posts/default/4461432120337801017'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3353262116851217118/posts/default/4461432120337801017'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://culturaexmachina.blogspot.com/2010/12/musica-mtv-acustico-de-cassia-eller.html' title='Música: &quot;MTV Acústico&quot;, de Cássia Eller.'/><author><name>pseudo-autor</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13621781509890848831</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp1.blogger.com/_fI148H_hSM0/SFRU28UE9zI/AAAAAAAAABA/kQ_6iwqE3Vo/S220/Foto+Roberto.BMP'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_7gpKrQOQDjA/R1Hm4rkqb0I/AAAAAAAAAh4/10BXB99NZz4/s72-c/acustico-mtv-cassia-eller.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3353262116851217118.post-7666249984195918280</id><published>2010-11-24T09:07:00.000-08:00</published><updated>2010-11-24T09:07:54.415-08:00</updated><title type='text'>Memória: o Dream Team (Olímpiadas de Barcelona, 1992)</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://pbrown16.files.wordpress.com/2008/06/1992_dream_team.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="400" src="http://pbrown16.files.wordpress.com/2008/06/1992_dream_team.jpg" width="306" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Eu leio a última biografia da banda de rock Led Zeppelin que se chama "Quando os gigantes caminhavam sobre a terra". Meu primo, de uma geração anterior a minha, e que acompanhou a era dourada do grupo, olha pra mim sorridente, concordando com a escolha do título. No entanto, em minha cabeça uma outra geração (que nada tem a ver com a música) merece muito mais aquela alcunha. Porém, a grande questão é: até que ponto podemos chamar uma seleção de jogadores de basquete de gênios? Não seria exagero? Honestamente, quem não presenciou ou assistiu o Dream Team de basquete dos EUA nas olímpiadas de Barcelona em 1992, não faz ideia da revolução que esses "seres celestiais" causaram na história da competição.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Até então basquete profissional em Jogos Olímpicos era proibido. Os atletas enviados para representar suas nações eram, em sua grande maioria, oriundos das ligas universitárias ou completos amadores. Até aquele fatídico ano de 1992. Inicialmente, a expectativa era de apenas mais uma disputa equilibrada, principalmente entre americanos e soviéticos (como, aliás, vinha sendo a rotina na modalidade até então). Contudo, algo de mágico, de inesquecível, inimaginável na mente de qualquer torcedor, aconteceu. Aqueles homens levitavam, deslizavam, pareciam soldados num campo de batalha quando marcavam homem a homem. Eram praticamente máquinas. E ninguém era capaz de pará-los, por mais que tentassem.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; Também você queria o quê? Uma seleção que contava com os esforços conjuntos e o talento de nomes como Michael Jordan, Magic Johnson, Patrick Ewing, David Robinson, Larry Bird, Karl Malone, Charles Barkley... Não precisava de mais nada para faturar a medalha de ouro. O técnico (só para constar, o seu nome era Chuck Daly) era mera figura decorativa diante daqueles titãs da bola. Os adversários, tombados um a um, por uma diferença de score que girava em torno de 30 pontos a cada etapa da competição, ficavam perplexos diante da grande brincadeira que aquelas máquinas de jogar bola estavam oferecendo aos espectadores, que iam ao delírio repetidas vezes, a cada enterrada ou cesta de três pontos convertida. Não houve ninguém capaz de inibi-los ou estragar a festa.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Em poucas palavras, é fácil definir uma equipe como essa: eles foram o correspondente, no basquete, da seleção brasileira de futebol na Copa do Mundo de 1970. Nas Olímpiadas seguintes, a delegação norte-americana ainda tentou continuar o legado (ou marketing) com um suposto Dream Team 2. Pura perda de tempo! Mal sabiam eles que aquele era um fenômeno temporal, que existiu para durar apenas aquele tempo exato da competição, entrar para história e nada mais. Nunca mais houve uma equipe como aquela. Até hoje especialistas no esporte tentam encontrar explicações plausíveis para entender o que aconteceu de fato naquele ano.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;"Os deuses estiveram na terra", eu lembro de ter dito ao meu vizinho, na época, ao final da partida que lhes daria a medalha de ouro. E, acreditem, foi realmente isso que aconteceu.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;10 Jogadas Inesquecíveis:&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=Hhnj-kr9_Zs&amp;amp;feature=related"&gt;http://www.youtube.com/watch?v=Hhnj-kr9_Zs&amp;amp;feature=related&lt;/a&gt;&amp;nbsp; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3353262116851217118-7666249984195918280?l=culturaexmachina.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://culturaexmachina.blogspot.com/feeds/7666249984195918280/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://culturaexmachina.blogspot.com/2010/11/memoria-o-dream-team-olimpiadas-de.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3353262116851217118/posts/default/7666249984195918280'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3353262116851217118/posts/default/7666249984195918280'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://culturaexmachina.blogspot.com/2010/11/memoria-o-dream-team-olimpiadas-de.html' title='Memória: o Dream Team (Olímpiadas de Barcelona, 1992)'/><author><name>pseudo-autor</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13621781509890848831</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp1.blogger.com/_fI148H_hSM0/SFRU28UE9zI/AAAAAAAAABA/kQ_6iwqE3Vo/S220/Foto+Roberto.BMP'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3353262116851217118.post-6579601634257548733</id><published>2010-11-20T04:50:00.000-08:00</published><updated>2010-11-20T04:50:39.487-08:00</updated><title type='text'>Lendas: Jimi Hendrix (1942-1970)</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_tLuHJUNN9pY/TJokcFTypfI/AAAAAAAAAUk/G7FBG_M1v8s/s1600/Jimi_Hendrix.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="300" src="http://3.bp.blogspot.com/_tLuHJUNN9pY/TJokcFTypfI/AAAAAAAAAUk/G7FBG_M1v8s/s400/Jimi_Hendrix.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Algumas pessoas precisam de muito pouco para se tornarem geniais, lendárias, indispensáveis. Jimi Hendrix foi uma delas. Ele não é chamado de o maior guitarrista de todos os tempos à toa. Há um motivo bem claro para tal façanha: ele ousou. E muito. De uma maneira que muitos, na época e até mesmo nos dias de hoje, não teriam coragem de ousar. O menino de raízes indígenas, que conviveu muito cedo com tragédias pessoais (como o divórcio dos pais e a morte da mãe, quando ele era apenas um adolescente de 16 anos), aos cinco viu seu mundo mudar quando ganhou de presente sua primeria guitarra. Estavam abertas ali as portas do éden musical para Hendrix.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Influenciado de forma maciça por gigantes do blues como B. B. King, Muddy Waters, Howlin' Wolf, Albert King e Elmore James e continuando o legado de guitarristas de Rhythm and Blues e Soul como Curtis Mayfield e Steve Cropper (isso, é claro, sem deixar de lado sua paixão pelo jazz moderno), Hendrix revolucionou o gênero e mudou definitivamente a forma de se apresentar para o público portando uma guitarra. O jovem que queria fazer com seu instrumento "o que Little Richard fez com sua voz", fugia do convencional sempre que era viável. Seus amplificadores eram sempre distorcidos, crus, escolhidos a dedo por valorizar os agudos e os riffs que tanto admirava. Além disso, popularizou o pedal Wah-wah no rock n' roll, que lhe permitia dar um timbre exagerado em seus solos, levando a plateia ao delírio.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O canhoto de estilo único, que deu a tão indesejada microfonia um sentido artístico, conseguia transformar sua guitarra - a preferida era sempre uma Fender Stratocaster - em qualquer coisa que desejasse: de uma metralhadora furiosa ao grito desesperado de uma mulher. Esse era o diferencial de Jimi. Sucessos não faltaram ao longo da curta carreira, dentre eles destaco aqui entre os meus preferidos, &lt;i&gt;Hey Joe&lt;/i&gt;, &lt;i&gt;All Along the Watchtower&lt;/i&gt;, &lt;i&gt;Voodoo Child&lt;/i&gt;, &lt;i&gt;Foxy Lady&lt;/i&gt; e a apocalíptica (interpretação exclusivamente minha) &lt;i&gt;Purple Haze&lt;/i&gt;.&amp;nbsp; &amp;nbsp; &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Apesar de suas apresentações antológicas no Festival de Woodstock (em 1969) e na Ilha de Wight, no ano seguinte, a grande apoteose de Hendrix foi mesmo no Festival Monterey Pop (em 1967), com a presença ilustre, na plateia, de celebridades como Mick Jagger, Pete Townsend e Eric Clapton, entre outras feras. O ponto máximo do show - quando o artista põe fogo a sua própria guitarra, numa espécie de simbolismo às vítimas de guerras passadas nos EUA - até hoje é considerado por críticos conceituados como um dos maiores marcos da história da música no mundo. Lembro que quando assisti ao espetáculo no canal a cabo Concert Channel fiquei simplesmente estático diante da tela, pois nunca tinha visto antes algo do tipo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Apesar da morte prematura e em circunstâncias até hoje não muito bem explicadas (o que, logo de cara, faz com que os fãs se perguntem a que nível o guitarrista teria chegado se ainda estivesse vivo!), pensar em Hendrix certamente é assunto para muitos estudos acadêmicos, matérias especiais em revistas e teses de doutorado. "Como ele conseguia fazer aquilo?", eu até hoje me pergunto. Por que nas suas mãos aquele pequeno artefato parecia tão gigantesco e simples de ser manuseado? Perguntas como essas, infelizmente ficarão sem respostas. Ainda bem que, pelo menos, seu registro musical é eterno e ainda pode conquistar gerações de admiradores ao redor do mundo!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Momentos mágicos do gênio:&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Purple Haze:&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=5hSW67ySCio"&gt;http://www.youtube.com/watch?v=5hSW67ySCio&lt;/a&gt;&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Voodoo Child:&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=Ni7PW1fQbuc&amp;amp;feature=related"&gt;http://www.youtube.com/watch?v=Ni7PW1fQbuc&amp;amp;feature=related&lt;/a&gt;&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3353262116851217118-6579601634257548733?l=culturaexmachina.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://culturaexmachina.blogspot.com/feeds/6579601634257548733/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://culturaexmachina.blogspot.com/2010/11/lendas-jimi-hendrix-1942-1970.html#comment-form' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3353262116851217118/posts/default/6579601634257548733'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3353262116851217118/posts/default/6579601634257548733'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://culturaexmachina.blogspot.com/2010/11/lendas-jimi-hendrix-1942-1970.html' title='Lendas: Jimi Hendrix (1942-1970)'/><author><name>pseudo-autor</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13621781509890848831</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp1.blogger.com/_fI148H_hSM0/SFRU28UE9zI/AAAAAAAAABA/kQ_6iwqE3Vo/S220/Foto+Roberto.BMP'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_tLuHJUNN9pY/TJokcFTypfI/AAAAAAAAAUk/G7FBG_M1v8s/s72-c/Jimi_Hendrix.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3353262116851217118.post-7029972331649803188</id><published>2010-11-15T04:08:00.000-08:00</published><updated>2010-11-15T04:08:20.715-08:00</updated><title type='text'>Quadrinhos: "O Chinês Americano", de Gene Luen Yang</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://recorte.org/flip2009/wp-content/uploads/2009/05/hq-o-chines-americano.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="400" src="http://recorte.org/flip2009/wp-content/uploads/2009/05/hq-o-chines-americano.jpg" width="277" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Qual foi o jovem na face da terra que já não se perguntou a respeito de qual o seu papel na história da humanidade? É, meus caros amigos visitantes desse cínico blog! Parece uma tarefa quase impossível dissociar as palavras juventude e conflito quando estamos nessa fase, não é mesmo? Nessas horas sempre me lembro da genialidade de William Shakespeare ao criar Hamlet, o adulto juvenil, cheio de questionamentos, capaz de qualquer coisa para vingar a morte do pai. Na história a seguir, essas indefinições estão bastante presentes na vida do protagonista, senão para encucá-lo cada vez mais, para fazê-lo desistir a qualquer custo do caminho a ser traçado.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Vejamos: um rei macaco em busca de aceitação como realeza, um garoto asiático tímido lutando contra o preconceito de viver numa terra estrangeira e um primo chato que, ano após ano, vem infernizar a vida de um garoto americano cheio de conflitos existenciais. Três histórias que, na verdade, são a mesma e única história. Em &lt;i&gt;O Chinês Americano&lt;/i&gt;, graphic Novel de Gene Luen Yang, é apresentada aos leitores uma narrativa que teria tudo para se tornar uma saga sobre redenção ou mudança de atitude. No entanto, o que se percebe é que o verdadeiro problema em xeque aqui é a questão do respeito à sua própria identidade, independente do lugar onde se viva.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Seja através de relacionamentos amorosos frustrados, seja pelo descrédito dos outros que o vêem como uma ameaça só por ser de uma etnia diferente, seja pelas verdadeiras amizades que ele consegue estragar ao longo do caminho, Jim Wang - o nosso personagem envergonhado e cheio de dilemas morais e recalques - vai se arrastando (é bem esse o termo!) por uma vida sem viço, procurando por respostas nos lugares mais difíceis e acreditando verdadeiramente que a única maneira de viver plenamente é sendo aceito pelos demais (ou seja, traindo a sua própria essência como cidadão asiático).&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Contado de uma maneira simples e sem as reviravoltas fabulosas com que costumeiramente os quadrinhos mais vendidos têm se apegado para conquistar uma multidão de fãs, o quadrinista cria um mundo mágico, aproveitando-se de uma antiga lenda chinesa, recontada aos dias de hoje,&amp;nbsp; e mostrando que muitas vezes a felicidade que tanto procuramos fora de nossa rotina, na maior parte do tempo está dentro de nós.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Uma publicação singela que se tornou a primeira história em quadrinhos a ser indicada ao National Book Award, um dos maiores prêmios literários do mundo, e atingindo a categoria sublime de obras gráficas essenciais como &lt;i&gt;Maus&lt;/i&gt;, de Art Spiegelman e &lt;i&gt;Avenida Dropsie&lt;/i&gt;, de Will Eisner. Em poucas palavras: um "colírio" para os olhos de qualquer fã da nona arte.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&amp;nbsp;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3353262116851217118-7029972331649803188?l=culturaexmachina.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://culturaexmachina.blogspot.com/feeds/7029972331649803188/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://culturaexmachina.blogspot.com/2010/11/quadrinhos-o-chines-americano-de-gene.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3353262116851217118/posts/default/7029972331649803188'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3353262116851217118/posts/default/7029972331649803188'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://culturaexmachina.blogspot.com/2010/11/quadrinhos-o-chines-americano-de-gene.html' title='Quadrinhos: &quot;O Chinês Americano&quot;, de Gene Luen Yang'/><author><name>pseudo-autor</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13621781509890848831</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp1.blogger.com/_fI148H_hSM0/SFRU28UE9zI/AAAAAAAAABA/kQ_6iwqE3Vo/S220/Foto+Roberto.BMP'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3353262116851217118.post-2261428638700648344</id><published>2010-11-10T03:43:00.000-08:00</published><updated>2010-11-10T03:43:24.277-08:00</updated><title type='text'>Cinema Cult: "Rede de Intrigas", de Sidney Lumet</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_rvBnOzDPFVE/TFhTiMoP_bI/AAAAAAAAAFQ/egXu7cIZ7PE/s1600/rede+de+inttrigas.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="400" src="http://2.bp.blogspot.com/_rvBnOzDPFVE/TFhTiMoP_bI/AAAAAAAAAFQ/egXu7cIZ7PE/s400/rede+de+inttrigas.jpg" width="285" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Desde que a televisão foi criada com o propósito de se tornar uma caixa mágica, sedutora, capaz de oferecer sonhos para seus espectadores, a sociedade passou por um processo de decréscimo intelectual gigantesco. Nunca se preferiu tanto a alienação ao conhecimento como nos atuais tempos caóticos em que vivemos. Contudo, sempre fiquei me perguntando: "E antigamente? Como se dava essa influência? O que os antigos produtores das redes de TV e corporações de mídia faziam para atrair seu público e mantê-lo devidamente adestrado em frente a seus aparelhos, desejando cada dia mais e mais espetáculo, sonhando com mais intensidade do que nunca uma vida de glamour e status como os dos personagens ficcionais?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;Rede de Intrigas&lt;/i&gt;, de Sidney Lumet, responde a grande parte dessas perguntas (e olha que se trata de uma produção realizada num tempo em que a TV não se escondia atrás de tecnologias de captação de imagem, mujito menos apregoava seu sucesso a selos como HD, 3D ou outros modelos de exibição!). Numa América devastada pela derrota no Vietnã, em que ideologia e valores simplesmente não significam mais nada para a população - um retrato mórbido do "The dream is over", que John Lennon tanto enfatizou em seu discurso pop/rock -, e com a programação televisiva passando a ser o único antídoto contra todo tipo de mal-estar vigente, um homem angustiado e às vésperas de ser demitido decide levantar-se contra os poderosos e o sistema opressor que vigora ceifando vidas como se fossem brinquedos descartáveis. E ele acredita piamente que essa é a única forma de fazer a população cair em si.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Seu nome é Howard Beale (uma magnífica interpretação de Peter Finch), jornalista de rede de mídia UBS que, com suas alucinadas apresentações, informando que se suicidará, condenando as autoridades, expondo falcatruas e escândalos de uma maneira um tanto sarcástica e paranóica, atinge em cheio o interesse do público e, consequentemente, dos gestores da rede, que passam a vê-lo como uma mina de ouro para salvar a emissora da crise financeira. Porém, quando a língua ferina de Howard começa a disparar contra quem não deve (os chamados "intocáveis" do mundo televisivo), os dirigentes começam a perceber que o feitiço pode virar-se contra o feiticeiro e caso não tomem as rédeas da situação o caos instaurado pode ser muito pior do que qualquer pico de audiência, acarretando no fim da própria corporação que patrocinou o espetáculo midiático.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O que se percebe, ao fim das mais de duas horas de filme, é que em pouco mais de três décadas o cenário do mundo corporativo não só continuou o mesmo, como a mentalidade da população piorou - e muito!. Um mercado que continua aproveitando-se de messias os mais diversos e profetas charlatanescos e abusando da má-fé com o público espectador para conquistar suas audiências arrebatadoras e vender produtos os mais diversos, sem se importar com qualquer tipo de ética. &lt;i&gt;Rede de Intrigas&lt;/i&gt; é aquele tipo de película que deveria ser obrigatória no curriculum de qualquer instituição de ensino (do fundamental ao universitário), por expor as mazelas construídas a toque de caixa por um grupo seleto de criminosos que se escondem sob o título de "empresários", mas que na verdade, são um dos maiores responsáveis pelo nível de alienação que invade os domicílios diariamente.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Uma produção que deveria atingir a todos, mas que infelizmente, por falta de instrução adequada e de interesse de uma minora covarde, acaba por atingir apenas parcelas irrisórias da população. O que, no final das contas, é uma grande lástima!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Trecho do filme:&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=QgpSsy1c4Oo"&gt;http://www.youtube.com/watch?v=QgpSsy1c4Oo&lt;/a&gt;&amp;nbsp; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3353262116851217118-2261428638700648344?l=culturaexmachina.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://culturaexmachina.blogspot.com/feeds/2261428638700648344/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://culturaexmachina.blogspot.com/2010/11/cinema-cult-rede-de-intrigas-de-sidney.html#comment-form' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3353262116851217118/posts/default/2261428638700648344'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3353262116851217118/posts/default/2261428638700648344'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://culturaexmachina.blogspot.com/2010/11/cinema-cult-rede-de-intrigas-de-sidney.html' title='Cinema Cult: &quot;Rede de Intrigas&quot;, de Sidney Lumet'/><author><name>pseudo-autor</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13621781509890848831</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp1.blogger.com/_fI148H_hSM0/SFRU28UE9zI/AAAAAAAAABA/kQ_6iwqE3Vo/S220/Foto+Roberto.BMP'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_rvBnOzDPFVE/TFhTiMoP_bI/AAAAAAAAAFQ/egXu7cIZ7PE/s72-c/rede+de+inttrigas.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3353262116851217118.post-6551109023581648254</id><published>2010-11-06T15:35:00.000-07:00</published><updated>2010-11-06T15:35:22.241-07:00</updated><title type='text'>Literatura: "O Campeonato", de Flávio Carneiro</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://sobrecapa.files.wordpress.com/2010/02/o-campeonato.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="400" src="http://sobrecapa.files.wordpress.com/2010/02/o-campeonato.jpg" width="266" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Como leitor inveterado de romances policiais estou sempre em busca de obras originais, que fujam do senso comum e do oráculo da mesmice que invadiu alguns segmentos do mercado editorial contemporâneo. Nada me atrai mais do que uma história no gênero que fuja dos padrões habituais com os quais estou acostumado a me deparar com frequência (tais como: serial killers, crimes passionais e a clássica acusação ao mordomo - leia-se sempre: a figura mais insuspeita de toda a trama - como assassino desvendado nas páginas finais). Em &lt;i&gt;O Campeonato&lt;/i&gt;, de Flávio Carneiro, tive uma das experiências mais inusitadas e divertidas dos últimos anos. O autor exibe todo o seu talento em uma prosa satírica que segue a trilha de grandes autores como o brasileiro Rubem Fonseca e os estrangeiros Ben Elton e Elmore Leonard.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Um conto antigo, uma seita alucinada composta por executivos do mais alto escalão, um homem comum em busca de sustento e muita confusão: esses poucos elementos, quando reunidos, fazem do romance uma criação fenomenal. A trama é simples: André é o típico vagabundo carioca. Não para em um emprego sequer, vive se engalfinhando com sua namorada num relacionamento mais do que desgastado e seu único amigo é Gordo, um beberrão notório cujo único talento é tramar conspirações e contar suas travessuras numa mesa de bar. A única coisa na qual o protagonista dessa história é bom chama-se leitura. André lê vorazmente e, de preferência, histórias policiais. E pensando ver nisso algum tipo de dom decide fazer um curso de detetive por correspondência e tornar-se profissional do ramo. O que ele não imaginava é que o seu primeiro cliente, o destemido empresário Montenegro, na ânsia de descobrir o paradeiro do filho desaparecido há alguns meses, iria colocá-lo em rota de colisão com um mundo torpe e extremamente cruel.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Apoiado pelo eterno parceiro de copo/amigo de bar e pela bela Mariana, a quem conhece ao longo da investigação (e por quem se apaixona), André vai decifrando aquele universo cheio de malícia e revestido por um grau absurdo de arrogância e abuso de poder. Transitando por entre festas glamourosas da alta roda e centros religiosos como o do espiritualista Santo, peça-chave no entendimento do que aquele mundo doentio representa e o que ele é capaz de fazer com qualquer pessoa que atravesse o seu caminho, o detetive de primeira viagem percebe que sair vivo ao final dessa história já é, por si só, um belíssimo honorário por seus serviços prestados.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Flávio Carneiro atiça o leitor a cada parágrafo com um senso de humor muito bem dosado e que me remete a antigos livros policiais do mestre Marcos Rey, idealizador do programa infantil Vila Sésamo aqui no Brasil e também um virtuose da palavra quando o assunto é história criminal. Mostrando os contrapontos existentes entre a zona sul carioca e certos bairros emblemáticos do subúrbio, a saga de André parece, em muitos aspectos, com aqueles sonhos que todo jovem movido unicamente pela curiosidade já teve algum dia, querendo decifrar algum tipo de mistério. E para compor esse quadro, o autor utiliza-se de ferramentas básicas do gênero: mulheres bonitas, tramóias as mais diversas, megaempresários inescrupulosos envolvidos em algum tipo de falcatrua ou clã misterioso e muitas reviravoltas, para dar liga ao enredo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; Engraçado e sem soar apelativo em momento algum, &lt;i&gt;O Campeonato&lt;/i&gt; é a pedida ideal para quem procura uma leitura descontraída e instigante. Diferente de certas "novidades" que andam dando as caras ultimamente nas pratelerias das livrarias!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3353262116851217118-6551109023581648254?l=culturaexmachina.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://culturaexmachina.blogspot.com/feeds/6551109023581648254/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://culturaexmachina.blogspot.com/2010/11/literatura-o-campeonato-de-flavio.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3353262116851217118/posts/default/6551109023581648254'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3353262116851217118/posts/default/6551109023581648254'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://culturaexmachina.blogspot.com/2010/11/literatura-o-campeonato-de-flavio.html' title='Literatura: &quot;O Campeonato&quot;, de Flávio Carneiro'/><author><name>pseudo-autor</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13621781509890848831</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp1.blogger.com/_fI148H_hSM0/SFRU28UE9zI/AAAAAAAAABA/kQ_6iwqE3Vo/S220/Foto+Roberto.BMP'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3353262116851217118.post-5467603532344288551</id><published>2010-11-02T05:39:00.000-07:00</published><updated>2010-11-02T05:39:06.440-07:00</updated><title type='text'>Opinião crítica: O ridículo venceu (ou notas tardias para o VMB 2010)</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://m.i.uol.com.br/musica/2010/09/17/restart-recebe-premio-de-hit-do-ano-por-levo-comigo-no-video-music-brasil---vmb-2010-no-credicard-hall-em-sao-paulo-16092010-1284696519229_615x300.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="195" src="http://m.i.uol.com.br/musica/2010/09/17/restart-recebe-premio-de-hit-do-ano-por-levo-comigo-no-video-music-brasil---vmb-2010-no-credicard-hall-em-sao-paulo-16092010-1284696519229_615x300.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Entro na Saraiva Megastore do Norte Shopping pela quinquagésima vez (não dá pra resistir: eu amo livrarias e a capacidade inebriante que elas têm de me conquistar oferecendo tão pouco!) e vejo, entre uma pilha de livros relegados a segundo plano, os chamados saldos - a garotada de hoje só quer saber de Stephenie Meyer e J.K. Rowland - um exemplar curioso: &lt;i&gt;Como a picaretagem conquistou o mundo: equívocos da modernidade&lt;/i&gt;, de Francis Wheen. Imediatamente meu desconfiômetro preciso e biológico reage ao que os olhos simplesmente não querem crer que exista nessa seara que é o mercado editorial. "Que livro mais cínico", penso comigo, "típico escritorzinho de meia-tigela que quer ficar famoso a qualquer custo, escrevendo qualquer baboseira". Faz oito meses mais ou menos que essa cena aconteceu e hoje, vencido pelos fatos, confesso aqui nesse blog: o Sr. Wheen é, na verdade, um visionário e quase um profeta! Fomos vencidos pelo ridículo nessa era onde convergência e tecnologia andam de mãos dadas até se você quiser ir ao banheiro.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; E o ápice desse meu desabafo tem a ver com a pouco mais de meia hora em que fiquei em frente a TV assistindo ao tão cultuado (hoje as novas gerações podem até chamá-lo de evento obrigatório, que não estarão cometendo nenhuma sandice) VMB ou Video Music Brasil 2010. Dá na mesma, mas o pessoal que é fã e não perde um ano sequer prefere a sigla, tem mais a ver com certos dialetos escritos em redes sociais como Orkut, Facebook, Twitter e outros formatos co-irmãos. Pois bem: falar do VMB é falar do retrato mais bem definido da bizarrice humana na contemporaneidade. Em nenhum outro programa da face da terra você acompanhará uma alcatéia - gosto de comparações com coletivos animalescos - tão grande de inúteis sem conteúdo algum ou simplesmente marqueteiros ridículos profissionais que fazem de tudo (e eu disse de tudo mesmo!) para chamar a sua atenção e, principalmente, conquistar a sua audiência.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Faço uma pausa rápida nesse momento para lembrar do indivíduo internacional mais famoso dessa classe que nasceu nos últimos anos, do homem que praticamente inventou essa profissão do "quero ser famoso a qualquer custo": o ator hollywoodiano Ashton Kutcher. Ele faz misérias - no mau sentido, é claro! - sempre muito bem acompanhado por sua câmera ou celular de última geração. Exibe seu corpanzil sarado pra dar e vender, tira fotos de sua mulher (a outrora exuberante e hoje plastificada Demi Moore) em trajes íntimos ou se despindo, pula na piscina da casa de outros amigos, também celebridades, trajando smoking, em meio a festas badaladas, aparece fumando maconha em lugares públicos, enfim... É o cara que melhor representa essa geração vazia. E o melhor: tudo disponível gratuitamente em seu perfil no Twitter, que lhe rendeu a fama de mais visitado do mundo e que é o verdadeiro Vade-Mécum dos desejos de dez entre dez desajustados de plantão. Por isso, aqui nesse texto ele é referência imprescindível.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; Pego o mote desse gênio da idiotice e volto às terras tupiniquins e ao tão fantástico mundo do VMB. Teve de tudo que vocês jamais acreditariam que pudesse existir: Bento Ribeiro, filho do imortal da Academia Brasileira de Letras João Ubaldo Ribeiro, fazendo papel de bêbado e beijando uma mulher gorda na plateia ao saber de sua premiação (lógico que tudo devidamente combinado previamente), Danilo Gantili, repórter do CQC, muito "bem" acompanhado dos lutadores de MMA, verdadeiras enciclopédias de inteligência e humildade do mundo atual, o astro e bad boy do momento, o jogador do Santos Neymar e sua fantástica arrogância e esnobismo afiadíssimo para o evento, cantores os mais inusitados e fora do tom possível, como o pernambucano Otto e o grande vencedor da noite - que eu só fiquei sabendo no dia seguinte ao ler matéria no Jornal do Brasil - a banda Restart, uma mistura de... De quê mesmo? Deixa pra lá. Eu tenho até medo de responder. Sabrina Sato, do Pãnico na TV, que nem lembrava dos indicados da categoria que apresentou, o ícone do You Tube no momento, Felipe Neto, que fez "carreira" falando mal do Fiuk, filho do cantor Fábio Júnior, na internet. "Será que se eu falar mal dele fico famoso também?", me pergunto. Gente. Que festa! E olha que eu acompanhei menos de 40 minutos de espetáculo e já pude conferir todos esses talentos juntos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Onde fomos parar como seres humanos? Chegamos definitivamente ao fundo do poço? É isso que chamamos de cultura? Ainda dá pra salvarmos nossa sanidade em meio a toda essa megalomania exagerada que invadiu as emissoras de TV, programas de rádio, as ruas, festas, bailes, raves, boates e outros points badalados? Não sei. Essas e muitas outras questões - que deixo logo claro que não são todas apenas minhas, pois alguns colegas tão assoberbados quanto eu quiseram contribuir com suas dúvidas e apreensões também - estão e pelo jeito ainda ficarão muito tempo sem serem respondidas, já que o idiotismo (esqueci de dizer que, de vez em quando, gosto de trabalhar com neologismos também) virou sinônimo ou, se quisermos ir mais além, marca registrada para classificar novos talentos. Talentos esses que eu não vejo, não ouço, não entendo. Só que eu sou um caso à parte. E casos à parte no Brasil normalmente são vistos como pessoas anormais e não viram manchete nos jornais.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Alguns momentos mágicos dessa "festa inesquecível":&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; Felipe Neto: &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=XWqIIK6IdQo"&gt;http://www.youtube.com/watch?v=XWqIIK6IdQo&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Valeska Popozuda: &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=CYbYIpI26eE"&gt;http://www.youtube.com/watch?v=CYbYIpI26eE&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Neymar: &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=54kQK9WfV7g"&gt;http://www.youtube.com/watch?v=54kQK9WfV7g&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3353262116851217118-5467603532344288551?l=culturaexmachina.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://culturaexmachina.blogspot.com/feeds/5467603532344288551/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://culturaexmachina.blogspot.com/2010/11/opiniao-critica-o-ridiculo-venceu-ou.html#comment-form' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3353262116851217118/posts/default/5467603532344288551'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3353262116851217118/posts/default/5467603532344288551'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://culturaexmachina.blogspot.com/2010/11/opiniao-critica-o-ridiculo-venceu-ou.html' title='Opinião crítica: O ridículo venceu (ou notas tardias para o VMB 2010)'/><author><name>pseudo-autor</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13621781509890848831</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp1.blogger.com/_fI148H_hSM0/SFRU28UE9zI/AAAAAAAAABA/kQ_6iwqE3Vo/S220/Foto+Roberto.BMP'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3353262116851217118.post-3926402334778752152</id><published>2010-10-28T13:34:00.000-07:00</published><updated>2010-10-28T13:34:31.227-07:00</updated><title type='text'>Cineastas: Francis Ford Coppola</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_kBjr7QHOh6k/SRV2zBlPvaI/AAAAAAAAAdo/D5lsD5zQIhk/S660/FRANCIS+FORD+COPPOLA.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="232" src="http://3.bp.blogspot.com/_kBjr7QHOh6k/SRV2zBlPvaI/AAAAAAAAAdo/D5lsD5zQIhk/S660/FRANCIS+FORD+COPPOLA.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Uma das coisas que mais me atrai em cinema é a visão pessoal dos diretores (isso para os que são realmente diretores de cinema e não meros fabricantes de blockbusters, como tenho visto com mais frequência nos últimos anos). E isso Francis Ford Coppola sempre teve, desde sua estreia cinematográfica em 1963 dirigindo o curta Dementia 13, uma obra simples e aterradora, bem ao estilo dos grandes realizadores hollywoodianos que, concomitantemente, viram sucesso na terra das oportunidades. Ele sempre foi o homem dos projetos audaciosos e grandiosos e, mesmo que muitas vezes tenha esbarrado nos limites impostos pelo regime castrador das produtoras, tendo de abortar muitos de seus projetos mais queridos, ainda assim ele imprimiu uma marca única na história do cinema. E não à toa fez de sua obra-prima em duas partes uma lenda na premiação do Oscar.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; Francis Ford Coppola nasceu em 7 de abril de 1939. O filho de Carmine Coppola, músico e compositor, não teve vida fácil desde pequeno (aos 9 anos de idade teve poliomielite, o que quase arruinou sua vida e tirou do público o contato com um grande gênio das câmeras). Após uma formação universitária na UCLA, ganhou a vida no começo da carreira escrevendo roteiros e produzindo películas de baixo orçamento, algumas delas de cunho erótico, ao lado do parceiro e também diretor Roger Corman, até seu primeiro contato com a câmera na década de 1960. Porém, seu sucesso consagrador só ocorreria realmente em 1972, quando do lançamento de sua obra-prima &lt;i&gt;O Poderoso Chefão&lt;/i&gt;, adaptação para as telas do romance do escritor Mario Puzo, que contava a saga da família Corleone e sua escalada rumo ao poder. Sucesso esse que se repetiria dois anos depois na continuação, que trazia a juventude do patriarca dessa família, Don Vito Corleone. Ambos os filmes foram consagrados com o Oscar de Melhor Filme (Coppola também ganharia o prêmio de melhor diretor e roteiro pela segunda parte da saga e o de roteiro original pelo filme &lt;i&gt;Patton: rebelde ou herói&lt;/i&gt;).&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;À parte o megasucesso da obra-prima gângster, o diretor sairia-se melhor produzindo para outros cineastas, dentre eles alguns velhos parceiros do tempo de faculdade, como foram as produções &lt;i&gt;THX 1138&lt;/i&gt; e &lt;i&gt;American Graffiti &lt;/i&gt;(de George Lucas), &lt;i&gt;Kagemusha&lt;/i&gt; (de Akira Kurosawa) e &lt;i&gt;A Lenda do Cavaleiro sem Cabeça&lt;/i&gt; (de Tim Burton). Contudo, ainda teve fôlego - resguardados alguns problemas de produção, ego dos artistas e falta de apoio de algumas distribuidoras - para realizar o fantástico filme de espionagem &lt;i&gt;A Conversação&lt;/i&gt; (com Gene Hackman na pele de um araponga que acaba caindo numa grave crise de consciência) e arrebatar plateias em 1979 com seu majestoso épico de guerra &lt;i&gt;Apocalipse Now&lt;/i&gt;, baseado na clássica obra literária de Joseph Conrad, e vencedora da Palma de Ouro em Cannes. Um produção, entretanto, que foi pautada por todos os tipos de excessos, como o enfarte de Martin Sheen durante as filmagens e a decisão de dirigir Marlon Brando em planos fechados e escuros para ocultar sua obesidade mórbida que já dava sinais mais do que evidentes.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;No mais, Coppola oscilou entre retratos da rebeldia e da juventude perdida (como &lt;i&gt;O Selvagem da Motocicleta&lt;/i&gt;, &lt;i&gt;Jovens sem Rumo&lt;/i&gt; e &lt;i&gt;Peggy Sue: seu passado a espera&lt;/i&gt;, onde trabalhou com seu sobrinho Nicolas Cage em início de carreira), a paixão por automóveis (&lt;i&gt;Tucker: um homem e seu sonho&lt;/i&gt;), musicais mal sucedidos (o interessante &lt;i&gt;Cotton Club&lt;/i&gt;, com majestosa performance do dançarino Gregory Hines, e o até hoje incompreendido &lt;i&gt;Do Fundo do Coração&lt;/i&gt;, com Raul Julia e Nastassja Kinski) e uma parceria inusitada com o astro pop Michael Jackson (&lt;i&gt;Capitain EO&lt;/i&gt;), até hoje considerada uma das produções mais caras de todos os tempos, feita para um dos parques da Disney. O sucesso de fato só bateria às portas novamente com o clássico de terror &lt;i&gt;Drácula de Bram Stoker&lt;/i&gt;, por muitos críticos considerado o seu último filme autoral. Em 2000 ausenta-se do cenário cinematográfico para cultivar em seus vinhedos, hoje sua maior paixão.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Provavelmente os maiores interesses de Coppola na indústria do cinema atualmente sejam a filha prodígio Sofia Coppola, que vem se especializando em dramas humanos - como &lt;i&gt;Encontros e Desencontros&lt;/i&gt; e &lt;i&gt;As Virgens Suicidas&lt;/i&gt; - e na produtora American Zoetrope onde atualmente está envolvido na produção do filme &lt;i&gt;On the Road&lt;/i&gt;, obra máxima da Beat Generation de autoria do escritor Jack Kerouac, a ser dirigido pelo brasileiro Walter Salles. Seus últimos dois filmes (&lt;i&gt;Youth without Youth&lt;/i&gt; e &lt;i&gt;Tetro&lt;/i&gt;) passaram despercebidos pelo circuito e ele ainda arrisca uma nova produção, voltando ao gênero horror em &lt;i&gt;Twixt now and Sunrise&lt;/i&gt;, que contará com Val Kilmer e Elle Fanning no elenco. Para os mais saudosistas pode parecer pouco (e realmente é, se levarmos em consideração a grandiosidade de seus melhores projetos), mas Coppola simplesmente não se incomoda mais com isso. De alguma forma ela sabe que seu tempo áureo já passou e a única coisa que deseja é sombra e vinho fresco. "O resto", sempre dizem os gigantes da sétima arte quando estão praticamente aposentados, "é pura nostalgia".&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;Trechos de alguns filmes do cineasta:&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;Apocalipse Now&lt;/i&gt;:&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=Gz3Cc7wlfkI"&gt;http://www.youtube.com/watch?v=Gz3Cc7wlfkI&lt;/a&gt;&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;O Poderoso Chefão&lt;/i&gt;:&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=BiEuot-R9u0"&gt;http://www.youtube.com/watch?v=BiEuot-R9u0&lt;/a&gt;&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;Drácula de Bram Stoker&lt;/i&gt;:&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=Xw2-ZMhxTUs"&gt;http://www.youtube.com/watch?v=Xw2-ZMhxTUs&lt;/a&gt;&amp;nbsp; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3353262116851217118-3926402334778752152?l=culturaexmachina.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://culturaexmachina.blogspot.com/feeds/3926402334778752152/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://culturaexmachina.blogspot.com/2010/10/cineastas-francis-ford-coppola.html#comment-form' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3353262116851217118/posts/default/3926402334778752152'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3353262116851217118/posts/default/3926402334778752152'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://culturaexmachina.blogspot.com/2010/10/cineastas-francis-ford-coppola.html' title='Cineastas: Francis Ford Coppola'/><author><name>pseudo-autor</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13621781509890848831</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp1.blogger.com/_fI148H_hSM0/SFRU28UE9zI/AAAAAAAAABA/kQ_6iwqE3Vo/S220/Foto+Roberto.BMP'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_kBjr7QHOh6k/SRV2zBlPvaI/AAAAAAAAAdo/D5lsD5zQIhk/s72-c/FRANCIS+FORD+COPPOLA.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3353262116851217118.post-5931198382811265443</id><published>2010-10-24T04:21:00.000-07:00</published><updated>2010-10-24T04:21:32.419-07:00</updated><title type='text'>Música: "Supernatural", de Santana</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://seeker401.files.wordpress.com/2010/02/santana-supernatural-mp3pro.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://seeker401.files.wordpress.com/2010/02/santana-supernatural-mp3pro.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Sou fã de Carlos Santana desde que me entendo por gente (ou, mais especificamente, desde que ouvi uma fita cassete - bota tempo! - de sua apresentação no lendário Festival de Woodstock que mudou os rumos da sociedade vigente na época). Algumas pessoas tiveram a honra em vida de ouvir os riffs elétricos de Jimi Hendrix em &lt;i&gt;Purple Haze&lt;/i&gt;, outros alucinaram com a simplicidade de David Gilmour, e houve ainda, outros, mais ecléticos, que se deslumbraram com as excentricidades de Jimmy Page, guitarrista do Led Zeppelin, aos primeiros acordes de &lt;i&gt;Dazed and Confused&lt;/i&gt;. Eu tive Santana. E lembro exatamente do dia em que subiu ao palco do Maracanã no Rock in Rio 2, em 1991, ao lado do cantor brasileiro Djavan, para executar &lt;i&gt;Oceano&lt;/i&gt;. Uma experiência inesquecível e única!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; Na última década (refiro-me aos anos 90), depois de CDs encalhados nas prateleiras das lojas e uma carreira em crise, quando muitos a acreditavam mais do que encerrada, o guitarrista decidiu enveredar pelo mundo dos duetos, algo que o tornou alvo de grandes críticas por parte dos fãs mais clássicos que se deliciavam a cada solo de &lt;i&gt;Oye Como Va&lt;/i&gt;, &lt;i&gt;Black Magic Woman&lt;/i&gt; e &lt;i&gt;Soul Sacrifice&lt;/i&gt;. Contudo, verdade seja dita, em seu primeiro trabalho dentro desse formato - o majestoso &lt;i&gt;Supernatural&lt;/i&gt;, gravado em 1999 - ele não só se saiu extraordinariamente bem como chamou para o estúdio junto com ele vozes que fizeram do álbum uma quase obra-prima.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; Alternando em 14 faixas e pegada latina, o R&amp;amp;B e trazendo como complemento muito bem cuidado solos arrasadores, Santana constrói um acervo de canções que ficaram pra história e são ouvidas frequentemente nas rádios (fator que nem sempre se repetiu em seus álbuns seguintes, apesar de ter permanecido no formato em parceria nos posteriores &lt;i&gt;Shaman&lt;/i&gt; e &lt;i&gt;All that I am&lt;/i&gt;). Trazendo convidados ilustres como a musa do Hip Hop Lauryn Hill, Rob Thomas, o bluesman Eric Clapton numa dobradinha de guitarras impecável, Eagle Eye Cherry e os grupos Maná e Dave Mathews Band, Santana ferve e exorciza seus demônios particulares em músicas que parecem, em muitos momentos, verdadeiros hinos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; Entre os destaques do álbum vale a pena salientar a faixa de abertura &lt;i&gt;(Da Le) Yaleo&lt;/i&gt; com a participação impressionante do percussionista, o hit parade eterno &lt;i&gt;Smooth&lt;/i&gt;, &lt;i&gt;Maria Maria&lt;/i&gt; (feita em parceria com o Wycleaf Jean, antigo vocalista da banda Fugees e ex-parceiro de Lauryn Hill), &lt;i&gt;Corazón Espinado&lt;/i&gt; - que chegou a ter várias regravações, dentre elas uma do cantor sertanejo nacional Leandro - e a sensacional &lt;i&gt;El Farol&lt;/i&gt;, que traz à tona um pouco do antigo guitarrista de álbuns passados e faz lembrar (pelo menos para mim) o Santana da época em que gravou o CD &lt;i&gt;Milagro&lt;/i&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Dividido entre o desejo dos mais nostálgicos de que volte a gravar sozinho e a alucinação dos novos fãs, conquistados nos últimos anos, que adoraram a nova faceta do artista, Carlos Santana vai trilhando seu caminho, passando por seus percalços (como qualquer outro sobrevivente do mercado fonográfico), atraindo novas plateias e, principalmente, imprimindo uma nova marca que nada mais é do que uma tendência do mercado. Parece até que somente ele está investindo em parcerias atualmente! Por que quando artistas como Lady Gaga, Beyoncé, Alicia Keys, e tantos outros (só para ficar nos mais conhecidos) investem no formato está tudo bem, mas Santana não pode? "Que me perdoem os fãs", parece dizer o artista em sua nova fase, "mas nem sempre a voz do povo é a voz de Deus".&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Alguns hits do álbum:&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Maria Maria: &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=izekgzzCi6E"&gt;http://www.youtube.com/watch?v=izekgzzCi6E&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Smooth: &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=f-y2LUh-9AA"&gt;http://www.youtube.com/watch?v=f-y2LUh-9AA&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;(Da Le) Yaleo: &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=JsKNWQzQ7Ng&amp;amp;feature=fvsr"&gt;http://www.youtube.com/watch?v=JsKNWQzQ7Ng&amp;amp;feature=fvsr&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3353262116851217118-5931198382811265443?l=culturaexmachina.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://culturaexmachina.blogspot.com/feeds/5931198382811265443/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://culturaexmachina.blogspot.com/2010/10/musica-supernatural-de-santana.html#comment-form' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3353262116851217118/posts/default/5931198382811265443'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3353262116851217118/posts/default/5931198382811265443'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://culturaexmachina.blogspot.com/2010/10/musica-supernatural-de-santana.html' title='Música: &quot;Supernatural&quot;, de Santana'/><author><name>pseudo-autor</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13621781509890848831</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp1.blogger.com/_fI148H_hSM0/SFRU28UE9zI/AAAAAAAAABA/kQ_6iwqE3Vo/S220/Foto+Roberto.BMP'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3353262116851217118.post-1761024112499044149</id><published>2010-10-21T12:21:00.000-07:00</published><updated>2010-10-21T12:21:48.113-07:00</updated><title type='text'>Memória: "Armação Ilimitada", de Guel Arraes</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_FUk-TpPbxNc/S_iOwBGpTUI/AAAAAAAAGDk/bkPKqNiXNVY/s1600/Arma%C3%A7%C3%A3o+Ilimitada+capa.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="400" src="http://4.bp.blogspot.com/_FUk-TpPbxNc/S_iOwBGpTUI/AAAAAAAAGDk/bkPKqNiXNVY/s400/Arma%C3%A7%C3%A3o+Ilimitada+capa.jpg" width="285" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Com o fim da ditadura militar no Brasil e a redemocratização proposta pelas Diretas Já - um dos movimentos de maior mobilização da história do país até os dias de hoje -, a TV nacional busca novos valores e conceitos que destoassem da mentalidade vigente na época. O tempo da repressão e do "nada pode" dava lugar a uma necessidade de expurgar todos os males que aquela geração cruel havia exposto a sociedade. A palavra de ordem daqueles dias era reinventar-se. A postura que se procurava era a do liberalismo (muito por conta do público, em sua grande&amp;nbsp; maioria adolescente, que já acompanhava as peripécias teatrais da companhia &lt;i&gt;Asdrúbal Trouxe o Trombone&lt;/i&gt; com seus infinitos jogos e provocações no palco.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; A solução encontrada para motivar esse público jovem e ardoroso por ideias as mais alucinadas e febris (mas que tivessem o discurso daquela turma) foi uma dupla de surfistas: Kadu Moliterno e André de Biasi, famoso pelos longametragens cinematográficos &lt;i&gt;Menino do Rio&lt;/i&gt; e &lt;i&gt;Garota Dourada&lt;/i&gt;, que se transformaram nos heróis Juba e Lula da inesquecível série semanal &lt;i&gt;Armação Ilimitada&lt;/i&gt;. O projeto - uma criação conjunta de Euclydes Marinho, Patrícia Travassos, Nelson Motta e Antonio Calmon - precisou de poucas semanas e uma estrutura muito simples para cativar o público que apenas desejava ver suas próprias histórias e estilo de vida nas telas.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Transitando por situações do cotidiano da sociedade brasileira como fatos e personagens regionais como o Jeca Tatu, reforma agrária, orfandade - que nada mais era que a representação dos filhos vítimas da arbitrariedade cometida contra seus pais na época do golpe e posterior exílio -, jabás nas rádios nacionais e, volta e meia, inserindo sátiras a produções hollywoodianas como &lt;i&gt;007&lt;/i&gt;, &lt;i&gt;Rambo&lt;/i&gt;, &lt;i&gt;Comando para Matar&lt;/i&gt; e filmes de Steven Spielberg (o cineasta mais visto pelo público nos cinemas na época), &lt;i&gt;Armação Ilimitada&lt;/i&gt; trazia elementos que divergiam entre a galhofa e a irreverência com um talento nunca antes visto na teledramaturgia nacional e que eram a melhor expressão da voz e do sentimento do povo visto nas ruas.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Seja a jornalista Zelda (Andréa Beltrão), interesse romântico dos dois heróis, a melhor amiga Ronalda (Catarina Abdala), grávida de um filho extraterrestre após uma abdução, o órfão Bacana (Jonas Torres), confidente e parceiro inseparável da dupla, o neurastênico redator-chefe do jornal onde Zelda trabalhava (vivido pelo sempre genial Francisco Milani) ou mesmo a narradora, misto de VJ e radialista, Nara Gil, uma clara alusão a era do videoclipe que vigorava naqueles tempos (que desembocaria, anos mais tarde, na criação da MTV), o programa oferecia o retrato de uma geração que tentava se reconstruir, através do humor, de tantos anos de penúria e ostracismo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Para quem não viveu o período fiquem com a certeza de terem perdido uma fase nostálgica da televisão brasileira, numa época onde o único interesse era oferecer entretenimento ao público, diferentemente dessa visão niilista de hoje, onde uma grande parcela do público espectador quer ser famoso a qualquer custo, sem o menor talento ou competência para isso (algo que já havia mencionado em post anterior em meu texto sobre a peça Os Clandestinos, de João Falcão. Procurem, caso queiram mais detalhes!). Já para quem acompanhou essa era -como eu - não esquecerá jamais desse tempo em que o simples era mais, muito mais do qualquer engodo chamado de reality alguma coisa ou uma mentira travestida de espetacular.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Abertura da série:&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=z-maLZgPvxI"&gt;http://www.youtube.com/watch?v=z-maLZgPvxI&lt;/a&gt;&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Episódio (com participação da atriz Christiane Torloni):&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Parte 1: &amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=jGA90kS54H4"&gt;http://www.youtube.com/watch?v=jGA90kS54H4&lt;/a&gt;&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Parte 2: &amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=XkvTjLvJaeA&amp;amp;feature=related"&gt;http://www.youtube.com/watch?v=XkvTjLvJaeA&amp;amp;feature=related&lt;/a&gt;&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Parte 3: &amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=FXVh_0CqqjY&amp;amp;feature=related"&gt;http://www.youtube.com/watch?v=FXVh_0CqqjY&amp;amp;feature=related&lt;/a&gt;&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3353262116851217118-1761024112499044149?l=culturaexmachina.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://culturaexmachina.blogspot.com/feeds/1761024112499044149/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://culturaexmachina.blogspot.com/2010/10/memoria-armacao-ilimitada-de-guel.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3353262116851217118/posts/default/1761024112499044149'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3353262116851217118/posts/default/1761024112499044149'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://culturaexmachina.blogspot.com/2010/10/memoria-armacao-ilimitada-de-guel.html' title='Memória: &quot;Armação Ilimitada&quot;, de Guel Arraes'/><author><name>pseudo-autor</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13621781509890848831</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp1.blogger.com/_fI148H_hSM0/SFRU28UE9zI/AAAAAAAAABA/kQ_6iwqE3Vo/S220/Foto+Roberto.BMP'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_FUk-TpPbxNc/S_iOwBGpTUI/AAAAAAAAGDk/bkPKqNiXNVY/s72-c/Arma%C3%A7%C3%A3o+Ilimitada+capa.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3353262116851217118.post-7575188048901035505</id><published>2010-10-18T04:56:00.000-07:00</published><updated>2010-10-18T04:56:17.305-07:00</updated><title type='text'>Animação: "Mary e Max - uma amizade diferente", de Adam Elliot.</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://www.baixarfilmesdownload.net/wp-content/uploads/2010/08/baixarfilmesdownload37.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="400" src="http://www.baixarfilmesdownload.net/wp-content/uploads/2010/08/baixarfilmesdownload37.jpg" width="272" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mary Kindle é simples, tímida porém curiosa, filha de uma mãe opressora que quer a qualquer custo mantê-la longe de seus interesses e curiosidades, está sempre fotografando o que acha diferente e sempre à procura de novas amizades onde quer que elas estejam. Max Horowitz é conservador em excesso, recalcado, cheio de manias, sofre da síndrome de Asperger, alucinado por inventar as receitas mais curiosas e de gosto duvidoso (como o cachorro-quente de chocolate e o hambúrguer de espaguete) e totalmente avesso a grandes contatos íntimos com outras pessoas. Duas pessoas que jamais seriam imaginadas lado a lado, batendo um papo, trocando ideias e que, no entanto, graças a uma escolha aleatória nas páginas amarelas e corriqueiras correspondências, transformou-se numa amizade que foge completamente do convencional.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;Mary e Max - uma amizade diferente&lt;/i&gt;, realizada pelo australiano Adam Elliot, é mais do que simplesmente uma animação engraçada. É praticamente uma parábola sobre o humor às avessas, reunindo no mesmo plano uma parceria que teria tudo para dar errado e, no entanto, acaba se mostrando como a solução para o problema de relacionamento de dois soltários. Se por um lado Mary não entende o mundo daquele homem excessivamente bronco e anti-social, cheio de esquisitices, que pra tudo inventa uma desculpa e que, volta e meia, deixa de enviar suas cartas, quase estragando a amizade postal por uma bobeira, por outro Max não consegue imaginar o que levaria uma menina daquela idade a querer manter uma amizade duradoura com um chato de galocha como ele. Porém, o fato é que - como bem diz a lei de newton da física - os opostos se encontram, se atraem e têm muitas histórias para contar um ao outro.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Contando com as vozes de Toni Colette, Philip Seymour Hoffman e Eric Bana no elenco, Elliot nos entrega de presente uma das produções animadas mais divertidas e corajosas dos últimos anos justamente por não se encaixar em nenhum aspecto no modelo de história que o gênero anda oferecendo aos espectadores nos últimos tempos. Não existem aqui heróis, modelos de conduta a serem seguidos, muito menos uma paixão avassaladora capaz de fazer desmoronar a vida de quem quer que seja. Pelo contrário: o que existe aqui é a busca de um entendimento, de um convívio, respeitando-se os defeitos e diferenças do próximo, mesmo quando essa tarefa parece, à primeira vista, praticamente impossível.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;No final das contas o que está diante dos espectadores (que terminam apaixonados ao final da projeção) na pouco mais de uma hora e meia do filme é uma quase-crítica aos relacionamentos virtuais que permeiam nossas vidas na atual sociedade, um mundo em que as pessoas parecem estar fugindo do contato pessoal. Outro dia desses, assistindo um programa do Canal Futura, acompanhei uma entrevista com um terapeuta de renome, com vários livros publicados na praça, verdadeiro best-seller no ramo em que atua, que em determinado momento da conversa dizia: "O grande dilema da sociedade contemporânea é que, por medo de arriscar, de fazer uma tentativa de conhecer o outro, devido a tantas desilusões e decepcionantes desfechos amorosos do passado, estamos preferindo o anonimato da internet. A grande questão é saber até que ponto isso será suficiente para nós". Em &lt;i&gt;Mary e Max&lt;/i&gt;, Elliot parece ter enxergado isso e passado a informação adiante de uma forma extremamente inteligente e sem soar agressiva, tornando o resultado aos olhos da plateia um primor.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; Trailer oficial de &lt;i&gt;Mary e Max - uma amizade diferente&lt;/i&gt;:&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=MgRjB8PEDkM"&gt;http://www.youtube.com/watch?v=MgRjB8PEDkM&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3353262116851217118-7575188048901035505?l=culturaexmachina.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://culturaexmachina.blogspot.com/feeds/7575188048901035505/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://culturaexmachina.blogspot.com/2010/10/animacao-mary-e-max-uma-amizade.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3353262116851217118/posts/default/7575188048901035505'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3353262116851217118/posts/default/7575188048901035505'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://culturaexmachina.blogspot.com/2010/10/animacao-mary-e-max-uma-amizade.html' title='Animação: &quot;Mary e Max - uma amizade diferente&quot;, de Adam Elliot.'/><author><name>pseudo-autor</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13621781509890848831</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp1.blogger.com/_fI148H_hSM0/SFRU28UE9zI/AAAAAAAAABA/kQ_6iwqE3Vo/S220/Foto+Roberto.BMP'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3353262116851217118.post-7662382477409006437</id><published>2010-10-14T15:57:00.000-07:00</published><updated>2010-10-14T15:57:26.860-07:00</updated><title type='text'>Musas: Monica Bellucci</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://www.wallpaperbase.com/wallpapers/celebs/monicabellucci/monica_bellucci_10.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="300" src="http://www.wallpaperbase.com/wallpapers/celebs/monicabellucci/monica_bellucci_10.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Assim que me mudei para meu atual endereço conheci um camarada, numa dessas associações esportivas de bairro, que jogava basquete - esporte do qual sempre fui um grande admirador - com uma galera que mais parecia aquele desenho dos Globe-Trotters que passava na Rede Manchete nos anos 80 (aquele em que os jogadores viravam o homem-macarrão, o homem-mola etc... Lembram? É antigo, eu sei). E ele sempre me dizia em nossos bate-papos que "ter como vizinha uma mulher bonita demais sempre é um problema, porque a imagem daquela beleza fica entranhada em sua mente pro resto da vida, não importa pra onde você se mude". Anos depois tive uma vizinha exatamente desse jeito, de nome Carolina, e até hoje me lembro dela, de seus microshorts, de seu sorriso sedutor, de suas pernas torneadas, de uma maneira que só fui me lembrar posteriormente quando vi pela primeira vez na tela a atriz italiana Monica Bellucci. A belíssima ragazza parece exatamente isso: aquela vizinha proibida que você fica olhando furtivamente, sem deixar ela perceber (vai que ela é casada!). O problema é quando simplesmente não se consegue mais parar de olhar para ela.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Bellucci na década de 80 era uma estudante de direito da Universidade de Perúgia. Enfim: uma mulher bonita - certamente já deveria ser quando jovem - que queria enfrentar o crime ou, ao menos, ajudar os menos favorecidos. Muito motivada, obviamente, pelo universo mórbido que abrangia sua escolha, abandona tudo para ingressar num carreira de modelo, aonde chegou a fazer parte do catálogo da Elite Models, uma das&amp;nbsp; agências mais prestigiadas do mercado, e trabalhou com estilistas de renome mundial como Dolce &amp;amp; Gabbana, além de posar para capas de revistas conceituadas como &lt;i&gt;Elle&lt;/i&gt; e &lt;i&gt;GQ&lt;/i&gt;, bem como na polêmica foto que fez grávida e nua para a revista &lt;i&gt;Vanity Fair&lt;/i&gt;, que escandalizou o Vaticano que disse tratar-se de uma blasfêmia. Contudo, havia algo maior a ser conquistado por essa moça. E esse algo se chamava Hollywood.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; A atriz começou até bem na fita, fazendo uma ponta como uma das amantes do Conde Drácula (vivido por Gary Oldman) no clássico de terror homônimo dirigido pelo mestre Francis Ford Coppola, em 1992. Porém, o sucesso - muito por conta de sua beleza esfuziante e arrebatadora - só começaria a despontar verdadeiramente oito anos depois quando interpretou &lt;i&gt;Malèna&lt;/i&gt;, protagonista do drama de Giuseppe Tornatore. E desde já confesso que foi aqui o momento crucial em que me encantei por aqueles olhos penetrantes, muito similares ao da "cigana oblíqua e dissimulada" Capitu, da obra máxima de Machado de Assis. No mesmo ano faz um papel de pouca expressão no drama &lt;i&gt;Sob Suspeita&lt;/i&gt;, de Stephen Hopkins, em que contracenaria com dois gigantes da sétima arte: os atores Gene Hackman e Morgan Freeman.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Nos três anos seguintes, já consagrada entre as mulheres mais bonitas do cinema mundial, atua em duas produções francesas: o extraordinário &lt;i&gt;Pacto dos Lobos&lt;/i&gt;, de Christophe Gans, e o polêmico &lt;i&gt;Irreversível&lt;/i&gt;, de Gaspar Noe, que chocou a plateia do Festival de Cannes por conta da forte cena de estupro envolvendo a sua personagem. Logo a seguir, emendou no papel da médica que faz de tudo para salvar seus pacientes em &lt;i&gt;Lágrimas do Sol&lt;/i&gt;, do diretor Antoine Fuqua. Até a chegada do visionário projeto &lt;i&gt;Matrix&lt;/i&gt;, dividido em três partes, da dupla Andy e Larry Wachowski, no qual interpreta a personagem Perséfone.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Após a revolução matrixiana que invadiu os cinemas, mais um papel polêmico: na pele de Maria Madalena na controversa produção bíblica &lt;i&gt;A Paixão de Cristo&lt;/i&gt;, de Mel Gibson (e aqui uma curiosidade: no mesmo ano a atriz foi eleita, pela revista &lt;i&gt;Maxim's&lt;/i&gt;, aos 40 anos de idade, a mulher mais bonita do mundo). De 2005 em diante sua imagem vem perdendo o fôlego por conta de suas participações em projetos medianos ou totalmente equivocados, como é o caso de &lt;i&gt;Os Irmãos Grimm&lt;/i&gt;, projeto de Terry Gilliam, em que transforma a história da dupla criadora de contos de fadas numa aventura cheia de reveses e sem a menor noção de fidelidade literária, e na pele da prostituta Donna Quintano na comédia de ação &lt;i&gt;Mandando Bala&lt;/i&gt;, de Michael Davis, uma das experiências mais surreais do gênero nos últimos anos. E, pra finalizar, uma apagada atuação em &lt;i&gt;A vida íntima de Pippa Lee&lt;/i&gt;, de Rebecca Miller, esposa do astro Daniel Day-Lewis, um projeto que poderia (se melhor executado) ter rendido grandes resultados ao elenco.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Minha última experiência com um filme em que trabalhou ela praticamente não atua: trata-se de &lt;i&gt;Aprendiz de Feiticeiro&lt;/i&gt;, de Jon Turteltaub, cujo único mérito - pelo menos para a crítica, que no geral o detestou - é mostrar que seu protagonista Nicolas Cage, está numa rota de colisão com o fracasso e precisa abrir os olhos com os projetos nos quais se envolve. Se o futuro promete a bela Monica ares mais auspiciosos, só o tempo dirá. Eu pressinto de cara que será difícil, levando-se em consideração que esse mundo cinematográfico sempre dá prazo de validade às pessoas (Bellucci não é mais nenhuma ninfeta). E no caso da atriz, pesa um agravante: não se trata de uma esplêndida artista dramática essa moça. Contudo, dificilmente os fãs negarão estar diante de uma das mulheres mais bonitas do planeta. Aquele que discordar, cá entre nós, por que está perdendo tempo lendo esse post?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &amp;nbsp; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3353262116851217118-7662382477409006437?l=culturaexmachina.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://culturaexmachina.blogspot.com/feeds/7662382477409006437/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://culturaexmachina.blogspot.com/2010/10/musas-monica-bellucci.html#comment-form' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3353262116851217118/posts/default/7662382477409006437'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3353262116851217118/posts/default/7662382477409006437'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://culturaexmachina.blogspot.com/2010/10/musas-monica-bellucci.html' title='Musas: Monica Bellucci'/><author><name>pseudo-autor</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13621781509890848831</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp1.blogger.com/_fI148H_hSM0/SFRU28UE9zI/AAAAAAAAABA/kQ_6iwqE3Vo/S220/Foto+Roberto.BMP'/></author><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3353262116851217118.post-1135891211800990791</id><published>2010-10-11T06:35:00.000-07:00</published><updated>2010-10-11T06:35:45.551-07:00</updated><title type='text'>Cinema: "Wall Street - o dinheiro nunca dorme", de Oliver Stone</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://filmes.etc.br/wp-content/uploads/cartaz-filme-wall-street-o-dinheiro-nunca-dorme.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="400" src="http://filmes.etc.br/wp-content/uploads/cartaz-filme-wall-street-o-dinheiro-nunca-dorme.jpg" width="268" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Quando as torres Gêmeas do World Trade Center foram atingidas pelo ataque terrorista promovido pela Al-Qaeda em 11 de setembro de 2001, os EUA sofreu um nocaute muito maior do que quebrar a sua autoestima e senso de patriotismo. Tocou-se ali no ponto fraco de nossos "amigos" do Tio Sam: o bolso. Uma derrocada financeira abateu-se sobre o país e perdura até os dias atuais. Nunca foi tão difícil conseguir um emprego, pagar uma hipoteca, mater as contas em dia. E se é assim para quem está em franca atividade profissional, imagine então para quem ficou preso por oito anos cumprindo pena por venda de informação privilegiada. Esse é Gordon Gekko (Michael Douglas), o homem&amp;nbsp; que ditava as regras nos anos 80 e que agora sai da cadeia com uns poucos pertences e a certeza de que perdeu o respeito e a admiração daqueles que realmente importavam. Porém, como não tem tempo para curtir uma fossa nem desempenhar o papel do gato acuado, vencido, e as chances de sucesso dentro do jogo em que ele era um dos melhores são ínfimas atualmente, é preciso ter astúcia. Astúcia e muita paciência. Sabendo lidar com os peões que estão à sua disposição.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Em &lt;i&gt;Wall Street: o dinheiro nunca dorme&lt;/i&gt;, Oliver Stone volta a fazer as pezes com a câmera depois de um período extenso de filmes medianos e desnecessários e apresenta em longos planos uma cidade de Nova York marcada pelo medo e a incerteza do que virá nos dias futuros. Dias esses em que Jake Moore (Shia LaBeouf), um dos novos agentes do que hoje podemos chamar de mercado financeiro globalizado, muito mais interessado em questões ambientais e fontes renováveis de energia do que apenas em royalties e contas bancárias majestosas, é uma das grandes estrelas. Diante da paixão (ou ambição, como preferir chamar) desse jovem investidor que namora a sua filha, Gordon Gekko vê as mudanças de postura que terá de assumir para conquistar a sua volta por cima. Porém, logo ali na esquina, está o verdadeiro inimigo: Breton James (Josh Brolin), o tubarão do mercado capitalista em crise, aquele que espera pacientemente as grandes tempestades acontecerem para construir o seu império. Esse é o verdadeiro alvo de Gekko que, para poder atingi-lo, terá de saber lidar (e manipular) com a juventude de Jake e as novas regras que esse mercado impôs.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Amparado pelo roteiro da dupla Allan Loeb e Stephen Schiff que, apesar de alguns falhas em determinadas defesas de opiniões e no fraco desfecho, não compromete o desenrolar da trama, Stone nos apresenta um cenário de embates extremamente ácidos como há bastante tempo não via no cinema americano, desde a filha raivosa Winnie (Carrey Mulligan) que simplesmente deletou o pai de sua vida, culpando-o pela morte do irmâo, vítima das drogas, até o mentor de Jake, Louis Zabel (pequena, mas intensa participação do ótimo ator Frank Lagella) que percebe o fim da carreira de uma forma desonrosa, engolido por homens inescrupulosos que desaprenderam rapidamente - questão de sobrevivência - conceitos como ética e justiça, &lt;i&gt;Wall Street 2&lt;/i&gt; passeia por um vendaval de discursos amorais e cínicos, apontando suas armas, que inicialmente parecem invisíveis, mas no fundo foram criadas com a clara intenção de ocultar as suas reais intenções.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O filme é, em poucas palavras, ardiloso, cheio de malícia ambígua, uma plena sensação de se estar andando em gelo fino a todo instante. Nada é dito às claras e verdade e mentira são como soldados que mudam de lado durante a guerra, conforme seus exércitos vão perdendo a força. Ao final da sessão, um senhor de idade levanta-se, voz da experiência, vira-se para mim e diz: "parece um jogo de pôquer que durou duas horas, consumiu todo o dinheiro das apostas, e não se tem a certeza de quem realmente ganhou". Achei a melhor definição sobre o filme até o presente momento. O que o polêmico diretor nos entrega é exatamente isso: um jogo em que descobrir quem é o vencedor ao final do confronto é tão complicado e enigmático quanto o próprio jogo em si.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Veja o trailer do filme:&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=873PrTZkLsI"&gt;http://www.youtube.com/watch?v=873PrTZkLsI&lt;/a&gt;&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3353262116851217118-1135891211800990791?l=culturaexmachina.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://culturaexmachina.blogspot.com/feeds/1135891211800990791/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://culturaexmachina.blogspot.com/2010/10/cinema-wall-street-o-dinheiro-nunca.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3353262116851217118/posts/default/1135891211800990791'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3353262116851217118/posts/default/1135891211800990791'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://culturaexmachina.blogspot.com/2010/10/cinema-wall-street-o-dinheiro-nunca.html' title='Cinema: &quot;Wall Street - o dinheiro nunca dorme&quot;, de Oliver Stone'/><author><name>pseudo-autor</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13621781509890848831</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp1.blogger.com/_fI148H_hSM0/SFRU28UE9zI/AAAAAAAAABA/kQ_6iwqE3Vo/S220/Foto+Roberto.BMP'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3353262116851217118.post-5773068992125761001</id><published>2010-10-08T07:06:00.000-07:00</published><updated>2010-10-08T07:06:42.119-07:00</updated><title type='text'>Literatura: "Canções do Rio", de Marcelo Moutinho</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://www.new.divirta-se.uai.com.br/arquivos/uai_noticia/20100126192651613.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="400" src="http://www.new.divirta-se.uai.com.br/arquivos/uai_noticia/20100126192651613.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Como pode existir gente que não reconhece a música popular brasileira como uma das criações mais geniais da humanidade? Poucos são os países do mundo que conseguem ter uma diversidade musical tão vasta quanta a nossa. E isso é fruto não só de regionalismos, mas também de povos estrangeiros que aqui chegaram e contribuíram&amp;nbsp; - e muito, diga-se de passagem - para que nossos compositores estejam sempre na crista da onda quando o assunto é ritmo e melodia. Muito bem! Alguns dirão: "mas Pseudo-Autor, a nossa música anda tão mascarada, tão pobre, tão cheia de gente que não diz nada" e eu confesso logo de cara que isso é verdade. Há poucos talentos novos num universo onde gíria e marra tomou o lugar de talento e mérito, mas existem também colecionadores de boa música, revivalistas, os downloads (e aqui rendo graças aos célebres criadores do download, pais da liberdade de expressão contemporânea) e a facilidade de se ter acesso à música em qualquer lugar, sem precisarmos nos prender a rádios comerciais com seus jabás desonestos e que só corromperam e afastaram grandes nomes de nossa música das paradas de sucesso.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; O grande êxito de ler &lt;i&gt;Canções do Rio&lt;/i&gt;, livro de ensaios musicais organizado pelo escritor Marcelo Moutinho, é a possibilidade que ele nos oferece (digo nós, amantes da boa e verdadeira música nacional) de manter novo contato, reaproximarmo-nos ou finalmente conhecermos - dependendo da geração a que se pertença -a nata de nosso cancioneiro popular. Trazendo textos de intelectuais de renome como João Máximo, Sérgio Cabral, Nei Lopes, Ruy Castro, Hugo Sukman e Sílvio Essinger, a obra literária traz um vasto panorama de nossa arte musical pintada com cores alegres e muito bem definidas nas palavras apaixonadas e de credibilidade de gente que vive no meio e sabe o valor histórico que esse material possuiu para a formação da sociedade como um todo. Afinal de contas, o que seria de nós como povo não fossem as canções que embalaram nossas vidas?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Num passeio que começa pela era de ouro da nossa música, enfocando a importância do rádio não só como formador de opinião, mas principalmente como confidente e responsável por muitas das paixões da época (e até hoje), acompanha o embalo das marchinhas carnavalescas, com seus bordões inesquecíveis e suas histórias de vida lúdicas, marcadas por muito humor e irreverência, sacolejando as comunidades mais carentes no ritmo das rodas de samba e de lendas como Cartola, Zé Kéti e pilares como a Estação Primeira de Mangueira, mostrando as conversas de barzinho e encontros de apartamento que geraram o movimento da Bossa Nova, reunindo gigantes como Tom Jobim, Vinicius de Moraes, Baden Powell e João Gilberto (isso só para ficar nos maiores) até a chegada das canções modernas, antenadas com novas tecnologias e os guetos e periferias que apresentaram vertentes como o funk, o rap e o hip-hop, Moutinho só podia mesmo ter o trabalho de juntar num volume único toda essa experiência e excelência artística.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; Agradabilíssimo, inventivo, saudosista, emblemático, apaixonante: assim é a proposta de &lt;i&gt;Canções do Rio&lt;/i&gt;, um modelo literário que certamente deve ser seguido com mais frequência por outras editoras, seja para apresentar às novas gerações um pouco de nossa história musical, seja para ficar como registro antropológico e etimologico de uma era que nunca morrerá, mesmo que algumas pessoas ligadas ao meio façam de tudo para desmistificar o poder dessa indústria junto à opinião pública.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3353262116851217118-5773068992125761001?l=culturaexmachina.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://culturaexmachina.blogspot.com/feeds/5773068992125761001/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://culturaexmachina.blogspot.com/2010/10/literatura-cancoes-do-rio-de-marcelo.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3353262116851217118/posts/default/5773068992125761001'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3353262116851217118/posts/default/5773068992125761001'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://culturaexmachina.blogspot.com/2010/10/literatura-cancoes-do-rio-de-marcelo.html' title='Literatura: &quot;Canções do Rio&quot;, de Marcelo Moutinho'/><author><name>pseudo-autor</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13621781509890848831</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp1.blogger.com/_fI148H_hSM0/SFRU28UE9zI/AAAAAAAAABA/kQ_6iwqE3Vo/S220/Foto+Roberto.BMP'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3353262116851217118.post-2467724636924109957</id><published>2010-10-05T15:26:00.000-07:00</published><updated>2010-10-05T15:26:53.842-07:00</updated><title type='text'>Quadrinhos: "A Morte do Super-Homem", de Mike Carlin</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://img249.imageshack.us/img249/6922/mshs04ef8.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="400" src="http://img249.imageshack.us/img249/6922/mshs04ef8.jpg" width="271" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Quando tinha 17 anos pedi de presente de aniversário um conjunto de revistas em quadrinhos específicas e meus pais estranharam aquele desejo vindo de um adolescente que deveria estar interessado em carros, garotas e festas. Entretanto, o que eles não faziam a menor ideia - até porque não liam comic books - é que aquelas revistas em questão fariam parte de uma das maiores sagas que passariam pelas minhas mãos ao longo de toda a minha vida como leitor de gibis. Tratavam-se de um evento único na história da DC Comics! E eu nunca mais deixei de exaltar a qualidade e a importância que aquela jornada quadrinizada teve para a minha vida.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;A Morte do Super-Homem,&lt;/i&gt; um projeto inicialmente idealizado pelo editor Mike Carlin e uma equipe de quadrinistas do gabarito de Dan Jurgens, Jerry Ordway e Karl Kessel com o propósito primeiro de alavancar as vendas do homem de aço, que andavam em baixa nos últimos anos muito por conta do sucesso de franquias da Marvel como os X-Men, foi um sucesso e, mais do que isso, um pedido antigo dos leitores que sempre desejaram saber como ficaria o mundo caso o filho de Jor-El sucumbisse ante um inimigo de proporções avassaladoras. E foi pensando nisso que a equipe criativa desenvolveu o personagem Doomsday (o Apocalipse), uma criatura diabólica e sem nenhuma compaixão, capaz de destruir a mais frágil das criaturas com apenas um estalar de dedos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Com a chegada desse dínamo destruidor, que facilmente aniquilou toda a Liga da Justiça numa fração de segundos, Super-Homem percebe que está em suas mãos o destino da humanidade. Somente ele (assim crê a imprensa e a opinião pública) pode impedir a rota de destruição proporcionada pelo algoz do outro planeta. Porém, o que ele não faz a menor ideia é que essa missão será muito mais complicada do que imagina, pois envolverá deixar de lado valores éticos que o lado humano do super-herói sempre levou em consideração em todas as batalhas que travou.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A saga, que posteriormente renderia continuações na trilogia &lt;i&gt;O Retorno do Super-Homem&lt;/i&gt;, apresentaria nos eventos post mortem quatro versões do herói como futuros protetores (ou não) da cidade de Metrópolis, foi um sucesso extraordinário e criou um filão dentro dos selos da DC Comics referentes a ascensão e queda de seus personagens (anos depois a editora criaria &lt;i&gt;A Queda do Morcego&lt;/i&gt;, em que o milionário Bruce Wayne seria destruído física e emocionalmente, bem como seu alter-ego Batman pela fúria do vilão Bane). Passado o episódio de sua morte, a revista mensal do homem de aço seria zerada e um novo arco de histórias seria criado, dando um novo rumo a vida do personagem - rumo esse que seria novamente reformatado quando do lançamento da adaptação cinematográfica &lt;i&gt;Superman: o retorno&lt;/i&gt;, dirigido por Bryan Singer.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A história chegou a render, inclusive, uma animação homônima produzida pela Warner Home Video, porém com um desenrolar da trama um pouco diferente do original (tendo em vista que no desenho o foco principal da história está na luta entre Super-Homem e Apocalipse, enquanto na versão quadrinizada há a participação de outros heróis) além de uma versão para os videogames Super Nintendo e Mega Drive. Quando foi lançada no país a Editora Abril elaborou uma edição caprichada contendo a revista oficial (versão EUA), um fac-símile em inglês publicado num jornal norte-americano que divulgou o lançamento da publicação, um volume da revista Action Comics que lançou o personagem para o mercado de quadrinhos e um pôster em formato standard.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Sem sombra de dúvidas, uma das maiores jogadas de marketing da história do mercado de Quadrinhos até hoje!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Para baixar na íntegra o volume A Morte do Super-Homem, acesse:&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a href="http://rededoblog.blogspot.com/2008/06/morte-de-super-homem.html"&gt;http://rededoblog.blogspot.com/2008/06/morte-de-super-homem.html&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Trailer da animação produzida pela Warner Home Video:&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=l3keuiWzY-Q"&gt;http://www.youtube.com/watch?v=l3keuiWzY-Q&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3353262116851217118-2467724636924109957?l=culturaexmachina.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://culturaexmachina.blogspot.com/feeds/2467724636924109957/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://culturaexmachina.blogspot.com/2010/10/quadrinhos-morte-do-super-homem-de-mike.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3353262116851217118/posts/default/2467724636924109957'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3353262116851217118/posts/default/2467724636924109957'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://culturaexmachina.blogspot.com/2010/10/quadrinhos-morte-do-super-homem-de-mike.html' title='Quadrinhos: &quot;A Morte do Super-Homem&quot;, de Mike Carlin'/><author><name>pseudo-autor</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13621781509890848831</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp1.blogger.com/_fI148H_hSM0/SFRU28UE9zI/AAAAAAAAABA/kQ_6iwqE3Vo/S220/Foto+Roberto.BMP'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3353262116851217118.post-5803417073360879306</id><published>2010-10-02T07:14:00.000-07:00</published><updated>2010-10-02T07:14:29.124-07:00</updated><title type='text'>Opinião crítica: Detonando (ou não) Lady Gaga ou o que anda acontecendo no mundo do showbiz?</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://www.musicasc.com.br/wp-content/uploads/2010/03/ladygaga-show-themoster.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="257" src="http://www.musicasc.com.br/wp-content/uploads/2010/03/ladygaga-show-themoster.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O showbiz anda alucinado demais para o meu gosto. Já sei! Vocês dirão: "Está ficando chato e velho antes da hora". Pelo contrário: continuo gostando do bom e velho Rock n' roll, Blues, admirando bandas independentes, grupos de dança (principalmente sapateado, que é um fetiche antigo), dançarinos que conseguem realizar aquilo que nem sonhando eu tentaria e continuo feliz toda vez que um artista ousa em apresentações acústicas, unpluggeds e outros formatos que fogem do padrão que o mercado fonográfico rotulou como indispensáveis. O que me aborrece é esse clima de histeria provocado por alguns artistas da atualidade, muitos deles sem o menor talento ou feeling com o público e outros apenas alimentando o lado alienado da plateia, fazendo de suas megaturnês grandes lavagens cerebrais globalizadas. Não sei se já disse isso em outro post - provavelmente sim -, mas artista para mim só é chamado de artista quando vejo uma apresentação do dito cujo (ou cuja) ao vivo e faço o sinal de ok com a mão. Fora isso... E por que estou dizendo isso? Porque nos ultimos dias andei assistindo algumas apresentações live action da diva pop do momento, Lady Gaga, em sites de vídeo como o Vimeo e o You Tube, com destaque para seu show no Festival de Glastonboury, o "Rock in Rio" europeu. Nunca tive, até o presente momento, outro contato com a cantora que não fosse apenas vocal. Gente, o que é aquilo que meus olhos viram?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Será o que eu vi naquela pouco mais de uma hora realmente talento ou pura força de marketing misturada a excentricidades as mais variadas? Figurinos tresloucados com bolas e tecidos colantes e penteados surreais em tons de cores psicodélicas, a voz que falha concomitantemente - para sua felicidade - em momentos não cruciais da apresentação, mas que deixam os mais exigentes quando o assunto é recurso vocal decepcionados em certos momentos, o uso abusivo do corpo que eu não sei se chamo nesse contexto de sexy ou deturpado (é uma figura um tanto exótica essa moça!), as brincadeiras maliciosas com o público, a expressão exacerbada com coreografias que mais parecem tiradas de um filme clássico de ficção-científica. Aliás, esqueci de mencionar aos que reparam em detalhes e perfeccionismos, já repararam como ela vem ganhando massa muscular de forma muito rápida nos últimos clipes ao longo da carreira?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Antes que reclamem dizendo que eu estou detonando a popstar, que não se tire o mérito de Lady Gaga num aspecto: ela tem o domínio total e absoluto de seus espectadores durante toda a apresentação e os transforma em marionetes funcionando a seu bel prazer. Algo digno de nota se levarmos em consideração a crise do mercado fonográfico e a dificuldade que as gravadoras e muitos artistas estão tendo para sobreviver dignamente. Em sua vida extra-palco ainda é mais avassaladora, fazendo capas das mais importantes revistas do momento vestida nos trajes mais inusitados. Das últimas que eu eu vi a mais bizarra - ou extravagante, para os que não gostam de ouvir palavras fortes - foi uma roupa feita de carne de boi. Isso mesmo! Podem procurar no Google. Não me recordo de ter visto façanha igual na história da música pop. Além disso, recentemente associou-se a Polaroid para lançamento de novos produtos da empresa fotográfica e divulgou numa entrevista polêmica a informação de que teria Lúpus, entre outras esquisitices que fazem parte integrante do conceito de diva que ela própria criou (e que você nunca sabe se são boatos ou verdadeiros).&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Fico imaginando o que virá a seguir, quando me deparo no site do jornal O Globo com a notícia de um travesti que está juntando suas economias a sabe-se lá quantos meses para fazer uma cirurgia de mudança de sexo, pois deseja ser a réplica exata da cantora. Pronto! Não falta mais nada nesse mundo Alice Dark da diva Gaga. E diziam que o Michael Jackson era esquisito. Futuros projetos? Fala-se muito que diretores consagrados em hollywood, dentre eles o midas do cinema underground contemporâneo Quentin Tarantino,&amp;nbsp; estariam interessados em filmar com a moça. Já tem gente dizendo que o Rock in Rio do ano que vem já perdeu&amp;nbsp; a graça, pois Lady Gaga não virá (ela recusou o convite feito por Roberto Medina para se apresentar no Festival que ocorrerá daqui a um ano). Em linhas gerais, Gaga está com tudo e não está prosa já que os holofotes, generosos, não param de focá-la em primeiro plano. Por isso, a diva quer mais. E tem todo o direito de pedir por isso.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Volto então à estaca zero de meu texto, dessa vez transformando-o em pergunta: "Por que o showbiz anda tão alucinado?". Simples (eu acho): porque a sociedade parece não conseguir mais tirar o pé do acelerador. Passamos tanto tempo, nos últimos anos, com pressa, correndo de tudo e de todos, presos a horários, rotinas, cotidianos, escalas, que quando estamos de folga, expressão que a cada dia mais requer a utilização de aspas, não baixamos a bola, não diminuímos o ritmo, pois é praticamente inviável. Foi como disse minha professora de estatística da faculdade certa ocasião: "Tirar o pé do acelerador pra quê se na segunda-feira tem de apertá-lo de novo com força total". Por isso Gaga é insuperável naquilo que faz. Ela representa o dia-a-dia das pessoas, a necessidade do infatigável. Será que algum dia eu consigo acompanhar esse ritmo ou já é um pouco tarde para mim?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Alguns momentos do show no Festival de Glastonboury:&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Paparazzi: &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=QnCG3ImoXVc"&gt;http://www.youtube.com/watch?v=QnCG3ImoXVc&lt;/a&gt;&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Just Dance: &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=lfGpOSyvi7o"&gt;http://www.youtube.com/watch?v=lfGpOSyvi7o&lt;/a&gt;&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Poker Face: &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=kgl68VofRLY"&gt;http://www.youtube.com/watch?v=kgl68VofRLY&lt;/a&gt;&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3353262116851217118-5803417073360879306?l=culturaexmachina.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://culturaexmachina.blogspot.com/feeds/5803417073360879306/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://culturaexmachina.blogspot.com/2010/10/opiniao-critica-detonando-ou-nao-lady.html#comment-form' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3353262116851217118/posts/default/5803417073360879306'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3353262116851217118/posts/default/5803417073360879306'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://culturaexmachina.blogspot.com/2010/10/opiniao-critica-detonando-ou-nao-lady.html' title='Opinião crítica: Detonando (ou não) Lady Gaga ou o que anda acontecendo no mundo do showbiz?'/><author><name>pseudo-autor</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13621781509890848831</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp1.blogger.com/_fI148H_hSM0/SFRU28UE9zI/AAAAAAAAABA/kQ_6iwqE3Vo/S220/Foto+Roberto.BMP'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3353262116851217118.post-7428974158995116737</id><published>2010-09-29T14:24:00.000-07:00</published><updated>2010-09-29T14:24:13.525-07:00</updated><title type='text'>Teatro: "Os Clandestinos", de João Falcão.</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://www.agenciariff.com.br/diario/imagens/684.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="400" src="http://www.agenciariff.com.br/diario/imagens/684.jpg" width="275" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A fama, esse monstro irracional que habita dentro de cada um de nós, pelo menos se considerarmos como ponto de referência as últimas duas décadas (Está bom esse cálculo ou é melhor aumentar um pouco mais?), de forma tão natural que já nem percebemos se pode fazer mal à nossa saúde ou não. Tornar-se famoso virou pré-requisito básico de sobrevivência numa sociedade como a nossa, em que ser o primeiro a chamar a atenção pode ter muito mais valor do que a sua formação, o diploma que você possui na parede de casa ou mesmo o seu caráter (que, por sinal, do que se trata mesmo?). Sabendo disso provavelmente muito melhor do que a maioria das pessoas o dramaturgo João Falcão cria a sua Companhia Instável de Teatro, uma das maiores provocações ao mercado artístico que eu já vi nos últimos anos, e acompanhado de jovens tão obstinados - ou loucos, e certamente você pensará primeiro nessa segunda opção - propõe o espetáculo &lt;i&gt;Os Clandestinos&lt;/i&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Na peça, o tema central gira em torno de um grupo de jovens e desconhecidos artistas que tentam convencer um autor em processo de desenvolvimento de um trabalho de que podem fazer suas ideias acontecerem fora do papel. Porém, quem são esses anônimos para garantir tal façanha? Como encarar um mercado tão competitivo e que prega a existência de estrelas disponíveis a todo o momento como fator decisivo para terem seus espetáculos encenados e não podem perder tempo (muito menos dinheiro) com quem não tem nenhum pedigree ou experiência de palco e pode acabar sendo sabotado na sua primeira e única oportunidade de brilhar?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Seja pela cenografia muito bem bolada de Sérgio marimba, pelos figurinos de Kika Lopes ou a iluminação de Paulo Denizot, que parece complementar com brilhantismo a angústia desses novos talentos, ansiosos por uma chance, umazinha só, de poder detonar e dizer a que vieram, o espetáculo mostra - sem máscaras - a dura vida de quem quer ser famoso, não importa o que tenha de fazer ou como para atingir o seu objetivo, mesmo que para isso tenha que recorrer a artifícios nada nobres nesse mundo torpe. Não podemos esquecer que nos dias atuais na vida, no amor e na guerra e agora no mundo da fama, vale tudo. É impossível acompanhar o desenrolar da trama e nao se lembrar logo de cara do personagem Ben Silver, protagonista do lendário espetáculo &lt;i&gt;Roda Viva&lt;/i&gt;, de Chico Buarque, símbolo vivo desse universo em que estrelas e divas são feitas (e desfeitas) com a mesma facilidade com que se muda de canal usando o controle remoto.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;No final das contas, o que há para se vislumbrar seja na telinha da TV, nos filmes que entram em circuito nas redes de cinemas, nos centros culturais, nos espetáculos circenses, nas casas de show, são meros fantoches da fama. Criaturas como a camaleônica cantora Lady Gaga e seus trajes surreais, o bizarro astro do heavy metal Marilyn Manson com suas excentricidades à flor da pele, os astros sem expressão da Disney no dispensável &lt;i&gt;High School Musical &lt;/i&gt;e a filha da projeto de cantora e dançarina Gretchen com sua (verdadeira ou puro jogo de marketing?) lesbiandade à toda prova, aparecendo em programas sensacionalistas que primam por trazer ás telas o melhor do pior do meio artístico. Isso sem contar aquela menina do tumulto na faculdade Uniban por causa do seu vestido nada discreto que lhe custou a expulsão dos quadros curriculares da instituição, mas que na verdade nunca teve a menor pretensão de ser uma estudante universitária e sim uma popstar, chamando a atenção no grito, pois só assim para atingir algum estrelato.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Que Deus se apiede das almas dessas pobres criaturas!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Abaixo o vídeo-documentário com a seleção dos atores para a peça (como os 5 mil inscritos se tornaram os 14 coadjuvantes desse espetáculo genial):&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=xQZB3VrJ4D4"&gt;http://www.youtube.com/watch?v=xQZB3VrJ4D4&lt;/a&gt;&amp;nbsp; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3353262116851217118-7428974158995116737?l=culturaexmachina.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://culturaexmachina.blogspot.com/feeds/7428974158995116737/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://culturaexmachina.blogspot.com/2010/09/teatro-os-clandestinos-de-joao-falcao.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3353262116851217118/posts/default/7428974158995116737'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3353262116851217118/posts/default/7428974158995116737'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://culturaexmachina.blogspot.com/2010/09/teatro-os-clandestinos-de-joao-falcao.html' title='Teatro: &quot;Os Clandestinos&quot;, de João Falcão.'/><author><name>pseudo-autor</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13621781509890848831</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp1.blogger.com/_fI148H_hSM0/SFRU28UE9zI/AAAAAAAAABA/kQ_6iwqE3Vo/S220/Foto+Roberto.BMP'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3353262116851217118.post-3819924987373069609</id><published>2010-09-26T05:34:00.000-07:00</published><updated>2010-09-26T05:34:32.540-07:00</updated><title type='text'>Música: "MTV apresenta: Casuarina"</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_kcOq-RcV8OA/S1hmKwMXIqI/AAAAAAAAAn8/QBbQW7M-BQQ/s400/Casuarina_MTV_Apresenta.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="361" src="http://1.bp.blogspot.com/_kcOq-RcV8OA/S1hmKwMXIqI/AAAAAAAAAn8/QBbQW7M-BQQ/s400/Casuarina_MTV_Apresenta.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Há tempos de deixar as pedras rolarem e tempo da maré mansa, de sentar no sofá da sala ou na cadeira de balanço da varanda e simplesmente deixar a música - normalmente em decibéis não tão exaltados - fluir calmamente. Uma boa pedida para esses momentos é o samba, algo que nossos amigos gringos não possuem e, muito por conta disso, não entendem o que leva uma pessoal normal a se sentar com o propósito de ouvir música. Por sinal, bom falar nisso, pois a cada dia que passa a sensação que me dá é de que as pessoas não sentam mais para fazer nada, que dirá ouvir música. Perdeu-se o costume do relaxamento nessa era de tudo corrido, tudo pra ontem, em que estamos inseridos. Aliás, não vá embora ainda não porque o texto tem mais parágrafos, certo?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Fiquei matutando então: "Vai ser samba... Mas o quê especificamente? Algo clássico, na linha Noel Rosa, Herivélto Martins ou alguma coisa mais malandra, nos moldes de um Paulinho da Viola ou Martinho da Vila?". Foi então que encontrei num desses milhões de sites de download que a todo o momento invadem nossas vidas de forma avassaladora o magnífico &lt;i&gt;MTV apresenta: Casuarina&lt;/i&gt;. Que encantador! Essas foram as minhas palavras iniciais (e finais) ao ouvir os acordes. Um tipo de música que apesar do gênero andar abarrotado de artistas (ou será melhor chamá-los de quase-artistas?) tem atravessado uma fase de muitas repetições, sem muita originalidade, como - a bem dizer - tem sido a tônica da atual geração da MPB, não importa em que estilo enverede.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Porém, com o Casuarina isso não se repetiu. Num show gravado na Fundição Progresso (espaço dos mais agradáveis onde, não faz muito tempo, fui prestigiar a gravação do CD do Gabriel, O Pensador) o grupo reedita sucessos com covers de canções fundamentais para quem é fã do arrasta-pé. Um passeio que vai do Martinho da Vila moleque de &lt;i&gt;Disritmia&lt;/i&gt; a Zé Kéti, com convidados ilustres como Moska, Roberto Silva, Wilson Moreira, Frejat (ex-vocalista da banda de rock Barão Vermelho) e a trupe baiana do Moinho.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Entre os destaques mais evidentes do álbum - é complicado até eleger os meus favoritos! -, vale a pena conferir com maior detalhe &lt;i&gt;Canto do Trabalhador&lt;/i&gt;, o swing melódico de &lt;i&gt;Certidão&lt;/i&gt;, a dobradinha maliciosa composta de &lt;i&gt;Desfigurado&lt;/i&gt; e &lt;i&gt;Muro de Zinco&lt;/i&gt;, &lt;i&gt;O dia se zangou&lt;/i&gt;, a mistura ritmada de &lt;i&gt;Chiclete com Banana&lt;/i&gt; (num arranjo que lembra bem o estilo alegre e despojado de músicos como Gilberto Gil e Bebeto), as rimas exatas de &lt;i&gt;Baile no Elite&lt;/i&gt;, a intervenção - proposta pelo grupo Moinho, citado acima - à música de Dorival Caymmi, mestre eterno, em &lt;i&gt;Rosa Morena&lt;/i&gt;, que fez até alguns parentes aqui em casa (a família é baiana) chorarem e o fechamento irretocável ao som da obra-prima de Vinícius de Moraes e Baden Powell &lt;i&gt;Canto de Ossanha&lt;/i&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Malícia, atitude, irreverência, pegada: tudo o que pede o bom e verdadeiro samba (e não algumas "construções" que eu tenho ouvido nas rádios atualmente, com expressões chulas e de baixo calão) está presente aqui nesse formato que, é bom que se diga, graças a emissora de TV a cabo responsável pelo convite ao grupo e ao projeto em si, está se tornando uma das melhores propostas musicais da atualidade, fugindo dos padrões corriqueiros que o mercado anda oferecendo goela abaixo do público consumidor. Em poucas palavras: refinamento com simplicidade. Essa é a melhor maneira de resumir esse disco. Quer coisa melhor do que isso?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Alguns momentos-ápice do show:&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; Jornal da Morte: &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=ZgakHxfLxsM"&gt;http://www.youtube.com/watch?v=ZgakHxfLxsM&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Cabelos Brancos: &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=cUPdvHU97NA"&gt;http://www.youtube.com/watch?v=cUPdvHU97NA&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Disritmia: &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=UnKUkHnTQOg"&gt;http://www.youtube.com/watch?v=UnKUkHnTQOg&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Canto de Ossanha: &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=R2QZT88ZFGc"&gt;http://www.youtube.com/watch?v=R2QZT88ZFGc&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3353262116851217118-3819924987373069609?l=culturaexmachina.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://culturaexmachina.blogspot.com/feeds/3819924987373069609/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://culturaexmachina.blogspot.com/2010/09/musica-mtv-apresenta-casuarina.html#comment-form' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3353262116851217118/posts/default/3819924987373069609'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3353262116851217118/posts/default/3819924987373069609'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://culturaexmachina.blogspot.com/2010/09/musica-mtv-apresenta-casuarina.html' title='Música: &quot;MTV apresenta: Casuarina&quot;'/><author><name>pseudo-autor</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13621781509890848831</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp1.blogger.com/_fI148H_hSM0/SFRU28UE9zI/AAAAAAAAABA/kQ_6iwqE3Vo/S220/Foto+Roberto.BMP'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_kcOq-RcV8OA/S1hmKwMXIqI/AAAAAAAAAn8/QBbQW7M-BQQ/s72-c/Casuarina_MTV_Apresenta.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3353262116851217118.post-2890067522478430612</id><published>2010-09-23T13:35:00.000-07:00</published><updated>2010-09-23T13:35:10.993-07:00</updated><title type='text'>Animação: "Peanuts", de Charles M. Schulz</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://remote.lohudblogs.com/files/2007/11/thanksgiving.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="298" src="http://remote.lohudblogs.com/files/2007/11/thanksgiving.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Vejo as filhas das minhas primas sentadas na sala de casa assistindo televisão, olhinhos vidrados na tela de LCD que exibe, intercaladamente, &lt;i&gt;Ben 10&lt;/i&gt; e &lt;i&gt;Pucca&lt;/i&gt; (sabe como é criança quando tem controle remoto nas mãos, não é mesmo?). Enquanto os personagens pulam, gritam, cantam, entre outras façanhas, elas gesticulam uma para a outra, falam em voz alta, como se as figuras animadas pudessem respondê-las, chamam os adultos, quem sabe na vã ilusão de que eles lhes expliquem alguma coisa que elas, à primeira vista, não entenderam. Como se os adultos tivessem todas as respostas na manga! E nesse momento tenho uma síncope biográfica (eu e os meus termos loucos: estou ficando especialista neles...). Penso comigo mesmo: "Eu já fui assim, desse jeito. E os culpados eram Snoopy, Charlie Brown e sua turma". Quanto tempo!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;No tempo em que o SBT era o canal trash mais assistido da televisão brasileira (eu já não disse isso num outro post? Não? Então deixa pra lá... É velhice mesmo) havia, volta e meia, horários específicos voltados para faixas etárias determinadas. Dentre esses horários, a programação infantil era farta e a criançada se refestelava no sofá para acompanhar pérolas como Pica-Pau, Tom e Jerry, Mr. Magoo, Pantera cor de rosa - que hoje até pouco tempo ainda assistia na programação da madrugada no canal a cabo Boomerang - Droopy, Corrida Maluca e outras feras. Dentre essas outras feras, o meu favorito era sempre Snoopy (&lt;i&gt;Peanuts&lt;/i&gt;, no original), criação do cartunista Charles M. Schulz. Bastava que o narrador dos estúdios Magga (preciso me lembrar de falar desses gênios aqui em breve!) falasse "Snooopy" e a festa começava. Eu, que já não era criança pequena naquela época já ficava doido, imagine então os pequerruchos de plantão.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Schulz é, a meu ver, o maior criador de tipos infantis que eu já pude conferir em toda a minha vida de espectador de desenhos animados. Conseguiu através de retratos muito bem humorados e inocentes, contar um pouco da história das aflições da América e, por que não dizer?, do mundo. Iniciada em 1950 a revista homônima trazia em suas páginas um universo pós-Segunda Guerra Mundial sem que isso fosse escancarado nas vidas daqueles personagens (até porque se tratavam de crianças e não de soldados que voltaram combalidos do front). Tudo estava ali: implícito, medido, e as animações que surgiriam anos mais tarde replicariam essa postura de forma brilhante, mas sem perder a ternura.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Charlie Browm, o garoto frustrado, que nunca dava uma dentro, péssimo em todos os esportes, não tinha namorada, verdadeiro fracasso como criança; Lino, o amigo que melhor o entendia, quando não estava chupando o dedo abraçado ao seu amigo inseparável: o cobertor; Lucy, a mais exibida de todas as garotas, sempre querendo dar a última palavra sobre tudo, apaixonada pelo músico e interiorizado Schroeder que não abdicava de seu piano um minuto sequer do dia; Bete Pimentinha, sempre acompanhada de sua amiga Márcia (e seus "Ô meu" pra lá e pra cá), versão hippie mirim, azucrinando Charlie Brown a quem nunca chamava pelo nome, mas por minduim; o chiqueirinho, o Cascão versão EUA, a irmã histérica de Charlie, a professora a quem só se ouviam os ininterruptos blá-blá-blás em alta voz, um claro sinal de esporro aos alunos, de que alguém tinha feito algo errado; o passarinho Woodstock, responsável por muitos dos momentos antológicos do desenho, pois suas cenas eram sempre acompanhadas de músicas majestosas (em sua grande maioria, óperas de renome); e, finalmente, Snoopy, o dono da festa de fato.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Impossível falar do beagle mais engraçado de todos os tempos que não seja num parágrafo à parte. Seja como pizzaiolo versátil, vendendo limonada, dando conselhos sentimentais às meninas (principalmente Lucy) em sua barraquinha improvisada, transformando sua casa num avião de combate dos tempos do Barão Vermelho onde as mais terríveis batalhas eram travadas ou disputando queda-de-braço (novamente com Lucy, certamente a maior disputa de poder dentre todos os personagens), Snoopy era um caso fora do normal, provavelmente digno - se alguém assim o fizesse - de um estudo sério e aplicado feito pelomais respeitável dos intelectuais. Ele é a mola-mestra do ritmo ditado pelo seu criador à história que está sendo contada. Era praticamente inimaginável um episódio sequer que não tivesse, pelo menos, um grande bloco com ele (fora os capítulos em que o único personagem do elenco principal a constar era ele). As crianças espectadoras assim o exigiam!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Falar de &lt;i&gt;Peanuts&lt;/i&gt; (perdão: Snoopy), portanto, é falar de uma época sem maldade - apesar de, algumas vezes, ter lido em algumas edições da versão em quadrinhos certas sátiras e paródias a assuntos bastante sérios, como separação dos pais, doença na família, morte de ente querido, entre outros debates, mas sempre enfocando na ironia -, quando as crianças brincavam sem tanta exigência e disputas por todos os lados. Ver duas crianças brincando em frente à TV como eu fazia décadas atrás, sem nenhum distúrbio ou guerra em pauta, é motivo certo para aplausos nos dias atuais. "Imagine", me pergunto eu, "essa gurizada hoje assistindo Snoopy e sua turma?". Que pena que certas coisas simplesmente tiveram que ser encerradas.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Alguns episódios clássicos:&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=2fKTFxjr_lk"&gt;http://www.youtube.com/watch?v=2fKTFxjr_lk&lt;/a&gt; (Fazendo Arte)&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=-Ep1s0f8LDA"&gt;http://www.youtube.com/watch?v=-Ep1s0f8LDA&lt;/a&gt; (Feliz Ano Novo, Charlie Brown)&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3353262116851217118-2890067522478430612?l=culturaexmachina.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://culturaexmachina.blogspot.com/feeds/2890067522478430612/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://culturaexmachina.blogspot.com/2010/09/animacao-peanuts-de-charles-m-schulz.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3353262116851217118/posts/default/2890067522478430612'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3353262116851217118/posts/default/2890067522478430612'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://culturaexmachina.blogspot.com/2010/09/animacao-peanuts-de-charles-m-schulz.html' title='Animação: &quot;Peanuts&quot;, de Charles M. Schulz'/><author><name>pseudo-autor</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13621781509890848831</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp1.blogger.com/_fI148H_hSM0/SFRU28UE9zI/AAAAAAAAABA/kQ_6iwqE3Vo/S220/Foto+Roberto.BMP'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3353262116851217118.post-8127794062400495005</id><published>2010-09-20T09:52:00.000-07:00</published><updated>2010-09-20T09:52:01.714-07:00</updated><title type='text'>Memória: Atari</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://courses.ulisesmejias.com/videogames09/img/wiki_up/Atari2600.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="400" src="http://courses.ulisesmejias.com/videogames09/img/wiki_up/Atari2600.jpg" width="387" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não faz muito tempo postei aqui um comentário a respeito da guerra existente hoje em dia entre as fabricantes de videogame Sega e Nintendo. Pensar no mercado de games atualmente é muito mais do que o mero entretenimento que existia em minha época de garoto, quando a única coisa que as crianças desejavam de fato era divertir-se, sem se comprometer com nada além do prazer. Hoje, não! Tudo é competição, é a lei do "que vença o melhor" e muitas vezes esse melhor vence a qualquer custo, recorrendo aos maiores delitos e desvios de caráter, inimagináveis na cabeça de quem vê naquilo apenas um jogo. Um bom exemplo dessa fúria e desse desespero em que se transformou esse mundo sórdido dos jogos eletrônicos (e, mais especificamente, no exemplo proposto, vale salientar os tais jogos em rede, a febre atual) é o filme &lt;i&gt;Gamer&lt;/i&gt;, da dupla Mark Neveldine e Brian Taylor, que mostrava visceralmente o quão enlouquecedor pode ser esse universo onde os únicos jogadores que realmente importam são os vencedores. A eles, toda a glória, aos demais. o limbo do esquecimento.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ao final de sua projeção e após perceber que alguns espectadores não aguentaram a projeção até o fim e saíram proferindo palavrões em alto e bom som, senti a nostalgia de minha época bater forte no peito - lembranças saudosas do tempo em que ia pra casa de minha avó e ficava junto com meus primos, cada um com seu joystick na frente da televisão, disputando quem dava mais tiros em &lt;i&gt;Galaga&lt;/i&gt; - e agradeci, em silêncio, por não fazer parte dessa nova geração, que confunde com muita facilidade o que é real com o que é ficção. E eis que nesse momento entra em cena o personagem principal do nosso post de hoje: o Atari.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; O Atari foi uma das maiores revoluções - senão a maior - da minha geração (e quem se encontra hoje na faixa dos 30 anos sabe bem do que estou falando!). E qual era o segredo do seu sucesso? Imagens em alta definição? Não. Gráficos sensacionais onde a tela de LCD ou plasma exultava ao exibir o jogo? Tá maluco! TV era com tubo catódico nesse tempo e olhe lá. Ué... Então qual era o diferencial desse aparelho fabuloso? Simples: ele conseguia oferecer ao seu público ideias práticas, de fácil execução e ao gosto do cliente (que não possuía 10% do nível de exigência dessa garotada de hoje). O segredo não era o trabalho perfeccionista e extraordinário dos desenvolvedores dos cartuchos - CD, nesse tempo, era apenas sonho - e sim a sua funcionalidade para o jogador. Tinha que ser divertido e não essa viagem psicodélica e transcedental dos dias atuais, com trilhas sonoras feitas especialmente para o jogo e grandes astros de Hollywood dublando as vozes dos personagens. "Hoje jogar é uma experiência", ouvi não tem muito tempo um desses especialistas da contemporaneidade falando num programa de variedades no canal Multishow, e não mais um mero passatempo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; No lugar dos CDs de hoje, as fitas. Tinha a desvantagem, é bem verdade, de serem mais caros e não haver essa pirataria atroz de agora, mas em compensação raras eram as vezes em que o console não lia o jogo (ou seja, não ficávamos aguardando aquele loading interminável). E se você tinha família grande ou uma galera unida na escola, todo mundo se reunia e levava seus cartuchos na bolsa, marcando encontro na casa de alguém. Sempre numa casa diferente a cada semana. E as opções? Se hoje você se assombra quando vê meninos de 12, 13 anos de idade jogando games como Counter Strike e Modern Walfare, na minha época o fino da bossa era Pac-Man. Isso mesmo! O bom e velho amigo come-come. Porém, existiam além desse clássico (que já fez o &lt;i&gt;Google&lt;/i&gt; tomar um prejuízo de milhões de dólares só por ter prestado homenagem a esse gracioso passatempo na tela de abertura de seu site de buscas) opções as mais variadas para os públicos mais ecléticos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; Dentre os que eu mais curtia, destaco &lt;i&gt;Seaquest&lt;/i&gt; (o do submarino matador de piranhas), que confesso já ter visto na internet em outras versões remodeladas, mas longe do brilhantismo do original; &lt;i&gt;Pitfall&lt;/i&gt; (verdadeiro safári em que eu e minha irmã ficávamos quebrando a cabeça para ultrapassar pontes quebradas e areias movediças); &lt;i&gt;River Raid&lt;/i&gt; (em que eu era piloto de um jetinho muito do mal feito, mas que dava tiro pra tudo quanto é lado. Nesse eu era fera!); &lt;i&gt;Enduro&lt;/i&gt; (provavelmente um dos primeiros jogos - talvez o pioneiro - de corridas de automobilismo); &lt;i&gt;Frostbite&lt;/i&gt; (com o esquimozinho simpático pulando nas tiras de gelo para montar o seu iglu e escapar do urso polar) até os antológicos &lt;i&gt;Freeway&lt;/i&gt; (do qual guardo memória das batalhas que eu tinha com um vizinho para saber quem atravessa mais vezes a rua com sua galinha) e &lt;i&gt;Decathlon&lt;/i&gt; (jogo olímpico que era uma verdadeira mina de ouro para os fabricantes de controle, que quebravam com relativa facilidade quando se disputava a prova dos 100m rasos ou o salto em distância e o jogador precisava acelerar o boneco. Se fosse aquele modelo quadrado com o bastão, então, era um agonia!). E por falar em joysticks havia sempre os pedidos de natal para que nossos pais comprassem os modelos da Dynacom, que pareciam manches de avião e tinham uma durabilidade muito maior.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; Isso fora &lt;i&gt;Atlantis&lt;/i&gt;, &lt;i&gt;Hero&lt;/i&gt;, &lt;i&gt;Popeye&lt;/i&gt;, &lt;i&gt;Moon Patrol&lt;/i&gt;, &lt;i&gt;Frogger&lt;/i&gt;, o terrível Sex Mania (que os pais nunca compravam pra gente - não importa quantas vezes pedíssemos! - porque o achavam pornográfico demais), &lt;i&gt;Venture, &lt;/i&gt;aquele do carrinho de fórmula 1 que soltava fumaça nos carros vermelhos e tantos outros... Se olharmos pela ótica de hoje, esse país globalizado onde tudo tem de mudar de marca ou estilo o tempo todo e as coisas perdem a importância e a funcionalidade num espaço muito curto de tempo, parecem bobos esses joguinhos despretensiosos. Mas certamente quem viveu o período pode defender - tanto quanto eu - esse console que se não tinha, por um lado, o compromisso de ser substituído a qualquer instante por uma tecnologia superior (a velha mania da defasagem que o ser humano dos novos tempos vive propondo a todo o momento com novas artimanhas e estratégias), por outro certamente entrou para o panteão das ideias mais originais da face da terra e dificilmente será esquecido por gerações que admiram coisas duráveis e não o artificialismo vazio dessa época em que absurdamente vivemos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Para matar saudades, alguns desses jogos em versões online:&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a href="http://jogosdeatari.com.br/"&gt;http://jogosdeatari.com.br/&lt;/a&gt;&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3353262116851217118-8127794062400495005?l=culturaexmachina.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://culturaexmachina.blogspot.com/feeds/8127794062400495005/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://culturaexmachina.blogspot.com/2010/09/memoria-atari.html#comment-form' title='8 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3353262116851217118/posts/default/8127794062400495005'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3353262116851217118/posts/default/8127794062400495005'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://culturaexmachina.blogspot.com/2010/09/memoria-atari.html' title='Memória: Atari'/><author><name>pseudo-autor</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13621781509890848831</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp1.blogger.com/_fI148H_hSM0/SFRU28UE9zI/AAAAAAAAABA/kQ_6iwqE3Vo/S220/Foto+Roberto.BMP'/></author><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3353262116851217118.post-1412114683257952978</id><published>2010-09-17T05:04:00.000-07:00</published><updated>2010-09-17T05:04:11.043-07:00</updated><title type='text'>Cinema: "Aconteceu em Woodstock", de Ang Lee</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://www.assistir-filmes.com/wp-content/uploads/2009/12/assistir-filme-aconteceu-em-woodstock.gif" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="400" src="http://www.assistir-filmes.com/wp-content/uploads/2009/12/assistir-filme-aconteceu-em-woodstock.gif" width="290" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Eu gosto de imaginar essa coisa da máquina do tempo - estou fazendo esse comentário por conta de um bate-papo que rolou na faculdade essa semana sobre o tema "o que eu faria de diferente se pudesse voltar no tempo?" - e da possibilidade de que qualquer ser humano possa avançar ou regressar a qualquer época (como o Marty McFly em &lt;i&gt;De Volta para futuro&lt;/i&gt;). imagine o mundo de possibilidades: poder assistir os Beatles de perto, em meio a todos aqueles pontapés, sopapos e cotoveladas múltiplas, ver a final da Copa do Mundo de 1970 em que a melhor seleção de todos os tempos jantou a Itália de forma incontestável, entender da plateia o que significavam aqueles festivais da canção que aconteciam na Record, ter visto o Cometa Halley (se é que ele realmente deu o ar da graça em 1910, como contam as gerações mais idosas!). E, acima de tudo, como fã mais do que lunático do bom e velho rock n' roll que sou e sempre serei, ir à Woodstock. O que foi aquilo? Que mundo era aquele que conseguiu transformar míseros três dias de um longínquo agosto de 1969 numa hecatombe de música, sexo, drogas e muita alucinação? Quem foi o real responsável por tudo aquilo que as imagens daquele célebre documentário produzido pelo cineasta Martin Scorsese não cansam de relembrar para os admiradores mais nostálgicos?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; Seu nome: Eliot Tachberg (atuação impressionante de Demetri Martin). Ele não tinha uma vida alucinada, muito menos cheia de emoções constantes. Sua existência - se é que dá pra chamar isso de existência! - resumia-se a ajudar os pais na administração de um pequeno hotel localizado na cidade de Bethel, uma hora e meia de distância de Nova York, definitivamente um lugar esquecido por Deus e pelas pessoas ditas normais. Nada de garotas maravilhosas em minúsculos biquínis nem megaeventos ou empreendimentos gigantescos. Nada. Aquela típica vidinha à la Carlos Drummond de Andrade em &lt;i&gt;Confissões de um Itabirano&lt;/i&gt;! Mas não por muito tempo. E não para Eliot. Ele tinha um sonho e via potencial em sua cidade para realizá-lo (bem como os loucos que investiram em sua ideia tresloucada): fazer um festival de música. O que Eliot ainda não sabia era que a sua pequena ideia iria transformar a cidade no palco de um dos maiores eventos da história musical em todo o mundo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Com a confirmação do evento a cidade, até então pacata, vira um inferno: congestionamentos, tumulto, gente de tudo quanto é lugar do planeta terra vem desembocar ali, fazendo com que a infra-estrutura existente seja impraticável para dar conta de um espetáculo daquela magnitude, inundado por um multidão de hippies, tatuados e outros fanáticos, que muito cedo (alguns até poderão dizer que se adiantaram aos próprios organizadores da festa) perceberam que algo grande estava se formando ali, passo a passo. Ang Lee, diretor desse majestoso &lt;i&gt;Aconteceu em Woodstock&lt;/i&gt;, faz de sua película um colírio para os olhos de todas aquelas pessoas que sempre quiseram saber como o maior festival de todos os tempos foi idealizado. Para aqueles que aguardam as apresentações, com as canções que já se tornaram lendárias entoadas pela multidão de afficionados, recomendo o You Tube ou outro portal de vídeos onde se pode encontrar esse material às toneladas. Aqui o que interessa, o que está em foco, é a história de como um sonho se transformou em realidade e mudou a vida de toda uma cidade e uma geração.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Contando com um elenco muito eficaz para aquilo que o projeto se propôs - que traz desde Liev Schrieber na pele de um travesti a Emile Hirsch numa atuação intensa nos poucos minutos em que aparece em cena (o que mostra porque ele é um dos atores jovens mais promissores do momento) -, Lee vai pontuando os desejos de cada um desses frequentadores, quase colaboradores de todo o processo, de cada um desses seres únicos que estavam ali, no lugar certo, na hora certa, quando tudo simplesmente aconteceu e o mundo mudou por 72 horas. À parte o fracasso comercial do evento, o que se viu foi um fenômeno único digno de um capítulo especial nas mais importantes enciclopédias culturais de todos os tempos. E essa classificação nenhum intelectual ou político será capaz de lhe tirar.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Conheci pessoas, quando morei na Zona da Leopoldina, que estiveram lá, naquele agosto inesquecível e repleto de paixão e encantamento. Muitos deles foram meus professores de ensino fundamental. A maioria tinha uma atitude em sala de aula muito peculiar: aquele olhar agressivo, direto, mordaz, como quem diz aos alunos "Não aceitem simplesmente de graça tudo que lhe derem nessa vida. Vão conquistar!". Chamo isso de efieto Woodstock. Infelizmente não faço parte dessa geração (daí o desejo irrefutável de que algum cientista invente logo a máquina do tempo o quanto antes), mas serei um eterno devedor do Sr. Ang Lee por ter presenteado a minha e as futuras gerações com esse presente cinematográfico, esse exemplar único em sua essência e execução. E digo mais: merecedor de constar de qualquer videoteca particular que se preze.&amp;nbsp; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3353262116851217118-1412114683257952978?l=culturaexmachina.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://culturaexmachina.blogspot.com/feeds/1412114683257952978/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://culturaexmachina.blogspot.com/2010/09/cinema-aconteceu-em-woodstock-de-ang.html#comment-form' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3353262116851217118/posts/default/1412114683257952978'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3353262116851217118/posts/default/1412114683257952978'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://culturaexmachina.blogspot.com/2010/09/cinema-aconteceu-em-woodstock-de-ang.html' title='Cinema: &quot;Aconteceu em Woodstock&quot;, de Ang Lee'/><author><name>pseudo-autor</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13621781509890848831</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp1.blogger.com/_fI148H_hSM0/SFRU28UE9zI/AAAAAAAAABA/kQ_6iwqE3Vo/S220/Foto+Roberto.BMP'/></author><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3353262116851217118.post-2493810833599010985</id><published>2010-09-14T14:08:00.000-07:00</published><updated>2010-09-14T14:08:09.310-07:00</updated><title type='text'>Musas: Sharon Stone</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_prNoI0RbywU/R9NM4DnZb_I/AAAAAAAAELg/qu4A1PJLvnA/s1600/5.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="400" src="http://3.bp.blogspot.com/_prNoI0RbywU/R9NM4DnZb_I/AAAAAAAAELg/qu4A1PJLvnA/s400/5.jpg" width="282" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;É com muito pesar e sempre atraindo o descontentamento de meus colegas de cineclube que olho atualmente para as telas de TV e vejo algumas das chamadas símbolos sexuais da contemporaneidade. O que pode haver de realmente interessante em máscaras de botox, corpos siliconados em demasia e outras intervenções cirúrgicas que eu tenho até medo de explicar para os leitores desse humilde blog? É, meus amigos e confidentes virtuais, beleza está virando motivo de discórdia (ou, no mínimo, de discussão que pode render meses e meses de debate sem chegar a lugar nenhum). E não pensem vocês que as musas de cinema estão livres desse universo plastic surgeon! Não, senhor. Há exemplares exóticos em grande número desfilando pelas ruas de Hollywood e adjacências. Nem todo mundo (que bom seria se fosse!) pode ser uma Charlize Theron...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mas eu não ia falar de musas? Claro! E vou. O caso é que a musa de hoje me remete a um tempo em que seios gigantescos, coxas musculosas e lábios carnudos em excesso eram coisa, no máximo, de heroína underground de histórias em quadrinhos. Não era isso que se procurava na tela grande. Vide o sucesso causado pela atriz Sharon Stone quando despontou para o estrelato. E olhe que se tratava meramente de uma estudante universitária de desempenho acima da média, mas com um comportamento anti-social bastante presente em seu caráter. A primeira vez que a vi atuando - algo em torno da época em que ela devia já ter sido eleita Miss Pensilvânia - foi em duas produções de aventura ao lado do ator Richard Chamberlain, que interpretava o heróico personagem dos livros de H. Rider Haggard Alan Quatermain, nos filmes &lt;i&gt;As Minas do Rei Salomão&lt;/i&gt; e &lt;i&gt;Alan Quatermain e a Cidade de Ouro Perdida&lt;/i&gt; (ambas produções de Menahem Golan e Yoram Globus). Sharon, linda, esbelta, cabelos loiros ainda encaracolados, já mostrava um pouco do sex appeal que seria sua marca registrada nos anos seguintes.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Entretanto, sua estreia realmente se deu quando Woody Allen a chamou para ingressar o elenco de &lt;i&gt;Memórias&lt;/i&gt; (em 1980), quando ainda era uma contratada da agência Ford Models. O estrelato, então, só começaria a bater em sua porta com Instinto Selvagem (1992), do diretor Paul Verhoeven, com quem já trabalhara dois anos antes no longametragem de ficção &lt;i&gt;O Vingador do Futuro&lt;/i&gt;, baseado em conto do escritor Phillip K. Dick. Na pele de Catherine Tramell - até hoje sua personagem de maior destaque ao longo de toda a carreira -, marcou uma geração de cinéfilos, principalmente o público masculino, pela cruzada de pernas mais famosa da história do cinema, e por suas cenas calientes com o ator Michael Douglas que, anos mais tarde, quando casou com a atriz Catherine Zeta-Jones, assinou um contrato pré-nupcial por conta de seu suposto "vício em sexo" (uma história muito mal esclarecida até hoje). O fascínio pela personagem femme fatale de Stone rendeu a atriz até mesmo um convite para posar nua pela Playboy.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Passada a fase da novelista policial ninfomaníaca, continou marcando presença nas telas com personagens sensuais e poderosas, seja na pele da inocente, mas sedutora Carly Norris, espionando a intimidade alheia em &lt;i&gt;Invasão de Privacidade&lt;/i&gt;, na vingativa May Munro de &lt;i&gt;O Especialista&lt;/i&gt;, capaz de tudo para destruir o homem que matou seus pais (e aqui um aparte mais que necessário: como esquecer a cena do chuveiro em que contracena com o ator Sylvester Stallone?) e a pistoleira Ellen que retorna à sua cidade natal para acertar contas com o passado num torneio de vida ou morte em &lt;i&gt;Rápida e Mortal&lt;/i&gt;, inusitado projeto de Sam Raimi (então famoso por seus filmes de terror de baixo orçamento). Até a chegada do fantástico ano de 1995 e o convite de Martin Scorsese para interpretar a inebriante e letal Ginger McKenna, o elo de paixão e ódio dos personagens mafiosos vividos por Robert de Niro e Joe Pesci em &lt;i&gt;Cassino&lt;/i&gt;. Uma interpretação poderosa que lhe rendeu o Globo de Ouro de Melhor Atriz e uma posterior indicação ao Oscar.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Daí em diante sua carreira sofre uma queda considerável, apesar de sua beleza continuar em evidência. Porém, mesmo seu carisma não consegue alavancar produções apenas medianas - mesmo sendo algumas delas dirigidas por nomes de peso da indústria -, tais como &lt;i&gt;Diabolique&lt;/i&gt;, de Jeremiah Chechik, dividindo a atenção com a também exuberante Isabelle Adjani; &lt;i&gt;Esfera&lt;/i&gt;, de Barry Levinson, em que não consegue convencer na pele de uma cientista, mesmo estando acompanhada da dupla Dustin Hoffman e Samuel L. Jackson; &lt;i&gt;Garganta do Diabo&lt;/i&gt;, de Mike Figgis, Onde o único personagem consistente parece ser a casa onde os personagens moram; &lt;i&gt;Mulher-Gato&lt;/i&gt;, de Pitof, filme em que o diretor conseguiu destruir a reputação da personagem dos quadrinhos Selina Kyle (vivida por Hale Berry), até retornar 14 anos depois a personagem que dera o pontapé a toda a sua ascensão profissional (contudo, &lt;i&gt;Instinto Selvagem 2&lt;/i&gt;, de Michael Caton-Jones, se mostra um thriller vazio, sem brilho algum e com psicologia de mais e sexo de menos).&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Nesse ínterim uma notícia externa aos sets de filmagem suscitou muito mais comentários do que seu próprio trabalho frente às câmeras: a notícia de que a atriz tinha um coágulo no cérebro, o que provocou um sumiço repentino da musa das telas. Nos últimos tempos, entre pequenas participações, papeis de pouco destaque e produções em que a própria atriz bancou do bolso, as que tiveram algum destaque - mesmo que momentâneo! - digno de nota em jornais e publicações voltadas para a sétima arte foram &lt;i&gt;Bobby&lt;/i&gt;, belíssima produção do ator/diretor Emilio Estevez em que narra o dia do assassinato do então candidato a presidência da república nos EUA Robert Kennedy (e aqui uma observação importante: muito se comentou, na época, sobre a cena curta em que contracena com Demi Moore, outra que andava sumida dos holofotes desde sua desastrosa participação no filme &lt;i&gt;Striptease&lt;/i&gt;, que quase deu fim a sua carreira) e o drama &lt;i&gt;Alpha Dog&lt;/i&gt;, de Nick Cassavetes, onde seu maior destaque atuando foi numa das últimas cenas em que contracena exibindo uma silhueta gorda e flácida, construída para mostrar a derrota e a amargura de uma mãe que nunca superou a perda do filho, morto dias após seu sequestro.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Desilusões e contratempos à parte, Sharon Stone (pelo menos em minha memória) ficará eternamente gravada como beleza natural e verdadeira, diferente de certas aberrações tratadas como musas nos dias de hoje. Numa era onde beleza é sinônimo de armaduras marombadas feitas em academia, lembro com saudades do tempo em que essa magnífica blonde star exibia sua exuberância e charme inigualáveis em personagens pra lá de sensuais. Onde foram parar esses tempos mágicos?&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3353262116851217118-2493810833599010985?l=culturaexmachina.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://culturaexmachina.blogspot.com/feeds/2493810833599010985/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://culturaexmachina.blogspot.com/2010/09/musas-sharon-stone.html#comment-form' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3353262116851217118/posts/default/2493810833599010985'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3353262116851217118/posts/default/2493810833599010985'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://culturaexmachina.blogspot.com/2010/09/musas-sharon-stone.html' title='Musas: Sharon Stone'/><author><name>pseudo-autor</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13621781509890848831</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp1.blogger.com/_fI148H_hSM0/SFRU28UE9zI/AAAAAAAAABA/kQ_6iwqE3Vo/S220/Foto+Roberto.BMP'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_prNoI0RbywU/R9NM4DnZb_I/AAAAAAAAELg/qu4A1PJLvnA/s72-c/5.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3353262116851217118.post-1245600705045115399</id><published>2010-09-11T04:28:00.000-07:00</published><updated>2010-09-11T04:28:22.242-07:00</updated><title type='text'>Points: Cavídeo Locadora</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://www.telezoom.com.br/espaco/cursos/IMG/arton483.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="206" src="http://www.telezoom.com.br/espaco/cursos/IMG/arton483.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Assim como fiz com a seção das musas volto a lançar uma nova coluna que, acredito, pode se transformar na cara desse blog. Nunca me esqueço da leitura de &lt;i&gt;Ela é Carioca: uma enciclopédia de Ipanema&lt;/i&gt;, de Ruy Castro, em que ele destila todo o seu humor, mostrando figuras lendárias da música e das artes em geral, lugares inesquecíveis, temáticas e tendências que marcaram uma época. E pensei comigo: "Não é para isso que existe o Jukebox? Para mostrar o que de melhor existe em termos de cultura?". Pois então: como não falar de alguns points cariocas imperdíveis para você morador, visitante, turista, que sabe muito bem que Rio de Janeiro não é só praia, mulher bonita, cerveja gelada, carnaval, Maracanã e samba. Existe, isso sim, um mundo de possibilidades culturais mais perto do que você imagina. O que faltava era um guia que decifrasse esses lugares pra você. Até agora (Já sei! Você dirá: "é muita petulância desse blogueiro achar que..." e eu interrompo a sua explanação no meio antes que o discurso fique agressivo demais). Provavelmente vocês estão certos, mas mesmo assim - cínico que sou desde nascença - tentarei, pois nada me custa esse esforço mental e de pesquisa. Comecemos!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Para estrear essa nova coluna, lógico!, falarei de cinema, um dos pré-requisitos básicos da idealização e construção desse espaço. E o lugar em questão é a Cavídeo. E o que é a Cavídeo, meus amigos blogueiros que acham que estou falando um dialeto de alguma região do Leste Europeu? E eu poderia simplesmente dizer: uma videolocadora. Porém, apanharia - e feio! - de todos os seus associados. A cavídeo é muito mais do que isso. "É a realização plena de um sonho cinemaníaco guardado a sete chaves" (esse trecho encontra-se entre aspas já que pertence a um desses alucinados locatários, amigo meu de longa data). Cavídeo é o Oráculo de Delfos ou de Tebas das locações de VHS, DVD e Blu-Ray. Sim, meus caros correligionários, eles ainda têm fitas de vídeo no acervo! Com seu catálgogo majestoso, contendo mais de 15.000 títulos, reunindo produções dos mais diversos pontos do planeta. Fica localizada no mezanino da Rua Voluntários da Pátria, 446, em Botafogo. Em poucas palavras: o lugar é praticamente o reino encantado dos cinéfilos mais apaixonados.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Na primeira vez em que lá estive veio-me a certeza de estar diante do lugar perfeito para responder a todos os tipos de questionamentos envolvendo a sétima arte. Enquanto fuçava entre as prateleiras, fiquei com a clara convicção de que qualquer dúvida, qualquer opinião sobre o gênero que comece com a clássica pergunta "Vocês têm...?" pode ser esclarecida pela boa vontade do atendente que, deixando-o feliz, responde: "Ah, sim! temos". Alguns exemplos clássicos dessas perguntas feitas ao tão solícito balconista:&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; Vocês tem alguma coisa do Michelangelo Antonioni? Resposta: sim, os filmes estão ali na mesma seção que o Bergman e o Kurosawa.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Vocês tem o primeiro longa-metragem que o M. Night Shyamalan dirigiu no início da carreira, ainda na Índia? Resposta: Sim, mas está alugado (trata-se de um filme cult) e não possui legendas em português.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Vocês têm o box com a primeira temporada da série Miami Vice, aquela com o Don Johnson e o Phillip Michael Hall, que foi refilmada recentemente pelo Michael Mann? Temos, sim, só que tem lista de reserva (algo muito comum nesse tipo de lugar). Põe seu nome ali.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; Vocês tem Garganta Profunda, aquele filme pornô lendário com a atriz Linda Lovelace?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E por aí vai, num universo infindável de perguntas e respostas.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não falei que era um paraíso para os amantes da cinefilia aplicada e analítica? Um mundo cinematográfico dividido em estantes que mais parecem um front de batalha, disputando sua atenção como guerrilheiros vorazes.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O fascínio pelo lugar é tamanho que a própria paixão do criador da locadora, Cavi Borges, pelo cinema, transformou-o num cineasta e produtor independente (de, entre outros, filmes como &lt;i&gt;L.A.P.A&lt;/i&gt;). Prova disso são os inúmeros episódios da série feita para celular e transmitidos pela Oi TV &lt;i&gt;Matheus, o balconista&lt;/i&gt;, mas que podem ser facilmente encontrados no You Tube, a meca dos desbravadores de cinema não-comercial. Nos curtas o ator Matheus Solano (aquele que fez o papel dos gêmeos na novela &lt;i&gt;Viver a Vida&lt;/i&gt; da Rede Globo, escrita por Manoel Carlos) personifica o dia-a-dia de um atendente da loja com todas as alucinações propostas pelos diferentes tipos de clientes que passam diariamente pela locadora. Uma produção muito bem humorada que capta com perfeição o espírito do lugar.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Dito isto, fica a intimação: como não ficar no mínimo curioso para conhecer (e eu disse apenas conhecer, pelo menos num primeiro momento) um lugar como esse? Estão esperando o quê pra tirar o corpanzil do sofá? Acham que lugares assim se encontram na primeira esquina depois da nossa casa?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Alguns episódios (os meus preferidos) da série &lt;i&gt;Matheus, o Balconista&lt;/i&gt;:&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;Episódio (1): Tarantino &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=HylCLBwMo1A"&gt;http://www.youtube.com/watch?v=HylCLBwMo1A&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;Episódio (2): Tipos &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=riLpRPOdTTQ"&gt;http://www.youtube.com/watch?v=riLpRPOdTTQ&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;Episódio (7): Gostosa &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=1VBcA9r53AY"&gt;http://www.youtube.com/watch?v=1VBcA9r53AY&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;Episódio (10): Umazinha &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=PuBTLtF9kH4"&gt;http://www.youtube.com/watch?v=PuBTLtF9kH4&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3353262116851217118-1245600705045115399?l=culturaexmachina.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://culturaexmachina.blogspot.com/feeds/1245600705045115399/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://culturaexmachina.blogspot.com/2010/09/points-cavideo-locadora.html#comment-form' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3353262116851217118/posts/default/1245600705045115399'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3353262116851217118/posts/default/1245600705045115399'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://culturaexmachina.blogspot.com/2010/09/points-cavideo-locadora.html' title='Points: Cavídeo Locadora'/><author><name>pseudo-autor</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13621781509890848831</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp1.blogger.com/_fI148H_hSM0/SFRU28UE9zI/AAAAAAAAABA/kQ_6iwqE3Vo/S220/Foto+Roberto.BMP'/></author><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3353262116851217118.post-2708452720746569192</id><published>2010-09-08T10:33:00.000-07:00</published><updated>2010-09-08T10:33:30.066-07:00</updated><title type='text'>Literatura: "Festa Infinita: o entorpecente mundo das raves", de Tomás Chiaverini</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://www.eletromusica.com.br/wp-content/uploads/2009/03/festa_d_052.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="400" src="http://www.eletromusica.com.br/wp-content/uploads/2009/03/festa_d_052.jpg" width="267" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Devo realmente estar ficando velho, pois não me lembro com exatidão da última festa louca da qual tenha participado. Provavelmente deve ter sido lá pelos idos de 1997, 1998... Por aí. E há que se levar em consideração que o conceito de loucura vigente naquele tempo era completamente diferente do que se vê hoje em dia nas atuais festas. No meu tempo de adolescente a premissa básica era azarar as gatas, não havia esse papo de ficantes como rola atualmente. Chamavam de namoro quem namorava. Hoje não sei mais. E talvez por isso - por ter percebido essa mudança de comportamento das pessoas - eu tenha preferido, com o passar dos anos, a companhia dos lugares fechados, cinemas, teatros, salas de esposição, casas de show, fóruns de debate e, de preferência, com um público espectador saudável (e o que eu chamo de um "público saudável" é uma plateia que não queria simplesmente histeria, caos, tumulto, que saiba aproveitar o momento, o show, a apresentação, o evento ou como você quiser definir o motivo para sair de casa num final de semana).&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Por esse motivo, foi uma grata (e estarrecedora) surpresa, se é que dá pra juntar essas duas instâncias numa mesma frase, ler &lt;i&gt;Festa Inifinita&lt;/i&gt;, do jornalista Tomás Chiaverini, em que realiza uma apuração muito bem cuidada do perverso e abissal mundo das raves. "Raves? Que porcaria é essa?", perguntou uma tia minha, ex-farmacêutica na casa dos seus 60 anos, que estava presente no meu quarto no momento em que buscava fontes para montar esse texto. Eu poderia, de forma curta e grossa, resumir a expressão nesses termos: são festas intermináveis (pelo menos, assim desejaria que fossem a maioria de seus frequentadores) regadas a muito álcool, sexo e drogas as mais variadas. Muita gente, após esse meu comentário infame, iria certamente ao êxtase, bradando seus "Yeah", "Uhuuuu", "Falô", "É isso aí" e outros dialetos e gírias tribais contemporâneas, porém acabaria eu mesmo por admitir que minha interpretação é um tanto inexata. E por quê? Simples: porque não existe uma interpretação definitiva para esses megaeventos. Eles simplesmente existem. As pessoas amam participar deles. E ponto.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Só para ter uma breve noção do enlouquecimento que a mera referência a essa "festa" gera, a minha primeira reação ao contato com o verbete Rave no dicionário (Da língua portuguesa? Fiquei na dúvida agora), verbete esse que o próprio autor faz questão de trazer logo no início do livro, já é, por si só, impactante em demasia. Ver a palavra associada a definições tais como "delírio", "acesso de cólera", "fúria", "proferir palavras incoerentes", "ser louco", "querer algo a todo custo", entre outros impropérios, não é, definitivamente, um quadro nada positivo desse espetáculo, como bem diria minha saudosa avó que está no céu, "de horrores". Contudo, é preciso assumir logo de cara que as raves são comemorações para poucos, digamos, uma classe selecionada a dedo para participar de uma experiência transcendental (não sei porque nesse momento veio-me à mente a apresentação do Jimi Hendrix Experience no lendário Monterey Pop, com o maior guitarrista de todos os tempos pondo em chamas sua Fender Stratocaster diabólica ao som dos uivos e gemidos de uma plateia ensandecida. Será isso mera coincidência? Creio que não...). Poucos, eu disse mais acima? Que inocência a minha! Eles, alucinadamente, hiperlotam sítios, praias, descampados, numa cerimônia que dura horas, dias, semanas, sabe-se lá Deus se não meses.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Chiaverini, exímio investigador, que já havia mostrado toda a sua malícia regada a litros de óleo de peroba no anterior - e excelente! - &lt;i&gt;Cama de Cimento&lt;/i&gt;, sobre o dia-a-dia árido dos sem-teto que vivem em São Paulo, fuça os meandros desse universo dark onde música techno em alto volume (gênero musical que eu mesmo só fui conhecer de maneira mais aprofundada a pouco tempo, após me emprestarem alguns CDs do Moby e do Fat Boy Slim), GHB (ou anfetamina, o que for mais fácil de aprender. E pra quem não sabe do que se trata, aconselho buscar mais informações a respeito, principalmente se você é um pai de família preocupado com a criação de sua prole) e pessoas liberais, algumas seminuas outras escrachadas, ditam a tônica dessa badalação. Depoimentos que de tão verídicos parecem absurdos, declarações bombásticas, confissões as mais desagradáveis - principalmente envolvendo relações sexuais -, tudo pontuado por uma narrativa que transita de forma exuberante entre o humor ácido e a denúncia feroz.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Relutei, confesso, bastante tempo antes de ler essa obra-prima do jornalísmo investigativo que estava dando sopa nas prateleiras de uma das milhares de bibliotecas onde tenho cartão de sócio e das quais, volta e meia, desapareço, deixando o acervo se atualizar por uns tempos. E hoje me arrependo de não tê-la lido antes. É um mal mais do que necessário para leitores de estômago forte e cabeça aberta. &lt;i&gt;Festa Infinita&lt;/i&gt; é praticamente uma prestação de serviços pública travestida de reportagem, mostrando de forma direta e sem aliviar a barra de ninguém, por onde andam nossos irmãos e irmãs mais novas, sobrinhos, filhos, netos, bisnetos e quantas outras gerações mais houver. Ao término da última página lida, fiquei sentado no sofá da sala de estar ainda um tempo, digerindo o que acabara de ler (o que assombrara o meu mundo pacífico de maneira tão detalhista e cruel), pensando se ainda existe lugar para adolescência no mundo e, caso a resposta a minha pergunta seja negativa, o que é isso que tomou o seu lugar nos últimos anos. Leitura obrigatória para quem deseja, pelo menos, entender um pouco desse mundo caótico, capitalista, vulgar (e chamado de alegre por alguns) em que vivemos atualmente.&amp;nbsp; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3353262116851217118-2708452720746569192?l=culturaexmachina.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://culturaexmachina.blogspot.com/feeds/2708452720746569192/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://culturaexmachina.blogspot.com/2010/09/literatura-festa-infinita-o.html#comment-form' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3353262116851217118/posts/default/2708452720746569192'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3353262116851217118/posts/default/2708452720746569192'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://culturaexmachina.blogspot.com/2010/09/literatura-festa-infinita-o.html' title='Literatura: &quot;Festa Infinita: o entorpecente mundo das raves&quot;, de Tomás Chiaverini'/><author><name>pseudo-autor</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13621781509890848831</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp1.blogger.com/_fI148H_hSM0/SFRU28UE9zI/AAAAAAAAABA/kQ_6iwqE3Vo/S220/Foto+Roberto.BMP'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3353262116851217118.post-5627077647638196618</id><published>2010-09-05T06:39:00.000-07:00</published><updated>2010-09-05T06:39:14.521-07:00</updated><title type='text'>Quadrinhos: "Heavy Metal", de Leonard Mogel</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://cinemacomrapadura.com.br/noticias/img/10761-2008-03-17-22:54:08_1.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="400" src="http://cinemacomrapadura.com.br/noticias/img/10761-2008-03-17-22:54:08_1.jpg" width="291" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;No meu tempo de locatário de fitas VHS (fase essa em que eu era muito mais fanático por aluguel de filmes do que hoje, até porque encontrar as produções cinematográficas ditas clássicas ou cults era muito mais complicado do que hoje em dia) qualquer animação que não pertencesse ao catálogo do grupo Walt Disney - que eu considerava por demais "conservador" - precisava de muito pouco para atrair minha atenção. Foi assim com &lt;i&gt;Akira&lt;/i&gt;, de Katsushiro Otomo, obra-prima asiática muito melhor em zilhões de aspectos do que a maioria das megaproduções que a casa do Mickey produzia no período e com &lt;i&gt;Porco Rosso&lt;/i&gt;, uma aventura latinoamericana engraçadíssima que trazia um suíno aviador como protagonista em meio a muitos percalços envolvendo espionagem. E, para ter uma ideia mais complexa dessa minha idolatria aos "concorrentes" da Disney, veja o que já escrevi sobre Hanna-Barbera aqui nesse blog. Quando encontrei &lt;i&gt;Heavy Metal&lt;/i&gt; (a animação dirigida por Gerald Potterton em 1981) escondida, dando sopa entre as prateleiras da videolocadora que ficava a dois quarteirões da minha casa, então, enlouqueci. Era um mundo novo que se descortinava diante de meus olhos e eu nunca mais fui a mesma pessoa depois daquela experiência, pois logo a seguir veio a descoberta de que havia uma revista bimensal de mesmo nome com suas histórias mistas de ficção-científica e fantasia carregadas de erotismo e violência.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; Nenhuma outra notícia, portanto, poderia ter me deixado mais frenético quanto ler em um artigo do site Omelete - http://www.omelete.com.br - o interesse de cineastas como David Fincher (que somente pelos filmes &lt;i&gt;Seven - os crimes capitais&lt;/i&gt; e &lt;i&gt;Clube da Luta&lt;/i&gt; já me ganhou como fã exclusivo no lançamento de seus futuros projetos), James Cameron (responsável pelo fenômeno global &lt;i&gt;Avatar&lt;/i&gt;) e Zack Snyder (a mente brilhante por trás de &lt;i&gt;300&lt;/i&gt; e &lt;i&gt;Watchmen&lt;/i&gt;), entre outros, de realizar uma nova versão em Live Action da história em quadrinhos, considerada a maior expressão do movimento surrealista internacional contemporâneo, ficando cada um deles responsável por um episódio baseado em personagens da publicação. [Pausa para uma rápida euforia]. Os visitantes mais novos desse espaço blogosférico, logicamente intrigados, se perguntarão então: "Que raios foi (ou é, dependendo do tamanho de sua admiração algumas coisas nunca morrem) essa tal de &lt;i&gt;Heavy Metal&lt;/i&gt;?".&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Tudo começou quando Leonard Mogel deparou-se, em Paris, nos idos de 1974, com a publicação francesa &lt;i&gt;Metal Hurlant&lt;/i&gt; e decidiu realizar sua versão americana da mesma, tamanho o fascínio que o universo científico-fantástico daquelas narrativas gráficas causou nele. Três anos depois, o que começou como simples traduções feitas a partir das histórias originais, transformou-se na incursão dos primeiros colaboradores de renome, como Jean Girard (conhecido internacionalmente como Moebius), Tanino Liberatore (criador do violento ciberpunk, atualmente em evidência de novo, &lt;i&gt;Ranxerox&lt;/i&gt;) e Jean-Claude Forest (responsável por trazer à vida a sensual e eterna &lt;i&gt;Barbarella&lt;/i&gt;, imortalizada no cinema pela belíssima atriz Jane Fonda, em produção do diretor Roger Vadim, seu marido na época). Em 1979, &lt;i&gt;Heavy Metal&lt;/i&gt; começa a agregar temas de revistas notórias do período, como &lt;i&gt;Amazing Stories&lt;/i&gt; (mais conhecida aqui no Brasil como a série sobrenatural de sucesso com episódios dirigidos por gente do quilate de Steven Spielberg e Joe Dante) e &lt;i&gt;Fantastic&lt;/i&gt;, além de inserir em suas páginas aspectos da cultura popular americana, como rock n' roll, quadrinhos underground, animações experimentais, shows com raios laser, como os feitos pelo artista multimídia Jean-Michel Jarre, um pioneiro do gênero e contar, volta e meia, com entrevistas a personalidades da cultura mundial, como o cineastas Federico Fellini e Roger Corman e trechos de obras literárias consagradas (numa coluna conhecida como &lt;i&gt;Dossier&lt;/i&gt;).&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Famosa por sua versatilidade - a revista adaptou para os quadrinhos o poema épico &lt;i&gt;Paraíso Perdido&lt;/i&gt;, de John Milton, que é aclamada até hoje como a melhor adaptação poética já feita na história -, já atraiu (e continua atraindo!) a fúria de muitos críticos, que pedem seu banimento das bancas por conta do excessivo (opinião deles) uso do nudismo e da violência gráfica na construção de suas histórias, muitas vezes prematuramente rotuladas de pornográficas. Contudo, nem mesmo os indignados detratotes conseguiram fazer com que a publicação perdesse o seu status de cult. Seu atual dono (ou será melhor dizer o último, tendo em vista que há bastante tempo não ouço notícias sobre esse universo?), Kevin Eastman, co-criador das Tartarugas Ninjas, continua tentando manter a essência do que a proposta do veículo pretende: inovar, mesmo que para isso tenha que conquistar alguns desafetos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Devassidão, nudez, amargura, brutalidade, sexo, fúria, encantamento, tudo isso e muito mais, misturado num caldeirão de sentimentos os mais antagônicos, fizeram de &lt;i&gt;Heavy Metal&lt;/i&gt; o que ela é: uma revista agressiva como são os melhores veículos e periódicos culturais que o mundo já produziu. Não se trata de uma publicação para todos os gostos, vou logo alertando!, já que o gênero incomodará aos olhos mais sensíveis e moralistas, porém se sentida e visualizada com o olhar crítico que merece, é entretenimento da melhor qualidade. E acreditem: precisará de poucos segundos (ou diálogos) para absorver sua total atenção. Logo é recomendável apenas para momentos de relax absoluto (leiam-se: férias, folgas, licenças etc).&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3353262116851217118-5627077647638196618?l=culturaexmachina.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://culturaexmachina.blogspot.com/feeds/5627077647638196618/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://culturaexmachina.blogspot.com/2010/09/quadrinhos-heavy-metal-de-leonard-mogel.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3353262116851217118/posts/default/5627077647638196618'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3353262116851217118/posts/default/5627077647638196618'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://culturaexmachina.blogspot.com/2010/09/quadrinhos-heavy-metal-de-leonard-mogel.html' title='Quadrinhos: &quot;Heavy Metal&quot;, de Leonard Mogel'/><author><name>pseudo-autor</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13621781509890848831</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp1.blogger.com/_fI148H_hSM0/SFRU28UE9zI/AAAAAAAAABA/kQ_6iwqE3Vo/S220/Foto+Roberto.BMP'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3353262116851217118.post-6276216897485166481</id><published>2010-09-02T14:18:00.000-07:00</published><updated>2010-09-02T14:18:30.653-07:00</updated><title type='text'>Opinião Crítica: "O Almanaquismo"</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://i.s8.com.br/images/books/cover/img7/21469787_4.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="400" src="http://i.s8.com.br/images/books/cover/img7/21469787_4.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Diversão de criança na minha época era: a) ler histórias em quadrinhos ou b) brincar na rua. "O que fosse mais barato", diziam meus pais. Não havia ainda essa competição grotesca, pode-se dizer, sobre quem iria produzir o melhor videogame: Sega ou Nintendo? Playstation era uma palavra que não tinha significado algum para a minha geração. Está certo! E aí você dirá: "Mas e o Atari e o Odissey, os dois exemplares de 'alta definição' desse período?". E eu responderei: eles existiam para atender uma demanda muito específica de público, nem todos ousavam ter um em casa, por motivos financeiros, e a indústria de games não era tão popularizada e cheia de ídolos como a de hoje. Dentre os que escolhiam a opção a) o sonho de consumo-mor eram os almanaques. Eles eram maiores, logo tinham mais histórias, e as capas eram sempre entregues aos melhores artistas, que faziam desenhos mais elaborados, com versões temáticas sobre determinado assunto ou personagem que virasse febre do dia pra noite na cabeça de crianças e adolescentes. Os meus preferidos eram os almanaques da Disney com suas edições de mais de 200 páginas. Passava os fins-de-semana na casa da minha avó lendo Mickey, Pato Donald, Zé Carioca, Pateta e toda a turma de Patópolis (cidade-sede dos moradores do universo Disney) o dia todo. Minha mãe chegava a reclamar: "Você não vai largar isso, não?".&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E por que estou voltando a esse assunto tão antigo que mais parece extraído de um dos episódios do antigo programa televisivo da Rede Manchete &lt;i&gt;Acredite se quiser&lt;/i&gt;, que tinha como apresentador o carismático e divertido ator hollywoodiano Jack Palance mostrando situações que transitavam entre o irreal e o fatídico? Porque o mercado editorial nos últimos anos parece ter abraçado - e com muita vontade! - o fascínio pelos almanaques. São pencas deles, abarrotando as prateleiras das livrarias, sobre os mais diversos assuntos e gostos: Almanaque do Rock, dos Beatles, do Fusca, de Machado de Assis, da MPB, das décadas (anos 70, 80, 90 etc), da Rádio Nacional, das séries, de Jornada nas Estrelas, dos Quadrinhos, dos filmes de terror... Ufa! É versão que não acaba mais. E as editoras, vendo no filão um mercado atraente, lutam por seu espaço unha a unha.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Os críticos mais conservadores condenam volta e meia o modismo - como gostam de classificar - em suas crônicas e textos jornalísticos pelo número excessivo de volumes e temáticas que abundam o mercado. Não faz muito tempo li num artigo de uma revista especializada em literatura feito por uns desses detratores condenando a frequência abusiva com que esse tipo de material ganha as graças dentro do mercado editorial que comprou o estilo como mero fenômeno best-seller. "Porém", esclarecia o autor, "esquecem de muitas tragédias que aconteceram no período respectivo de que trata o almanque, passando para o público uma visão deturpada e utópica da época". De princípio fiquei meio dividido após ler tais declarações por tratar-se de um fato realmente verossímil. Só se falam das coisas geniais, do que deu certo, pulando episódios fortes e negativos, mas que foram de vital importância para que a sociedade evoluísse como um todo. Mas, no final das contas, não é disso que se tratam os almanaques? Entreter o público com fatos saudosos, que remetam a lembranças de um período que você nunca gostaria que tivesse terminado? Eu mesmo, não tem muito tempo, li um exemplar desses mágico sobre marcas de sucesso (como drops Dulcora, Sofá Drago, Cigarrinhos de Chocolate Pan etc) que desapareceram de nossas vidas com o passar do tempo. Simplesmente formidável!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Polêmicas e rivalidades à parte, esses vade-mécuns culturais (acho essa uma boa definição para esse tipo de livro) estão por aí, dividindo prateleiras e os espaços nobres dentro das megalivrarias com os autores de renome e os vencedores do Prêmio Nobel de Literatura. E vieram para ficar! Podem ter certeza de que, nesse momento, enquanto escrevo essa coluna, novos temas estão sendo elaborados para adentrar o mercado livreiro num período muito curto. E há de chegar o tempo em que se farão livros (ou almanaques) que discutam a existência e a importância dos próprios almanaques para a sociedade de consumo. Se é que já não existem, tendo em vista que um colega meu, estudante de psicologia, defende a teoria de que nós, seres humanos, só temos ideia de 10% do que se passa no mundo ao nosso redor. Vai saber o que acontece nos outros 90%! É questão de apenas um autor dar a cara à tapa e ter uma linha de raciocínio&amp;nbsp; mais ou menos original, reunir material infográfico de qualidade boa (pois sem imagem - lembra do comercial do Sprite "Imagem é tudo"? - não existe almanaque que se preze) e realizar uma pesquisa que não precisa ser exorbitantemente aprofundada. Pra quê? Bastam os dados primordiais. O restante é com o leitor. E boa leitura.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3353262116851217118-6276216897485166481?l=culturaexmachina.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://culturaexmachina.blogspot.com/feeds/6276216897485166481/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://culturaexmachina.blogspot.com/2010/09/opiniao-critica-o-almanaquismo.html#comment-form' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3353262116851217118/posts/default/6276216897485166481'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3353262116851217118/posts/default/6276216897485166481'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://culturaexmachina.blogspot.com/2010/09/opiniao-critica-o-almanaquismo.html' title='Opinião Crítica: &quot;O Almanaquismo&quot;'/><author><name>pseudo-autor</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13621781509890848831</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp1.blogger.com/_fI148H_hSM0/SFRU28UE9zI/AAAAAAAAABA/kQ_6iwqE3Vo/S220/Foto+Roberto.BMP'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3353262116851217118.post-8315333423338645580</id><published>2010-08-30T09:04:00.000-07:00</published><updated>2010-08-30T09:04:39.756-07:00</updated><title type='text'>Música: "50", de Marvin Gaye</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://luxushopping.com/images/cd_marvingaye_box.gif" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="400" src="http://luxushopping.com/images/cd_marvingaye_box.gif" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não sei se já disse isso aqui no blog, mas sou um eterno admirador da black music e do soul e isso tem um motivo muito óbvio: a Motown. Como falar em poucos segundos de uma gravadora que é sinônimo de uma geração de talentos os mais variados? Só pra se ter uma ideia não teríamos hoje a menor noção de quem é Michael Jackson, Barry White, James Brown, The Supremes (e, principalmente, a figura lendária de Diana Ross), Dione Warwick, Stevie Wonder, entre tantos outros símbolos, não fosse o selo. E provavelmente eu teria parado de ouvir música em algum momento dos meus 18, 19 anos (não é exagero, não, meus caros leitores! É fato). Muito do que eu procuro atualmente em artistas como Joss Stone, Amy Winehouse, Jonny Lang e John Mayer, só pra iniciar uma lista que duraria bem mais do que esse post e o número de caracteres que eu tenho disponível para digitar acabaria, toda aquela bossa, aquele ritmo, é motivado - e muito! - pela minha época de&amp;nbsp; adolescente ouvindo junto com meus primos aqueles LPs (vou ter de explicar o que é isso ou os visitantes desse espaço sabe a que me refiro? É... Faz um bom tempo) da galera black com seus vozeirões e cabelos caprichados. [Faço aqui uma pausa para um momento nostálgico]&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Dentre esses titãs da boa música um que chamou minha atenção em especial foi o cantor Marvin Gaye. Por sua elegência e melodia poderosas que arrebataram para sempre minha devoção com &lt;i&gt;Sexual Healing&lt;/i&gt;, que ouvi pela primeira vez num trailer de cinema de uma produção B hollywoodiana cujo nome me foge à memória nesse exato momento. Daí em diante o estrago já estava feito e eu comecei a perambular pelas lojas de discos e (com mais frequência) chafurdar entre as prateleiras dos sebos, verdadeiros santuários criados em homenagem a essas criaturas esquisitas e ambíguas chamadas vulgarmente de fãs. Logo estava adquirindo a preços mais do que justos - em alguns casos verdadeiras bagatelas - peças raras como o antológico &lt;i&gt;What's Going On&lt;/i&gt; (1971), um divisor de águas na carreira do artista na opinião de 9 entre 10 fãs.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; Imagine então o meu frenesi quando soube ano passado que a empresa responsável pelo espólio da Motown relançaria em edições incrementadas o repertório desses gigantes e, mais especificamente, entregaria ao mercado um Box com uma coletãnea tripla de Marvin em comemoração aos seus 70 anos de carreira e quando celebravam-se os 25 anos da morte do cantor. Reiniciei minha poupança cultural (é como chamo minha reserva de capital para compras bastante cobiçadas de produtos culturais de primeira grandeza). Com os CDS à mão, mais do que adoração a certeza de um investimento lucrativo. &lt;i&gt;50&lt;/i&gt; é uma peça ímpar para os colecionadores mais exigentes de música de qualidade e que não querem acompanhar seus ídolos por versões comerciais do rádio adulteradas pelo excesso de remixagens.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Além da já citada &lt;i&gt;What's Going On&lt;/i&gt;, vale a pena destacar hits como &lt;i&gt;Let's Get it On&lt;/i&gt;, &lt;i&gt;I Heard it Through the Grapevine&lt;/i&gt; (um dos singles mais vendidos de toda a história da gravadora), &lt;i&gt;Mercy Mercy Me&lt;/i&gt;, &lt;i&gt;You are Everything&lt;/i&gt; (em dueto com Diana Ross), &lt;i&gt;I'll Never Stop Loving You&lt;/i&gt; e &lt;i&gt;Ain't no Mountain High Enough&lt;/i&gt; (ambas lado a lado com a sua parceira mais frequente, a cantora Kim Weston, tendo a segunda virado hit parade na voz poderosa de Tina Turner). E para não consagrar a coletãnea como obra-prima Hors Concurs, um pequeno deslize: a ausência (sentida, é fato!) de &lt;i&gt;Sexual Healing &lt;/i&gt;- citada acima - no repertório dos 3 CDs, que foi gravada pelo artista após sua saída da gravadora. Contudo, se levarmos em consideração a qualidade da seleção proposta pelo Box, é um mísero revés diante da magia musical oferecida pelo produto.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Momento reflexivo: é com tristeza que olho para os novos grandes nomes da música americana atual, repleta de ídolos teens e emos vazios e fraudes exóticas que são alimentadas a um nível estarrecedor pela indústria maciça do entretenimento (como é o caso desse produto clonado, que nada tem de original, chamado Lady Gaga). Triste porque para quem, como eu, soube idolatrar Talentos como Marvin e os demais citados no primeiro parágrafo, que sabiam como poucos dar valor às suas carreiras e ao público - sem contar o capricho com que preparavam seus álbuns e o apreço com que tratavam suas gargantas - olhar para o que está em voga atualmente é quase, em alguns momentos, admitir a hecatombe final do mercado fonográfico. Ainda bem que, para os fãs mais ardorosos e exigentes (legião da qual faço parte), ainda existem produtores dispostos a fornecer reedições importantes como essa que permancerá em minha coleção particular por longas eras.&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3353262116851217118-8315333423338645580?l=culturaexmachina.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://culturaexmachina.blogspot.com/feeds/8315333423338645580/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://culturaexmachina.blogspot.com/2010/08/musica-50-de-marvin-gaye.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3353262116851217118/posts/default/8315333423338645580'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3353262116851217118/posts/default/8315333423338645580'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://culturaexmachina.blogspot.com/2010/08/musica-50-de-marvin-gaye.html' title='Música: &quot;50&quot;, de Marvin Gaye'/><author><name>pseudo-autor</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13621781509890848831</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp1.blogger.com/_fI148H_hSM0/SFRU28UE9zI/AAAAAAAAABA/kQ_6iwqE3Vo/S220/Foto+Roberto.BMP'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3353262116851217118.post-1479165013070721248</id><published>2010-08-27T05:24:00.000-07:00</published><updated>2010-08-27T05:24:15.535-07:00</updated><title type='text'>Memória: Rock in Rio</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://www.pelomundo.radio.br/blog/wp-content/uploads/2010/07/rock-in-rio.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="342" src="http://www.pelomundo.radio.br/blog/wp-content/uploads/2010/07/rock-in-rio.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;"Foi o primeiro registro real de que existia realmente democracia no país", disse um vizinho meu, na época, no dia seguinte a abertura da primeira edição do Festival (eu morava em Olaria, zona da leopoldina, nessa tempo, e tinha apenas nove anos quando tudo começou). Passadas as Diretas Já o povo desejava, carecia, de um espaço que pudesse chamar de só seu. E esse lugar foi a Cidade do Rock. 11 de janeiro de 1985 foi a data de largada. Um sonho articulado pelo publicitário Roberto Medina que, ao contrário de muitos empresários, acreditava no potencial brasileiro para realizar grandes eventos. Até mesmo o governador em exercício na época, Leonel Brizola, desdenhou do projeto (tanto que mandou demolir - num ato supremo de barbárie - toda a construção ao final do festa). Porém, nem mesmo seu ato ditatorial conseguiu destruir a mística criada pelo Rock in Rio nesses 25 anos de pura euforia (às portas de uma nova edição a ser realizada em setembro do ano que vem). um mega evento internacional que conquistou até mesmo portugueses e espanhóis.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Um espetáculo que envolveu personagens antológicos (Guns n' Roses, Santana e Djavan cantando lado a lado em &lt;i&gt;Oceano&lt;/i&gt;, Nina Hagen, AC/DC, Gilberto Gil, Baby Consuelo grávida, Nsync, Lisa Stansfield, George Michael de corte de cabelo novo, feito no país, Joe Cocker, Oasis, Titãs, Joss Stone, Shakira, Paul McCartney, Billy Idol...), cenas imortalizadas pelo tempo, proferidas por vozes inesquecíveis (Freddie Mercury, líder da banda Queen, com sua garganta poderosa, entoando - como quem canta um hino - &lt;i&gt;Love of my life&lt;/i&gt;; James Taylor, acompanhado pelo coro de milhares de vozes tupiniquins e estrangeiras ao som de &lt;i&gt;You got a friend&lt;/i&gt;), irreverência (Cássia Eller mostrando os seios; Flea, guitarrista do Red Hot Chilli Peppers, tocando completamente nu), fúria (como deixar de fora os alucinados e mais do que fiéis fãs do grupo Iron Maiden, por si só merecedores de um capítulo à parte nessa história, pelo fato da banda em si já ter se tornado sinônimo de Rock in Rio?) e muita badalação.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Contudo, nem só de democracia viveu o festival. Não esqueçamos de Lobão sendo achincalhado pela plateia na segunda edição&amp;nbsp; por culpa dos próprios organizadores que o puseram no mesmo dia das bandas de Heavy Metal. Erro imperdoável que seria repetido na edição seguinte, dez anos depois, com o cantor de axé Carlinhos Brown, agredido com garrafas de plástico durante sua apresentação. Aliás, a última edição (de 2001) teve boicote das bandas nacionais (dentre elas, Skank, Raimundos, Jota Quest, e outras) que cancelaram sua participação pouco mais de um mês antes do evento e, claro (como não mencionar esse fato?) as vergonhosas participações de Aaron Carter, que dublou suas músicas no palco em frente a um público incrédulo por tamanha coragem do astro mirim, e a diva pop Britney Spears, cuja polêmica envolvendo um possível playback é assunto entre os fãs mais exaltados até hoje. E para finalizar em grande estilo - antes que digam que esses contratempos só acontecem por aqui! - termino com a musa tresloucada Amy Winehouse, afônica, e mal se aguentando de pé no palco, durante a edição lisboense, também foi uma dessas (trágicas) cenas inesquecíveis que ajudam a alimentar ainda mais o histórico de surrealidade desse espetáculo musical.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Inconsequências e estrelismos à parte, Rock in Rio sempre foi um lugar perfeito para exemplificar a expressão "tudo pode acontecer". Uma pena que a festa não aconteça com mais frequência! (algo que os organizadores, em parceria com a Prefeitura, estão tentando mudar). Seja na Cidade do Rock, em Jacarepaguá, seja no Maracanã (que foi palco da segunda edição, em 1991), em solo brasileiro, português, espanhol, cantado, dublado, gritado, com coro, nudez ou empáfia, é a maior festa musical do pais, comparado ao maiores eventos da terra, como Woodstock, Glastonboury, os festivais de Montreaux e Isle of Wight. Isso ninguém pode negar. Em nenhum outro ponto do território nacional você encontrará tantas tribos distintas, tantos povos reunidos, cantando em uma só voz (mesmo que à primeria vista pareça impossível), pois é mais do que certo que ao redor, no mesmo espaço quadrado, você esbarre com um uruguaio, um argetino, um russo, um baiano, um gaúcho, um mineiro, um tcheco e um guatemalteco num curto espaço de tempo. Quer festa mais globalizada do que essa?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &amp;nbsp; &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3353262116851217118-1479165013070721248?l=culturaexmachina.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://culturaexmachina.blogspot.com/feeds/1479165013070721248/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://culturaexmachina.blogspot.com/2010/08/memoria-rock-in-rio.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3353262116851217118/posts/default/1479165013070721248'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3353262116851217118/posts/default/1479165013070721248'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://culturaexmachina.blogspot.com/2010/08/memoria-rock-in-rio.html' title='Memória: Rock in Rio'/><author><name>pseudo-autor</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13621781509890848831</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp1.blogger.com/_fI148H_hSM0/SFRU28UE9zI/AAAAAAAAABA/kQ_6iwqE3Vo/S220/Foto+Roberto.BMP'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3353262116851217118.post-21668773893042859</id><published>2010-08-23T05:19:00.000-07:00</published><updated>2010-08-23T05:19:28.747-07:00</updated><title type='text'>Teatro: Asdrúbal trouxe o trombone</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://www.heloisabuarquedehollanda.com.br/wp-content/uploads/2009/08/Asdrubal.jpg.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="400" src="http://www.heloisabuarquedehollanda.com.br/wp-content/uploads/2009/08/Asdrubal.jpg.jpg" width="343" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Brasil (1974-1985): A ditadura militar entrava em crise - muito motivada pela retomada da inflação que começava a pesar no bolso da sociedade -, o que aumentou ainda mais os burburinhos de uma abertura política (que, ao longo do percurso, levaria a anistia dos exilados que moravam no exterior). Em contrapartida, o nascimento do movimento ecológico no país fez com que os cidadãos tivessem uma outra postura diante da vida como se apresentava. Em meio a esse clima de desgaste e busca de esperança, uma grupo de jovens - Luís Fernando Guimarães, Evandro Mesquita, Hamilton Vaz Pereira, Perfeito Fortuna, Patrícia Travassos e Regina Casé -, sedentos de vontade de contar a visão dos fatos de uma geração onde o assunto de barzinho era falta de grana, farras, mulheres e sexo, decidem revitalizar a arte teatral como então se apresentava. Nascia ali, muito descompromissadamente o &lt;i&gt;Asdrúbal trouxe o trombone&lt;/i&gt;. E o clima de happy hour do grupo surgia até na origem do nome: um código existente entre a atriz Regina Casé e seu pai que sempre que percebiam nas festas a presença de algum chato perguntavam um para o outro: "O Asdrúbal trouxe o trombone?".&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Influenciados - e muito! - pelo grupo de humor britânico Monty Python e trazendo como prerrogativa de trabalho a ideia da descontrução narrativa, baseada em interpretações despojadas e uma criação coletiva, a trupe abusou do conceito de irreverência em seus espetáculos. Mais do que montar um texto o que aqueles rapazes e moças queriam era dividir suas experiências de vida com o público, o jeito malandro de falar, a "grilada" da juventude zona sul, retrato do sol na cara e do despojamento, fazendo de cada espetáculo uma ilusão teatral construída a partir de improvisações e jogos coletivos (aliás, essa marca registrada rende frutos até hoje na televisão e no teatro brasileiro - principalmente no stand-up comedy - em programas e apresentações como &lt;i&gt;Quinta Categoria&lt;/i&gt;, &lt;i&gt;É tudo improviso&lt;/i&gt;, &lt;i&gt;Z.E: Zenas Emprovisadas&lt;/i&gt;, &lt;i&gt;Os deznecessários&lt;/i&gt;, entre outros). Em suma, a máxima ditada por seus integrantes é a da valorização da afetividade, dos aspectos físicos e criativos de seus integrantes, deixando a técnica e o rigor do profissionalismo exacerbado presente nas montagens de outras companhias em segundo plano.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Das montagens de textos clássicos na primeira fase (com destaque para &lt;i&gt;O Inspetor Geral&lt;/i&gt;, de Nikolai Gógol em 1974, e &lt;i&gt;Ubu Rei&lt;/i&gt;, de Alfred Jarry, no ano seguinte) para um segundo período onde as criações próprias deram a tônica no palco (e, nesse caso, como deixar de exaltar &lt;i&gt;Trate-me Leão&lt;/i&gt;/1977, &lt;i&gt;Aquela coisa toda&lt;/i&gt;/1980 e &lt;i&gt;A farra da terra&lt;/i&gt;/1983?), o que se percebe escancaradamente é o uso da linguagem circense, das maquiagens, do humor descarado e, sem sombra de dúvidas, da presença do lúdico em contato com a plateia.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Com o fim da companhia em 1985 - um período onde as Diretas Já fez com que a tão sonhada redemocratização passasse do campo das ilusões para a prática e o temor se transformasse num fantasma acorrentado no armário -, veio o desdobramento de seu sucesso em programas televisivos (como TV Pirata, Programa Legal), na música (o grupo de rock Blitz) e lugares inesquecíveis (como o sempre eterno Circo Voador, responsável por toda a revolução provocada pelo Rock nacional na década de 80 a partir de personagens como Paralamas do Sucesso, Barão Vermelho, Lulu Santos, Plebe Rude e tantos outros). Agora, esse humilde autor, olha para o vazio deixado por esses gigantes da interpretação e sente até raiva de saber que aquele tempo que você gostaria que nunca tivesse terminado hoje não passa de memórias preservadas com muita luta, para não deixar o verdadeiro espírito da arte morrer. E talvez por isso esse texto não deva simplesmente ter um final, pois certas coisas (ou lembranças) nunca devem terminar.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;Nota de rodapé:&lt;/b&gt; Recomendo àqueles que não conheceram o antológico grupo e também para os que, como eu, não pretendem deixar essa geração morrer jamais, a leitura do livro de Heloísa Buarque de Hollanda (cuja imagem disponibilizo acima). Fundamental para a formação de qualquer ser humano!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3353262116851217118-21668773893042859?l=culturaexmachina.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://culturaexmachina.blogspot.com/feeds/21668773893042859/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://culturaexmachina.blogspot.com/2010/08/teatro-asdrubal-trouxe-o-trombone.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3353262116851217118/posts/default/21668773893042859'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3353262116851217118/posts/default/21668773893042859'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://culturaexmachina.blogspot.com/2010/08/teatro-asdrubal-trouxe-o-trombone.html' title='Teatro: Asdrúbal trouxe o trombone'/><author><name>pseudo-autor</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13621781509890848831</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp1.blogger.com/_fI148H_hSM0/SFRU28UE9zI/AAAAAAAAABA/kQ_6iwqE3Vo/S220/Foto+Roberto.BMP'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3353262116851217118.post-3848283733209669454</id><published>2010-08-20T09:07:00.000-07:00</published><updated>2010-08-20T09:07:57.081-07:00</updated><title type='text'>Cinema: "À prova de morte", de Quentin Tarantino.</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_9H4wCyCgPzM/TECVv2Z34LI/AAAAAAAAApo/bI4R-xh_gZ0/s1600/a-prova-da-morte.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="400" src="http://1.bp.blogspot.com/_9H4wCyCgPzM/TECVv2Z34LI/AAAAAAAAApo/bI4R-xh_gZ0/s400/a-prova-da-morte.jpg" width="271" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Um filme-homenagem aos cinemas de segundo escalão que forneciam como único entretenimento produções baratas, arranhadas, com atuações viscerais, ruídos em excessos, falhas na trilha sonora e na coloração da tela. Um diretor cuja mente tresloucada e seu lado pesquisador fanático por temáticas as mais inusitadas é capaz de qualquer coisa. Um projeto autoral (Autoral? Em plena era de crise dos estúdios hollywoodianos onde a expressão risco zero - ou o que quer que isso signifique - vira clichê barato na língua de produtores, diretores e outros chefões das principais companhias?): assim é &lt;i&gt;Grindhouse&lt;/i&gt;, um projeto a quatro mãos realizado pela dupla Quentin Tarantino e Robert Rodriguez, a quem poucos realmente assistirão juntos no mesmo rolo, seja por incompetência da empresa distribuidora, seja por preconceito. Passados dois anos de sua realização, &lt;i&gt;À prova de morte&lt;/i&gt; dá as caras mostra a face cínica de seu realizador, um profissional que nunca escondeu ao longo da carreira o apetite pelo diferente e o chocante.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A grande marca pessoal de Tarantino está lá: a capacidade de transformar seus protagonistas em alter-egos de sua própria - e irracional, que fique bem claro! - psique. E no caso de Stuntman Mike (Kurt Russell), o dublê fracassado que sai às ruas, furioso (mas sem perder o sorriso sedutor e aberto), atrás de suas vítimas inocentes, isso ainda fica mais evidente. Provavelmente é sua criação mais autobiográfica, mostrando abertamente reflexos de suas influências construídas ao longo da carreira, como os debochados e subversivos Enzo Castellari e Russ Meyer, pais de uma - podemos assim chamar - sétima arte provocadora, insultante.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; Como pano de fundo a toda essa agressividade visual, e eis o mais interessante de toda essa viagem tarantiniana, o cineasta constrói uma exuberante enciclopédia das taras do mundo americano, onde todas as obsessões (o fascínio erótico pelas cheerleaders, eternas e rebolativas líderes de torcida, a lap dance, versão minimalista dos shows de striptease que alucinam os becos mais inóspitos das principais cidades americanas, a sensual apresentadora do programa de rádio a quem todos querem saber se o corpo, a silhueta, é tão sensacional quanto a voz que ouvem diariamente. E que não venham os leitores desse blog me dizer que nunca se pegaram pensando sobre a dona de certa voz sensual de alguma rádio carioca! "Como será ela ao vivo e a cores?", numa hora dessas é uma pergunta mais do que óbvia), desejos de consumo (a bolsa da Prada, o carro dos sonhos) e fanatismos fazem parte da ordem do dia para servir de "inspiração" à saga contumaz desse road killer.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;À prova de morte&lt;/i&gt; é amoral, sim, e em nenhum momento nega isso. E Tarantino não alivia o espectador em momento algum quando o assunto é exacerbar a sua (ou do personagem, como preferir interpretar!) carnificina rodoviária. Se há espaço para cinema como esse em tempos de globalização e de investimentos no óbvio? Não faço a menor ideia. O que sei de fato, passadas as quase duas horas de projeção, é que se trata de um filme mais do que necessário para entendermos o ser humano da contemporaneidade. Disso não há a menor dúvida. Se por um lado você pensa "Putz! Esse filme é nojento", por outro fica clara a noção de que o homem realmente passou dos limites em algumas decisões. E não há nada de cafajeste em deixar claro isso para o público.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3353262116851217118-3848283733209669454?l=culturaexmachina.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://culturaexmachina.blogspot.com/feeds/3848283733209669454/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://culturaexmachina.blogspot.com/2010/08/cinema-prova-de-morte-de-quentin.html#comment-form' title='9 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3353262116851217118/posts/default/3848283733209669454'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3353262116851217118/posts/default/3848283733209669454'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://culturaexmachina.blogspot.com/2010/08/cinema-prova-de-morte-de-quentin.html' title='Cinema: &quot;À prova de morte&quot;, de Quentin Tarantino.'/><author><name>pseudo-autor</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13621781509890848831</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp1.blogger.com/_fI148H_hSM0/SFRU28UE9zI/AAAAAAAAABA/kQ_6iwqE3Vo/S220/Foto+Roberto.BMP'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_9H4wCyCgPzM/TECVv2Z34LI/AAAAAAAAApo/bI4R-xh_gZ0/s72-c/a-prova-da-morte.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>9</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3353262116851217118.post-1064777271155869303</id><published>2010-08-17T13:49:00.000-07:00</published><updated>2010-08-17T13:51:01.049-07:00</updated><title type='text'>Animação: "Hanna-Barbera".</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://www.classicjq.com/artifacts/misc/images/HBcc.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="400" src="http://www.classicjq.com/artifacts/misc/images/HBcc.jpg" width="307" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;Entro na faculdade e vejo dois garotos lendo mangás (nunca entendi direito esse universo, essa coisa de ler de trás pra frente. Para mim, sempre soou absurdo essa leitura ao contrário. Eles conversam sobre samurais, gueixas, cowboys bebops e outros personagens dos quais nunca ouvi falar em toda a minha vida. E relembro com saudade dos meus tempos de criança! Ah que saudade de Zé Colméia, Tutubarão, Corrida Maluca, Flintstones, Jetsons, Johnny Quest, Lippi e Hardy (lembram daquela zebra: "ó vida, ó azar!") e tantas outras criações da dupla William Hanna e Joseph Barbera, verdadeiros magos da animação. E principalmente: saudades de um tempo em que tudo era mais simples, sem tanta complicação e exigência.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;Nos meus tempos de moleque o maior barato, em termos de desenhos animados na televisão, era assistir aos programas do Bozo e do Fofão (e com uma vantagem: eles passavam em horários diferentes, então dependendo do horário que você estudasse, dava pra conferir ambos). E era uma festa! As crianças elétricas na frente da TV aguardando as peripécias desses personagens que, salvo as animações da Disney como Pluto, Pato Donald, Pateta e companhia ltda, dominavam as atenções de toda a galera.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;Não eram megaproduções caprichadas como os desenhos que Pixar realiza hoje em dia, cheios de pós-produções caríssimas e efeitos em 3D os mais variados. Pelo contrário: havia algo de simplório - "humilde", poderia até chamar se levássemos em consideração os recursos da época - sem, no entanto, perder a humanidade que captava (melhor: hipnotizava) as plateias. Esse foi o maior legado deixado por Hanna-Barbera para as futuras gerações: humanidade.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;Quando inciou-se aqui no país o culto às animações japonesas, com Cavaleiros do Zodíaco, Dragon Ball Z e outros exemplares que - considerações minhas - mais parecem verdadeiros campos de batalha travestidos de desenho, lembro-me de ter ficado estarrecido e pensado se toda aquela destruição e aquele clima de fim de mundo que pairava sobre essas produções não seria um pouco demais para a cabeça de crianças de pouco mais de oito anos. Tudo parecia, pelo menos à primeira vista, mórbido demais para aquelas pequenas criaturinhas.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt; Hoje, imerso na cultura de que tudo o que é bom dá lucro, é fácil e feito às pressas, vejo que esses criadores da terra do sol nascente estão na frente de todos os adversários. E a minha turma ficou carente de coisas simples, sem tantos arroubos tecnológicos. Nosso único alívio são portais como o you tube e os nossos camaradas pirateiros que, tão galantemente, não nos deixam esmorecer e oferecem essas animações dos áureos tempos com uma facilidade espantosa.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;Que bom que esses nostálgicos - assim como os eternos Hanna-Barbera - ainda existem!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3353262116851217118-1064777271155869303?l=culturaexmachina.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://culturaexmachina.blogspot.com/feeds/1064777271155869303/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://culturaexmachina.blogspot.com/2010/08/animacao-hanna-barbera.html#comment-form' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3353262116851217118/posts/default/1064777271155869303'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3353262116851217118/posts/default/1064777271155869303'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://culturaexmachina.blogspot.com/2010/08/animacao-hanna-barbera.html' title='Animação: &quot;Hanna-Barbera&quot;.'/><author><name>pseudo-autor</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13621781509890848831</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp1.blogger.com/_fI148H_hSM0/SFRU28UE9zI/AAAAAAAAABA/kQ_6iwqE3Vo/S220/Foto+Roberto.BMP'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3353262116851217118.post-7683149327109484802</id><published>2010-08-14T05:15:00.001-07:00</published><updated>2010-08-14T05:49:45.200-07:00</updated><title type='text'>Musas: Marion Cotillard</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://www.salamalandro.redezero.org/wp-content/uploads/2008/03/cotillard.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 338px; height: 500px;" src="http://www.salamalandro.redezero.org/wp-content/uploads/2008/03/cotillard.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Em cinema existem fãs para todos os gostos: cineclubistas fanáticos correndo atrás de produções independentes dos locais mais distantes do mundo onde se produza sétima arte de qualidade (Irã, Malásia, Nigéria, Índia), adoradores de westerns, pessoas como minha prima viciadas em comédias do tipo Monty Python e Mel Brooks, os que gostariam que o mundo fosse uma grande ficção-científica (acho que eu me encaixo bem nessa categoria) e tantos outros. Porém, há uma classe distinta que, independente do gênero que assista, presta atenção num detalhe importantíssimo: as musas. E é exatamente esse o objetivo dessa nova coluna: enaltecê-las. E não poderia começar esse novo espaço por outra atriz que não fosse Marion Cotillard.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Minha primeira experiência com um filme em que atuou não apresentava nenhum atrativo estético, pois toda a sua beleza estava debaixo de uma expressiva maquiagem, usada para compor a silhueta da eterna diva da música francesa em &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Edith Piaf: um hino ao amor&lt;/span&gt;, de Olivier Dahan (filme esse, aliás, que apresentou a atriz para o mundo, além de consagrá-la com o Bafta, o César, o Globo de Ouro e o Oscar de melhor atriz). Bastou uma interpretação e o estrago estava feito! Pois eu sou assim: quando viro fã é de uma vez só, não tem esse papo de dois pesos e duas medidas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Passada a encarnação quase mediúnica da eterna diva francesa, vieram seus trabalhos com Ridley Scott (em par romântico com Russell Crowe em &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Um bom ano&lt;/span&gt;. Dificilmente esquecerei pelo resto da minha vida a cena em que ela aparece de cinta-liga!), Abel Ferrara (no polêmico &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Maria&lt;/span&gt;, em que contracena ao lado de feras como Juliette Binoche e Forrest Whitaker), Michael Mann (divindo tela num amor bandido com Johnny Depp em &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Inimigos Públicos&lt;/span&gt; e todo o glamour oferecido pelos anos 30), Rob Marshall (certamente o grande destaque ao fazer a esposa do protagonista Daniel Day-Lewis em &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Nine&lt;/span&gt;, uma produção cujo único mérito até o presente momento foi ter sido líder de críticas negativas) e, mais recentemente, com Christopher Nolan (como pseudo-esposa, podemos assim chamar, do agente Leonardo Dicaprio em &lt;span style="font-style: italic;"&gt;A Origem&lt;/span&gt;). Entre seus projetos pendentes contam futuras participações nos novos longas de Steven Soderbergh (&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Centurion&lt;/span&gt;) e David Cronenberg (&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Cosmopolis&lt;/span&gt;), entre outras produções.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Filha do dramaturgo Jean-Claude Cotillard e de uma professora de artes dramáticas, Marion divide sua vida entre o cinema e as causas ecológicas (é porta-voz do Greenpeace). Avessa a esse mundo célebre onde o mais importante são as páginas de revistas e as entrevistas de cunho sensacionalista, Já deixou bem claro que o momento mais difícil em cena para ela são as cenas de nudez. O que em nada diminui sua elegância e seu charme. Muito pelo contrário!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Existe algo em Cotillard que me lembra a Capitu (personagem antológica do romance &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Dom Casmurro&lt;/span&gt;, de Machado de Assis) dos meus tempos de ensino fundamental quando leitura era silenciosa, obrigatória e, na maioria das vezes, enfadonha. O diferencial da saga de Bentinho era justamente aquela mulher dissimulada com olhos de ressaca, de "cigana oblíqua", como bem definia o autor. Pois Bem: Marion tem isso em sua essência e é exatamente por isso que fiquei tão encantado com ela. Diferentemente de muitas das atrizes siliconadas e cheias de botox que infestaram a indústria cinematográfica contemporânea nos últimos anos, essa petit française precisa de muito pouco para encantar os marmanjos mais apaixonados. E esse é seu maior e inegável mérito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3353262116851217118-7683149327109484802?l=culturaexmachina.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://culturaexmachina.blogspot.com/feeds/7683149327109484802/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://culturaexmachina.blogspot.com/2010/08/musas-marion-cotillard.html#comment-form' title='11 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3353262116851217118/posts/default/7683149327109484802'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3353262116851217118/posts/default/7683149327109484802'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://culturaexmachina.blogspot.com/2010/08/musas-marion-cotillard.html' title='Musas: Marion Cotillard'/><author><name>pseudo-autor</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13621781509890848831</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp1.blogger.com/_fI148H_hSM0/SFRU28UE9zI/AAAAAAAAABA/kQ_6iwqE3Vo/S220/Foto+Roberto.BMP'/></author><thr:total>11</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3353262116851217118.post-169157153765085581</id><published>2010-08-11T06:57:00.000-07:00</published><updated>2010-08-11T07:23:52.665-07:00</updated><title type='text'>Exposição: "Zeróis: Ziraldo na tela grande".</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://blog.educacional.com.br/bibliotecasylviaorthof/files/2010/07/zerois.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 375px; height: 477px;" src="http://blog.educacional.com.br/bibliotecasylviaorthof/files/2010/07/zerois.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Quadrinhos são uma eterna paixão que administro desde a mais tenra infância. Tanto isso é verdade que uma das primeiras decisões que tomei ao montar esse blog é que uma das temáticas culturais que iriam ser abordadas era a nona arte, por seus artistas extraordinários, seus traços impecáveis e, claro, por minha total incapacidade de produzir algo do mesmo nível estético. Dentre esse universo gráfico majestoso, uma peculiaridade sempre percorreu minha relação com os comics (mais especificamente o gênero super-heróis): nunca admirei com grande prazer os heróis com superpoderes. Para mim, heróis de fato eram personagens como Batman, Demolidor, Justiceiro, Jonah Hex, ou seja, figuras que transformavam um revés da própria vida em força e motivação para combater o crime. E foi exatamente isso que me deixou extasiado ao final da minha visita à exposição &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Zeróis - Ziraldo na tela grande&lt;/span&gt; no Centro Cultural Banco do Brasil: a capacidade de heróis serem humanos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Grande entusiasta do gênero, o cartunista esbanja glamour nesse coleção de 44 telas em acrílico onde mostra uma visão intimista sobre o universo do super-herói mesclado a referências artísticas, pop, históricas, fotográficas. baseadas numa antiga revista que publicou, com sucesso, na década de 80. Passeando inspiradoramente de Andy Wahrol a Delacroix, de Picasso a Roy Lichtenstein (que subverteu os quadrinhos à categoria de arte), de Goya a Grant Wood, o artista mostra sua sátira, sua verve, seu talento incontestável, seus traços inusitados a serviço de uma recriação mais do que necessária para que o público leitor desse universo entenda que esse mundo não é somente bravura, idolatria e força.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nunca me esqueço de minha primeira leitura de uma obra de Ziraldo. O eterno menino maluquinho (certamente o melhor personagem para definir a própria personalidade do autor: um trangressor que nunca deixou de ser criança ao longo de toda a carreira bem sucedida). Foi lúdico, inebriante, inocente, mas sem perder a malícia (mesmo que, à primeira vista, isso pareça totalmente impossível!). Em &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Zeróis&lt;/span&gt; - passados quinze anos depois dessa leitura - tive mais uma prova desse sentimento com alegria. Ciente de estar diante de um talento inegável e, por que não afirmar? inigualável.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para os amantes das histórias em quadrinhos em geral e para aqueles que acreditam que a criança dentro de nós nunca deve morrer, esse é um evento obrigatório.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;   &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3353262116851217118-169157153765085581?l=culturaexmachina.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://culturaexmachina.blogspot.com/feeds/169157153765085581/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://culturaexmachina.blogspot.com/2010/08/exposicao-zerois-ziraldo-na-tela-grande.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3353262116851217118/posts/default/169157153765085581'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3353262116851217118/posts/default/169157153765085581'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://culturaexmachina.blogspot.com/2010/08/exposicao-zerois-ziraldo-na-tela-grande.html' title='Exposição: &quot;Zeróis: Ziraldo na tela grande&quot;.'/><author><name>pseudo-autor</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13621781509890848831</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp1.blogger.com/_fI148H_hSM0/SFRU28UE9zI/AAAAAAAAABA/kQ_6iwqE3Vo/S220/Foto+Roberto.BMP'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3353262116851217118.post-876788672494926220</id><published>2010-08-07T14:36:00.001-07:00</published><updated>2010-08-07T15:02:01.693-07:00</updated><title type='text'>Literatura: "Fora de Órbita", de Woody Allen</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://imagens.travessa.com.br/livro/GR/0f/0f936939-40c2-44dc-bb0e-2a614abd4106.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 324px; height: 520px;" src="http://imagens.travessa.com.br/livro/GR/0f/0f936939-40c2-44dc-bb0e-2a614abd4106.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;"Woody Allen é um intelectual estranho", foi a primeira impressão que tive após assistir pela primeira vez um longametragem de sua autoria (tratava-se de uma velha fita VHS do filme &lt;span style="font-style: italic;"&gt;A Rosa Púrpura do Cairo&lt;/span&gt;, produção com a qual logo me identifiquei por conta do fanatismo da personagem de Mia Farrow com a arte cinematográfica e, principalmente, com as salas de exibição). No entanto, nunca entendi o "estranho" nesse caso como algo ruim. Apenas como diferente. Tempos depois, passeando por sebos no centro da cidade - um de meus passeios de fim-de-semana favoritos -, deparei-me com dois de seus livros de narrativas curtas: &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Sem Plumas&lt;/span&gt; e &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Cuca Fundida&lt;/span&gt;. Arrematei-os rapidamente, pois sabia que outros cinéfilos visitavam aquele espaço, uma pequena loja na Rua da Carioca, e jamais me perdoaria se perdesse aquele achado promocional único. Veio então a adoração definitiva ao cineasta-produtor-escritor-ator.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Fora de Órbita&lt;/span&gt;, seu último livro lançado no país (uma reunião de textos lançados na imprensa norte-americana nos últimos anos), Allen está mais afiado e irônico do que nunca. E minha admiração pelo criador de &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Zelig&lt;/span&gt;, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;A Era do Rádio&lt;/span&gt; e &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Annie Hall &lt;/span&gt;só fez  aumentar mais e mais depois de lê-lo. Ler Woody Allen é estar preparado para ser surpreendido a qualquer momento e pelas situações mais bizarras, constrangedoras e fora do comum (como bem sugere o título, aliás). Ele é capaz de pegar as pessoas e situações mais inverossímeis quando o assunto é retratá-las de maneira bem humorada é transformá-las em verdadeiras ribaltas circenses, cheias de gags e um timing cômico perfeito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não existe preocupação em seus textos (pelo menos à primeira vista) com valores literários irretocáveis e sim com o desfecho das tramas que cria, por mais absurdas que pareçam. Allen praticamente inventou aquilo que os críticos convencionaram chamar de "humor do resmungo", arrancando gargalhadas a partir de narrativas bem simples, quase ingênuas, onde o protagonista sempre é um indivíduo inusitado, ranzinza, reclamão. Seu grande mérito são as tiradas geniais, curtas em suas grandes maiorias (seus livros são praticamente stand-up comedies de papel, precisos, diretos, gloriosos). Basta um pensamento, uma frase solta, um diálogo rápido, desses que nós temos na rua, de passagem, quando cruzamos com alguém na rua que não vemos a décadas, e pronto! Está feito o cenário para Woody esbanjar seu talento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se você detesta a mesmice e procura há tempos por algo novo, diferente, esse é o livro. Se está em busca de um desafio proposto pelo autor, que irá lhe infringir as maiores charadas, exigindo de sua parte envolvimento total, esse também é o livro. Não se trata de humor barato. Muito pelo contrário. É, isso sim, um veículo agradabilíssimo que mostra mais uma vez (como se ele precisasse!) o talento de um dos maiores realizadores de cinema - e por que não dizer? de cultura - dos últimos tempos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3353262116851217118-876788672494926220?l=culturaexmachina.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://culturaexmachina.blogspot.com/feeds/876788672494926220/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://culturaexmachina.blogspot.com/2010/08/literatura-fora-de-orbita-de-woody.html#comment-form' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3353262116851217118/posts/default/876788672494926220'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3353262116851217118/posts/default/876788672494926220'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://culturaexmachina.blogspot.com/2010/08/literatura-fora-de-orbita-de-woody.html' title='Literatura: &quot;Fora de Órbita&quot;, de Woody Allen'/><author><name>pseudo-autor</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13621781509890848831</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp1.blogger.com/_fI148H_hSM0/SFRU28UE9zI/AAAAAAAAABA/kQ_6iwqE3Vo/S220/Foto+Roberto.BMP'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3353262116851217118.post-497178888959382698</id><published>2010-08-04T04:22:00.000-07:00</published><updated>2010-08-04T04:48:49.016-07:00</updated><title type='text'>Quadrinhos: "Vida Louca", de Jaime Martín</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://www.jblog.com.br/media/101/20080516-JBLOG%20VidaLouca%20CAPA.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 360px; height: 518px;" src="http://www.jblog.com.br/media/101/20080516-JBLOG%20VidaLouca%20CAPA.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;"Por que adolescência precisa, para algumas pessoas, ser sinônimo de desajuste?": essa pergunta encontra-se assim, entre aspas, pois foi motivadora de um debate dentro da minha faculdade (no dia em que fui renovar a minha matrícula) que poderia ter sido esclarecido rapidamente, mas acabou durando bem umas duas horas. E desde já adianto que não tenho uma resposta definitiva para essa questão. Até porque sempre achei que minha adolescência foi meia-boca em excesso. ficou faltando algo pelo meio do caminho que eu não sei exatamente explicar o que é. Entretanto, todo aquele blá-blá-blá estudantil - sabem como é estudante universitário quando se engaja numa discussão! - fez eu me lembrar de uma graphic novel inteligentíssima e muito bem cuidada que li no mês passado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Vida Louca&lt;/span&gt;, do quadrinista Jaime Martín, é um soco no estômago mais que necessário se o tema for entender esse tipo de questionamento proposto acima. Tendo como pano de fundo a periferia de uma Espanha recém-democratizada na década de 80, mais especificamente o bairro de L'Hospitalet de Llobregat, em meio a uma crise econômica que faz com que o lugar não deva nada a muitos países deficitários do terceiro mundo, o autor conta a história de Vicen, um jovem que se depara com aquele universo sem muitas esperanças de crescimento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A vida que se apresenta para Vicen não é nada agradável: a mãe envolvida com um homem um tanto suspeito e que logo de cara vira alvo de sua dúvida, a escola dominada por gangues juvenis que impõem a lei do mais forte a qualquer custo (e onde um rapaz sem muitos valores aprende facilmente o significado da palavra banditismo), o rock n' roll underground inundando as rádios como se fosse uma metralhadora ideológica...Em meio a tudo isso, a criminalidade muita vezes soa como o único caminho, a única busca para a sobrevivência. E é essa rota que Vicen escolhe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O grande mérito do autor está na maneira como ele trata a dicotomia deliquência X criminalidade (que, para muitos, pode parecer a mesma coisa, mas isso não necessariamente é verdadeiro). "Sempre há uma barreira, entre tantas outras, que parece mais difícil de ser ultrapassada", parece dizer Martín, "e muitas vezes escolhas difíceis sempre acarretam em tragédias pessoais". O grande problema é quando a volta por cima não se apresenta e temos de simplesmente lidar com o fato de que perderemos algo e não haverá substituto para aquela perda. O que resta, no caso, é seguir em frente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um retrato forte, niilista e, por vezes, melancólico de uma geração que fez por onde ser rotulada de perdida (a bem dizer eles mesmos procuraram por isso). Contudo, uma história que precisa ser contada para que, pelo menos, as futuras gerações caiam em si e não cometam o mesmo erro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3353262116851217118-497178888959382698?l=culturaexmachina.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://culturaexmachina.blogspot.com/feeds/497178888959382698/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://culturaexmachina.blogspot.com/2010/08/quadrinhos-vida-louca-de-jaime-martin.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3353262116851217118/posts/default/497178888959382698'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3353262116851217118/posts/default/497178888959382698'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://culturaexmachina.blogspot.com/2010/08/quadrinhos-vida-louca-de-jaime-martin.html' title='Quadrinhos: &quot;Vida Louca&quot;, de Jaime Martín'/><author><name>pseudo-autor</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13621781509890848831</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp1.blogger.com/_fI148H_hSM0/SFRU28UE9zI/AAAAAAAAABA/kQ_6iwqE3Vo/S220/Foto+Roberto.BMP'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3353262116851217118.post-5222732718077442188</id><published>2010-08-01T04:17:00.000-07:00</published><updated>2010-08-01T04:43:11.262-07:00</updated><title type='text'>Música: "The Miseducation of Lauryn Hill"</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://sleevage.com/wp-content/uploads/2009/03/61xjevhgwl_ss500_.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 411px; height: 411px;" src="http://sleevage.com/wp-content/uploads/2009/03/61xjevhgwl_ss500_.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Eu não sou especialista, muito menos um fã ardoroso do Hip-Hop. E confesso: isso se dá muito mais por imcompreensão a respeito do que seja esse estilo musical - nunca entendi direito o que eles querem dizer com todos aqueles yeah, yeah, yeahs e aquelas piruetas e street dances todas - do que qualquer outra desculpa esfarrapada que eu possa dar aqui nesse texto. Portanto, para muitos amigos meus esse post será uma grata e irônica surpresa. É bem verdade também que eu sou um indivíduo muito chato quando o assunto é música. Não vou chamar de artista gente que berra ou gosta de fazer solos exaltados ou dar falsetes na voz. Comigo, não, Serapião! Mas essa menina da capa acima precisou de muito pouco para chamar a minha atenção.&lt;/span&gt; E, definitivamente, é um dos melhores exemplares do que seja música com o qual me deparei nos últimos anos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Ouvi Lauryn Hill a primeira vez cantando no coral de estudantes do colégio de freiras do filme Mudança de Hábito (sabe aquela comédia em que a Whoppi Goldberg faz uma cantora de cabaré que para fugir de assassinos que querem matá-la após ter testemunhado um crime se esconde dentro de uma igreja e muda o dia-a-dia dos corais da instituição, misturando os cantos góticos com toda a força do soul? Então...). Lauryn Hill estava lá, junto aos outros alunos, pequenina, frágil, alguém que certamente jamais chamaria a atenção. O tipo de pessoa que fica escondida no canto e que, quando faz algo digno de nota, é cometer um crime ou envolver-se num escândalo político, sexual etc. Até que ela exibiu sua voz majestosa. E eu entrei em catarse.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Em The Miseducation of Lauryn Hill, posso dizer com todas as garantias que a cantora apresenta ao público seu guia básico (poderia chamá-lo também de Making of do Hip-Hop). A artista esbanja bossa, sensualidade e, principalmente, imprime uma marca, uma atitude - como bem pede o universo musical que ela escolheu abraçar - ímpar dentro da música norte-americana. É fácil entender como se deu o seu meteórico sucesso. Difícil é aceitar que tenha desaparecido (ou, no mínimo, se ausentado com frequência das paradas) nos últimos anos devido ao fato de ser uma pessoa indomável e imersa em polêmicas. Uma pena!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Entre os sucessos mais variados, recomendo aos interessados que prestem uma apurada atenção nas faixas Everything is everything, Doo Wop, To Zion (em que faz dueto sensacional com o guitarrista Carlos Santana) e uma versão dançante da clássica Can't take my eyes of you. Para ouvidos apurados, Hill é o supra-sumo da melodia e, claro, da intensidade que o Hip-Hop exige. Um colírio para quem está acostumado a ver apenas bad boys e arrogantes entoando seus mantras de revolta e impunidade, como se música fosse apenas um manifesto para lutar contra o sistema.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;br /&gt;   &lt;/span&gt; &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3353262116851217118-5222732718077442188?l=culturaexmachina.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://culturaexmachina.blogspot.com/feeds/5222732718077442188/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://culturaexmachina.blogspot.com/2010/08/musica-miseducation-of-lauryn-hill.html#comment-form' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3353262116851217118/posts/default/5222732718077442188'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3353262116851217118/posts/default/5222732718077442188'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://culturaexmachina.blogspot.com/2010/08/musica-miseducation-of-lauryn-hill.html' title='Música: &quot;The Miseducation of Lauryn Hill&quot;'/><author><name>pseudo-autor</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13621781509890848831</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp1.blogger.com/_fI148H_hSM0/SFRU28UE9zI/AAAAAAAAABA/kQ_6iwqE3Vo/S220/Foto+Roberto.BMP'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3353262116851217118.post-4722921424933015849</id><published>2010-07-28T15:28:00.000-07:00</published><updated>2010-07-28T15:52:50.000-07:00</updated><title type='text'>TV a cabo: "Criminal Minds", de Mark Gordon e Ed Bernero</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://www.watchingcriminalminds.com/wp-content/uploads/2009/06/criminal-minds-season-4-20090616104738982-000.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 343px; height: 482px;" src="http://www.watchingcriminalminds.com/wp-content/uploads/2009/06/criminal-minds-season-4-20090616104738982-000.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Filmes policiais, romances policiais, quadrinhos policiais, séries policiais...Todo o universo policial é um fetiche na vida desse blogueiro. Existe algo no mórbido mundo das investigações criminais que me fascina e não é de hoje. Na verdade tudo começou quando li meu primeiro livro, um pequeno romance infanto-juvenial chamado &lt;span style="font-style: italic;"&gt;O Escaravelho do Diabo&lt;/span&gt;, parte integrante de uma série chamada vaga-lume que constava do acervo da Editora Ática (série essa que eu não faço a menor ideia se ainda existe!). De lá pra cá essas idas e vindas investigativas tomaram conta das minhas leituras e eu não parei mais. Imagine então quando iniciou a minha febre por seriados desse gênero! Meu lado Sherlock Holmes veio à tona com a maior facilidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um dos meus favoritos atualmente é &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Criminal Minds &lt;/span&gt;(do canal AXN), que trata de agentes especiais que estudam o comportamento dos suspeitos seja na cena do crime, seja no trabalho, em casa etc (a chamada Unidade de Análise comportamental do FBI). Juntos eles traçam perfis psicológicos visando antecipar os próximos passos de um criminoso antes que eles ataquem novamente. Ou seja, toda a vilania que esse humilde escritor tanto adora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O elenco mudou ao longo do tempo e vou logo consfessando que achava o Mandy Patinkin (antigo líder da equipe) cem vezes mais sagaz do que atual Joe Mantegna. Não se trata de condenar o atual agente/ator, que é um bom artista, mas apenas uma questão de gosto. Principalmente pelo fato do antecessor ter uma bagagem teatral vasta e ditar um ritmo mais preciso à trama (o que, nesses casos, atrai logo a minha atenção).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que me perturba (e logicamente me fascina com a mesma intensidade, pois é disso no final das contas que se tratam a maioria das séries criminais) é a maneira com que tudo é premeditado e articulado. Não há tempo para emoções grandiosas nem crises de consciência longas. É um universo que trafega no limite do irracional. Trata-se de um duelo de forças mental, como uma espécie de jogo de pôquer criminológico, onde os mais perspicazes, aqueles capazes de blefar (como bem diz a "código de ética" dos jogadores) com mais rapidez e facilidade, ganham a parada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não é um entretetenimento para todos os gostos. Vários colegas meus reclamam volta e meia da falta de escrúpulos, da amoralidade, da facilidade com que se subvertem regras, onde tudo é válido no sentido de capturar os criminosos. No entanto, há que se levar em consideração que é exatamente isso que faz do jogo um espetáculo mais atraente. Não fosse isso, provavelmente acharíamos tudo monótono e abandonaríamos o canal antes do término do primeiro bloco. E os verdadeiros fãs desse mundo caótico não querem isso, não é mesmo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3353262116851217118-4722921424933015849?l=culturaexmachina.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://culturaexmachina.blogspot.com/feeds/4722921424933015849/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://culturaexmachina.blogspot.com/2010/07/tv-cabo-criminal-minds-de-mark-gordon-e.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3353262116851217118/posts/default/4722921424933015849'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3353262116851217118/posts/default/4722921424933015849'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://culturaexmachina.blogspot.com/2010/07/tv-cabo-criminal-minds-de-mark-gordon-e.html' title='TV a cabo: &quot;Criminal Minds&quot;, de Mark Gordon e Ed Bernero'/><author><name>pseudo-autor</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13621781509890848831</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp1.blogger.com/_fI148H_hSM0/SFRU28UE9zI/AAAAAAAAABA/kQ_6iwqE3Vo/S220/Foto+Roberto.BMP'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3353262116851217118.post-8599608065385767805</id><published>2010-07-24T14:45:00.000-07:00</published><updated>2010-07-24T15:08:25.567-07:00</updated><title type='text'>Cinema: "The Runaways", de Floria Sigismondi</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_MC9XvQiuf24/S5P_MMQgtoI/AAAAAAAAHgA/Vo2w1qxye_s/s640/the_runaways.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 351px; height: 524px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_MC9XvQiuf24/S5P_MMQgtoI/AAAAAAAAHgA/Vo2w1qxye_s/s640/the_runaways.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Anos 70: a guerra do vietnâ ainda deixara cicatrizes amargas no povo americano (todos afetados direta ou indiretamente pelo clima de "the dream is over", do músico e líder dos Beatles John Lennon), a crise do petróleo afundava o país em dívidas e era difícil cumprir com os compromissos que a grande nação mundial tinha para com outros países, no rádio e nas pistas de dança vivia-se a era da discoteca, principalmente entre as subculturas gays, os latinos e negros, todos encantados com aquele ritmo dançante de artistas como Earth, wind and fire, The Commodores e KC and the sunshine band.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em meio a tudo isso a jovem Joan Jett tinha um sonho: formar uma banda só de garotas que revolucionaria para sempre a história do rock n' roll mundial (mesmo à revelia de um consenso machista que cismava em apontar o dedo acusador em sua cara, dizendo que "meninas não tocam esse tipo de música". E quando seu caminho cruza, numa pequena danceteria, com o do produtor Kim Fowley, ela pressente que sua vida estava começando a mudar. O ambicioso, tresloucado e visonário business man do mundo da música a reúne com Cherie Currie, Sandy West e Lita Ford. Nascia então o grupo The Runaways.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em &lt;span style="font-style: italic;"&gt;The Runaways&lt;/span&gt;, fantástico longametragem dirigido por Floria Sigismondi, vemos a ascensão e queda de um conjunto que poderia ter sido uma das maiores suspresas do showbiz musical, não fosse a falta de maturidade de suas integrantes, o excesso de ego de seu descobridor e, claro, todas aqueles reveses que fazem parte do imaginário de um rock n' roll world (leia-se: drogas, inveja, vaidade, álcool e much much more).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que precisa ficar claro para os espectadores que queiram enveredar pelo mundo proposto pela cineasta é que não se trata de uma história da "banda mais bem sucedida de todos os tempos" e sim de um grupo que, apesar de não ter durado décadas, entrou para a memória dos fãs como símbolo de rebeldia e, principalmente, de coragem. Uma história que segue à risca muito da filosofia "Do it yourself" proposta pelo Punk. Em suma: o relato de quem foi atrás do seu sucesso a qualquer custo. Mesmo quando ninguém mais (além delas próprias) acreditava que aquela jornada poderia dar certo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;   &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3353262116851217118-8599608065385767805?l=culturaexmachina.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://culturaexmachina.blogspot.com/feeds/8599608065385767805/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://culturaexmachina.blogspot.com/2010/07/cinema-runaways-de-floria-sigismondi.html#comment-form' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3353262116851217118/posts/default/8599608065385767805'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3353262116851217118/posts/default/8599608065385767805'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://culturaexmachina.blogspot.com/2010/07/cinema-runaways-de-floria-sigismondi.html' title='Cinema: &quot;The Runaways&quot;, de Floria Sigismondi'/><author><name>pseudo-autor</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13621781509890848831</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp1.blogger.com/_fI148H_hSM0/SFRU28UE9zI/AAAAAAAAABA/kQ_6iwqE3Vo/S220/Foto+Roberto.BMP'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_MC9XvQiuf24/S5P_MMQgtoI/AAAAAAAAHgA/Vo2w1qxye_s/s72-c/the_runaways.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3353262116851217118.post-5840564096354256013</id><published>2010-07-20T13:34:00.000-07:00</published><updated>2010-07-20T13:58:21.495-07:00</updated><title type='text'>Memória: "TV Pirata", de Guel Arraes e Cláudio Paiva</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_XPMI7RwQLLg/SGP_9jfu7ZI/AAAAAAAALAI/nQIJdG6hT6M/s400/TV_Pirata.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 351px; height: 423px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_XPMI7RwQLLg/SGP_9jfu7ZI/AAAAAAAALAI/nQIJdG6hT6M/s400/TV_Pirata.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Em tempos de humor-canastrice e ofensivo a figuras públicas e notórias (como se difamar alguém fosse algo realmente engraçado!), uma ida a videolocadora mais perto de casa pode render grandes frutos e apresentar opções inesperadas. Só para que vocês tenham uma ideia rápida - e que nada tem a ver com o assunto desse post -, é bastante comum eu retornar desses lugares com um western clássico daqueles que meu pai chamava de obra-prima e eu sempre queria saber o porquê ou com alguma sci-fi antiga que eu certamente já tinha assistido umas dez vezes para conferi-la em sua excelência de novo, mesmo que fosse apenas para conferir os efeitos especiais da época.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dessa vez indo em busca de uma comédia barata, sem pretensões outras que simplesmente divertir, visualizei na multidão de prateleiras esse achado histórico da televisão brasileira: o DVD duplo da saudosa &lt;span style="font-style: italic;"&gt;TV Pirata&lt;/span&gt; que fez a minha alegria na década de 80 com um humor original e sem soar piegas ou mesmo apelativo. Ah que saudade eu senti da Amélia, do RockBR 80, do circo voador, do Asdrúbal trouxe o trombone e de tantas outras coisas boas da minha juventude somente revendo essas lendas da comédia. Porque memória é uma loucura: uma coisa puxa a outra...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Zeca Bordoada (apresentador sarcástico e brutal da TV Macho), Tonhão (caracterização irretocável da belíssima Claudia Raia), o lendário Barbosa feito por Ney Latorraca, um dos maiores personagens da história da televisão nacional, a novela &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Fogo no Rabo&lt;/span&gt;, o Tela Morna com as sátiras das produções hollywoodianas, a verdadeira história de Michael Jackson com Denise Fraga vivendo de forma exemplar o rei do pop amerciano e tantos outros quadros que, volta e meia, eu pinçava individualmente no You Tube (a bíblia do caos do século XX) aqui reunidos num compêndio único do piadístico nacional.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Onde foi parar esse humor? Por que será que hoje tenho a sensação de que ser engraçado e vulgar são sinônimos? Onde foi parar aquela sensação gostosa de uma boa gargalhada curtida em alta voz após uma piada brilhantemente executada? Tenho um colega que costuma me dizer em nossos bate-papos pretensamente intelectuais que "somente os poetas são realmente tristes nessa terra de meu Deus em que vivemos". Hoje posso dizer com segurança que não  são somente os poetas. Se depender do riso na atual TV, muita gente fica triste na contemporaneidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Volta, TV Pirata, por favor! volta... Você não sabe a falta que está fazendo nas nossas vidas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3353262116851217118-5840564096354256013?l=culturaexmachina.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://culturaexmachina.blogspot.com/feeds/5840564096354256013/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://culturaexmachina.blogspot.com/2010/07/memoria-tv-pirata-de-guel-arraes-e.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3353262116851217118/posts/default/5840564096354256013'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3353262116851217118/posts/default/5840564096354256013'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://culturaexmachina.blogspot.com/2010/07/memoria-tv-pirata-de-guel-arraes-e.html' title='Memória: &quot;TV Pirata&quot;, de Guel Arraes e Cláudio Paiva'/><author><name>pseudo-autor</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13621781509890848831</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp1.blogger.com/_fI148H_hSM0/SFRU28UE9zI/AAAAAAAAABA/kQ_6iwqE3Vo/S220/Foto+Roberto.BMP'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_XPMI7RwQLLg/SGP_9jfu7ZI/AAAAAAAALAI/nQIJdG6hT6M/s72-c/TV_Pirata.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3353262116851217118.post-2090658354163875060</id><published>2010-07-16T05:45:00.001-07:00</published><updated>2010-07-16T06:05:03.958-07:00</updated><title type='text'>Poesia: "O amor é um cão dos diabos", de Charles Bukowski</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_QfVtJvDcUfo/SyT_apCC6WI/AAAAAAAAAPA/j8u1XLdy4AY/s320/O_AMOR_E_UM_CAO_DOS_DIABOS_1231293491P.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 298px; height: 350px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_QfVtJvDcUfo/SyT_apCC6WI/AAAAAAAAAPA/j8u1XLdy4AY/s320/O_AMOR_E_UM_CAO_DOS_DIABOS_1231293491P.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Nas últimas semanas eu tenho pensado muito em poesia. Talvez pelo fato de ao longo da minha adolescência eu ter relegado a construção poética a segundo plano (sempre me considerei um homem de narrativas e peças teatrais, onde o diálogo move a maior parte das intenções dos personagens). Provavelmente por conta disso, hoje tente compensar essa lacuna em minha formação buscando autores diferenciados, que fujam da mesmice caótica em que estamos atolados até o pescoço nessa última década.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O primeiro com quem tive um contato mais íntimo dessa maneira foi Charles Bukowski, "o velho louco e safado" da poesia beat. Existe algo em Bukowski que me assusta. E essa é exatamente a melhor parte do seu trabalho: assustar, provocar, mesmo que seja com fatos corriqueiros, simples, da prostituta que faz ponto na esquina da sua rua e que desperta todo o seu tesão até o homem de família que descobre que sua mulher está dormindo com o seu melhor amigo. Nas mãos do poeta essas rotinas ganham força e aumentam de tensão num nível quase insuportável, nos transformando em confidentes de suas obsessões e loucuras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em &lt;span style="font-style: italic;"&gt;O amor é um cão dos diabos&lt;/span&gt;, coletânea que reúne poemas escritos pelo autor entre 1974 e 1977, ele se supera apresentando experiências autobiográficas desgastantes, melancólicas, porém profundas (como é bem o seu estilo de escrita). Para bukowski o amor deve ser regado à base de muita bebida e drogas e não pode obedecer nenhuma regra, pois senão ele torna-se impuro, detestável, não condizente com a imagem que as pessoas amorosas passam à primeira vista (veja bem: trata-se de uma visão de mundo pessoal do autor, não refletindo uma opinião geral da sociedade ou deste humilde blogueiro).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A obra é perfeita para quem busca redenções ou, no mínimo, respostas para tentar entender as frustrações de seus prórpios relacionamentos. Eu poderia aqui dizer, sem com isso passar por exagero, que &lt;span style="font-style: italic;"&gt;O amor é um cão dos diabos&lt;/span&gt; passaria como perfeito oposto ao amor idealizado de Romeu e Julieta, lendários personagens do dramaturgo William Shakespeare. Aqui amar envolve comprometimento total, até morte se necessário, enquanto lá esse amor muitas vezes pode ser uma pequena fagulha que se extingue ou meramente amor próprio, sem nenhum vínculo com o próximo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Recomendável para mentes insanas e inquietas, que acreditam que tudo pode sofrer uma transformação a qualquer momento.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3353262116851217118-2090658354163875060?l=culturaexmachina.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://culturaexmachina.blogspot.com/feeds/2090658354163875060/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://culturaexmachina.blogspot.com/2010/07/poesia-o-amor-e-um-cao-dos-diabos-de.html#comment-form' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3353262116851217118/posts/default/2090658354163875060'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3353262116851217118/posts/default/2090658354163875060'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://culturaexmachina.blogspot.com/2010/07/poesia-o-amor-e-um-cao-dos-diabos-de.html' title='Poesia: &quot;O amor é um cão dos diabos&quot;, de Charles Bukowski'/><author><name>pseudo-autor</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13621781509890848831</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp1.blogger.com/_fI148H_hSM0/SFRU28UE9zI/AAAAAAAAABA/kQ_6iwqE3Vo/S220/Foto+Roberto.BMP'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_QfVtJvDcUfo/SyT_apCC6WI/AAAAAAAAAPA/j8u1XLdy4AY/s72-c/O_AMOR_E_UM_CAO_DOS_DIABOS_1231293491P.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3353262116851217118.post-3805577256204237821</id><published>2010-07-12T12:46:00.000-07:00</published><updated>2010-07-12T13:01:51.984-07:00</updated><title type='text'>Quadrinhos: "Cash - uma biografia", de Reinhard Kleist</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://www.rollingstone.com.br/imagens/12392/20091006160626_12392_large_cash-uma-biografia.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 335px; height: 473px;" src="http://www.rollingstone.com.br/imagens/12392/20091006160626_12392_large_cash-uma-biografia.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Johnny Cash foi uma figura lendária do mercado fonográfico norte-americano por n motivos: sua música denunciatória, seu estilo de vida excessivamente livre (chegando a ser visto em muitos círculos como uma figura amoral), sua personalidade forte e até mesmo pela relação praticamente auto-destruidora que manteve com as drogas durante parte de sua vida. Ele é um divisor de águas de um mundo onde não importa o que você faça, o importante é estar no topo, custe o que custear.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Imagine, então, uma história dessas contada pelo mundo mágico dos quadrinhos, com todo o reacionarismo e a trangressão que o gênero tornou célebre. É exatamente isso que Reinhard Kleist nos apresenta em &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Cash: uma biografia&lt;/span&gt;, que conta de maneira bem suscinta, mas sem perder a elegância, muito menos o fio da narrativa, a história desse ícone ímpar da música.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A passagem pela prisão, o romance tempestuoso com a também cantora June Carter, sua quase-morte vítima do uso abusivo de entorpecentes, até mesmo o seu "possível" (há até hoje quem ateste que a história é verídica!) encontro com o diabo, tudo está lá impresso nas páginas em preto-e-branco do quadrinista. Como bem diria meu avô, fã eterno do cantor: "O homem da roupa preta se não existisse, teria de ser inventado. Como pensar a história da música sem uma figura dessas?".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;e cabe aqui, complementando o tema proposto pela revista, indicar também o belíssimo filme &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Johnny e June&lt;/span&gt;, de James Mangold (que traz Joaquin Phoenix e Reese Whiterspoon nos papeis da dupla Cash e Carter). Juntos, HQ e filme formam um panorama muito bem cuidado de uma das figuras mais polêmicas e, entretanto, mais talentosas da história do showbiz. Contado sem meias verdades e de maneira pungente, sem tentar desmistificar os fatos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma história para quem tem estômago forte e curte adrenalina a 200 wolts.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3353262116851217118-3805577256204237821?l=culturaexmachina.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://culturaexmachina.blogspot.com/feeds/3805577256204237821/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://culturaexmachina.blogspot.com/2010/07/quadrinhos-cash-uma-biografia-de.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3353262116851217118/posts/default/3805577256204237821'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3353262116851217118/posts/default/3805577256204237821'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://culturaexmachina.blogspot.com/2010/07/quadrinhos-cash-uma-biografia-de.html' title='Quadrinhos: &quot;Cash - uma biografia&quot;, de Reinhard Kleist'/><author><name>pseudo-autor</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13621781509890848831</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp1.blogger.com/_fI148H_hSM0/SFRU28UE9zI/AAAAAAAAABA/kQ_6iwqE3Vo/S220/Foto+Roberto.BMP'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3353262116851217118.post-4619068194537345619</id><published>2010-07-08T09:46:00.001-07:00</published><updated>2010-07-08T10:01:50.204-07:00</updated><title type='text'>Música: "Dylan", de Bob Dylan</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://ecx.images-amazon.com/images/I/41%2B4jSOoSsL._SS400_.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 381px; height: 338px;" src="http://ecx.images-amazon.com/images/I/41%2B4jSOoSsL._SS400_.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Salve o poeta do folk!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não é de hoje a minha admiração por Bob Dylan. E também não é de hoje que a música pop norte-americana está precisando de alguém que o substitua (leia-se: alguém para ocupar sua cadeira quando ele finalmente subir aos céus). Mantenho uma relação de afinidade por esse senhor fantástico por conta de minhas sucessivas incursões ao mundo literário beatnik. Sempre entendi a música de Mr. Bob - e cabe aqui deixar claro que essa é uma opinião meramente individual, sem qualquer apoio de mídia ou da opinião pública - como uma espécie de trilha sonora do movimento beat. E eis que passados 40 anos de carreira vejo entre as prateleiras da Saraiva esse achado único.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Dylan&lt;/span&gt;, coletânea dos greatest hits do músico ao longo de quatro décadas de sucesso e, claro, muita polêmica, vê-se o melhor de uma mente que permaneceu inquieta ao longo de toda a carreira sem com isso deixar lado sua poesia ácida e seus discursos políticos muito bem agregados às canções. O repertório, escolhido pelos próprios fãs do artista, em visita a seu site pessoal, é uma grande viagem a um tempo em que a música era mais melodia e menos ruído. Um presente agradabilíssimo aos admiradores do verdadeiro talento quando o assunto é compor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dentre os inúmeros standards que compõem a compilação, destaco as eternas &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Like a rolling stone&lt;/span&gt;, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Blowin' in the wind&lt;/span&gt;, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Mr. tambourine man&lt;/span&gt;, além das cultuadas &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Knockin' on heavens' door&lt;/span&gt; e &lt;span style="font-style: italic;"&gt;All along the watchtower&lt;/span&gt; (sucessos também em outras vozes exuberantes, como Guns n' roses, Sheryl Crow, Eric Clapton e o lendário guitarrista Jimi Hendrix).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Portanto, fanáticos, correi até a loja mais próxima! Não deixemos que essa preciosidade se perca entre toneladas de CDs de autoria duvidosa. não é todo dia que se encontra um ícone que uniu gerações dando sopa nas prateleiras desse jeito!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3353262116851217118-4619068194537345619?l=culturaexmachina.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://culturaexmachina.blogspot.com/feeds/4619068194537345619/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://culturaexmachina.blogspot.com/2010/07/musica-dylan-de-bob-dylan.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3353262116851217118/posts/default/4619068194537345619'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3353262116851217118/posts/default/4619068194537345619'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://culturaexmachina.blogspot.com/2010/07/musica-dylan-de-bob-dylan.html' title='Música: &quot;Dylan&quot;, de Bob Dylan'/><author><name>pseudo-autor</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13621781509890848831</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp1.blogger.com/_fI148H_hSM0/SFRU28UE9zI/AAAAAAAAABA/kQ_6iwqE3Vo/S220/Foto+Roberto.BMP'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3353262116851217118.post-1268119945160457744</id><published>2010-07-05T07:47:00.000-07:00</published><updated>2010-07-05T08:03:33.649-07:00</updated><title type='text'>Animação: "Wood &amp; Stock - sexo, orégano e rock n' roll", de Otto Guerra</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://fastup.files.wordpress.com/2009/03/4zkxjz7.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 347px; height: 500px;" src="http://fastup.files.wordpress.com/2009/03/4zkxjz7.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;30 anos se passaram e a dupla Wood e Stock continua vivendo sob à égide do rock n' roll puro e on the rocks. Eles simplesmente não admitem o fato de que os bons tempos passaram já faz décadas e agora precisam encarar a vida de frente (com suas chatas responsabilidades). Entretanto, motivados por um desejo irascível de trazer à baila aquela sensação de liberdade há muito represada, decidem participar de um concurso de bandas, desta vez com novos integrantes, pois nem todo mundo da época sobreviveu aos hard rock times. O resultado disso? Desastre total, é claro!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Divertido, exaltador, subversivo... Assim é &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Wood &amp;amp; Stock: sexo, orégano e rock n' roll&lt;/span&gt;, animação de Otto Guerra, baseada nos personagens mais que engraçados do cartunista Angeli. Trazendo Rita Lee no papel da eterna ninfomaníaca tresloucada Rê Bordosa e um Tom Zé muito debochado como a voz do Raul Seixas que assombra a consciência de Wood, o filme alerta sobre a passagem do tempo e suas terríveis (e, de vez em quando, alucinadas) consequências na vida do ser humano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O diretor aproveita-se de elementos consagrados e imagens estéticas mais que difundidas, indo do pop contemporâneo às construções clássicas (os integrantes da banda refazendo a nostálgica cena de Abbey Road, a recriação da Vênus de Milo, em pleno show stock repetindo a guitarra em chamas de Jimi Hendrix do lendário show em Monterey, entre outras) aliados a um trilha sonora instigante, e nos presenteia com uma das melhores produções animadas da história do cinema nacional.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para quem já acompanhou as tirinhas e os livros do cartunista Angeli sabe o quão divertido o cineasta conseguiu se mostrar nessa produção que prima pelo inusitado por mais de uma hora e meia de alucinações e de pura devoção a um tempo que nunca deveria ter acabado (até que ele acaba e nos deixa de calças curtas sem saber o que fazer do restante de nossas vidas).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3353262116851217118-1268119945160457744?l=culturaexmachina.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://culturaexmachina.blogspot.com/feeds/1268119945160457744/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://culturaexmachina.blogspot.com/2010/07/animacao-wood-stock-sexo-oregano-e-rock.html#comment-form' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3353262116851217118/posts/default/1268119945160457744'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3353262116851217118/posts/default/1268119945160457744'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://culturaexmachina.blogspot.com/2010/07/animacao-wood-stock-sexo-oregano-e-rock.html' title='Animação: &quot;Wood &amp; Stock - sexo, orégano e rock n&apos; roll&quot;, de Otto Guerra'/><author><name>pseudo-autor</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13621781509890848831</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp1.blogger.com/_fI148H_hSM0/SFRU28UE9zI/AAAAAAAAABA/kQ_6iwqE3Vo/S220/Foto+Roberto.BMP'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3353262116851217118.post-8847834249162206311</id><published>2010-07-02T11:20:00.001-07:00</published><updated>2010-07-02T11:42:02.104-07:00</updated><title type='text'>Cinema cult: "Eu, Christiane F., 13 anos, drogada, prostituída...", de Ulrich Edel</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://i28.tinypic.com/2gwvmae.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 348px; height: 474px;" src="http://i28.tinypic.com/2gwvmae.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Semprei que leio Sigmund Freud - e anteontem estava em casa de bobeira e acabei me deparando com dois textos antigos de sua autoria abandonados em minha mesa -, fico pensando em seu artigo "O mal-estar da civilização" e nas correlações que ele mantém (pelo menos na minha interpretação) com o mundo sórdido das drogas. Incrível como a cada década que passa, esse inimigo torna-se mais e mais devastador na vida das pessoas, transformando-nos numa sociedade de inválidos amorais e corporais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E por que pensei eu neste tema tão nebuloso? por causa de um filme eterno na minha mente cinéfila que sempre cisma com produções específicas e atores inesquecíveis. o nome desse filme? &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Eu, Christiane F., 13 anos, drogada, prostituída...&lt;/span&gt; Umas das maiores obras-primas do gênero e pioneiro em formar, principalmente em Hollywood, uma geração de diretores que primou por mostrar na tela a acidez e o torpor causado pelos entorpecentes, destruindo famílias e, acima de tudo, levando prematuramente grandes talentos da música, da arte, do audiovisual (vide o que as drogas fizeram com gênios como Jimi Hendrix, Janis Joplin, Jim Morrison, e tantos outros).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A história da jovem Christiane tinha tudo para ser datada (afinal de contas, vivemos em outra era, a da tecnologia, a do acesso à informação a um clique do mouse) e, no entanto, os dilemas e as más escolhas continuam as mesmas. Um retrato nu e cru de uma geração que se deixou abater - e continua cometendo os mesmos erros - ao acreditar em supostas "escolhas fáceis", um prazer efêmero, uma satisfação automática, instantânea. Contudo, por que sempre parece que o caminho dito mais fácil sempre é, no final das contas, mais pedregoso?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Responsável por avalancar um número incipiente de produções cinematográficas, das quais destaco aqui (aquelas que me vêm à mente) &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Rush&lt;/span&gt;, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;China White&lt;/span&gt;, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Diário de um adolescente&lt;/span&gt; e os cultuado &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Kids&lt;/span&gt;, de Larry Clark e &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Trainspotting&lt;/span&gt;, do vencedor do Oscar Danny Boyle, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Christiane F.&lt;/span&gt; é um divisor de águas para um período transgressor da história do cinema mundial que, apesar de não ter durado tanto quanto eu gostaria que durasse, deixou marcas profundas em minha formação. E eu sou extremamente grato por isso (leia-se: não me deixar enredar por esse vício maldito).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3353262116851217118-8847834249162206311?l=culturaexmachina.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://culturaexmachina.blogspot.com/feeds/8847834249162206311/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://culturaexmachina.blogspot.com/2010/07/cinema-cult-eu-christiane-f-13-anos.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3353262116851217118/posts/default/8847834249162206311'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3353262116851217118/posts/default/8847834249162206311'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://culturaexmachina.blogspot.com/2010/07/cinema-cult-eu-christiane-f-13-anos.html' title='Cinema cult: &quot;Eu, Christiane F., 13 anos, drogada, prostituída...&quot;, de Ulrich Edel'/><author><name>pseudo-autor</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13621781509890848831</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp1.blogger.com/_fI148H_hSM0/SFRU28UE9zI/AAAAAAAAABA/kQ_6iwqE3Vo/S220/Foto+Roberto.BMP'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://i28.tinypic.com/2gwvmae_th.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3353262116851217118.post-1641400231458185708</id><published>2010-06-29T05:25:00.001-07:00</published><updated>2010-06-29T05:39:06.303-07:00</updated><title type='text'>Literatura: "O homem que matou Getúlio Vargas", de Jô Soares</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_-KlT0BQpSAI/SwntYtgQlFI/AAAAAAAABBY/z_eH_9FKqO8/s1600/getulio+vargas.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 305px; height: 475px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_-KlT0BQpSAI/SwntYtgQlFI/AAAAAAAABBY/z_eH_9FKqO8/s1600/getulio+vargas.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Gosto de escrever desde adolescente, mas sempre tive dificuldade de trabalhar com sátiras. Invejo os autores que conseguem fazer personagens históricos, pessoas públicas, famosas, celebridades, transitarem por entre mundos fictícios, entre realidades imaginadas, com isenção, sem macular a figura retratada ou mesmo torná-la uma mera caricatura ou arremedo de ser humano. Para mim, esses sim são os verdadeiros ficcionistas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pensando sob essa ótica, foi prazeroríssimo (e mais do que isso: inesquecível) ler - na verdade reler, pois essa foi minha segunda experiência com o romance em questão - o antológico &lt;span style="font-style: italic;"&gt;O homem que matou Getúlio Vargas&lt;/span&gt;, escrito pelo comediante Jô soares, que já havia me encantado anteriormente com o seu hilário &lt;span style="font-style: italic;"&gt;O Xangô de Baker Street&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dimitri Borja Korozec, o assassino de 12 dedos, é genial e hilário na mesma medida. Passeando pela história mundial e interferindo em fatos do passado que mudaram a sociedade como um todo, ele persegue sua missão (a de matar o presidente brasileiro), entre desastres e infelicidades mil, com unhas e dentes, nos apresentando a um dos mais inusitados vilões da história da literatura brasileira. Fico bobo que nenhum diretor tenha ainda corrido atrás dos direitos autorais para transpô-lo para a tela do cinema. Certamente daria um belo exemplar cinematográfico!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;O homem que matou Getúlio Vargas&lt;/span&gt; é único, ímpar, em suas múltiplas diferenças. Trabalha com um conceito de narrativa que não se vê com frequencia nas letras nacionais, é engraçado sem soar escrachado (o que, na minha modesta opinião, é sempre ponto a favor) e, acima de tudo, joga com as aflições do leitor que deseja mais do atrapalhado assassino a cada página. Imperdível para os fãs do gênero policial.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3353262116851217118-1641400231458185708?l=culturaexmachina.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://culturaexmachina.blogspot.com/feeds/1641400231458185708/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://culturaexmachina.blogspot.com/2010/06/literatura-o-homem-que-matou-getulio.html#comment-form' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3353262116851217118/posts/default/1641400231458185708'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3353262116851217118/posts/default/1641400231458185708'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://culturaexmachina.blogspot.com/2010/06/literatura-o-homem-que-matou-getulio.html' title='Literatura: &quot;O homem que matou Getúlio Vargas&quot;, de Jô Soares'/><author><name>pseudo-autor</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13621781509890848831</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp1.blogger.com/_fI148H_hSM0/SFRU28UE9zI/AAAAAAAAABA/kQ_6iwqE3Vo/S220/Foto+Roberto.BMP'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_-KlT0BQpSAI/SwntYtgQlFI/AAAAAAAABBY/z_eH_9FKqO8/s72-c/getulio+vargas.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3353262116851217118.post-3280778397795919869</id><published>2010-06-24T08:26:00.000-07:00</published><updated>2010-06-24T08:41:37.226-07:00</updated><title type='text'>Quadrinhos: "Nova York - a vida na grande cidade", de Will Eisner</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://hqmaniacs.uol.com.br/img/materia/avidanagrandecidade_img01_18062009.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 327px; height: 419px;" src="http://hqmaniacs.uol.com.br/img/materia/avidanagrandecidade_img01_18062009.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Falar que Will Eisner é um dos maiores gênios da nona arte (senão o maior) é chover no molhado. E dizer que eu sou fã desse senhor desde que me entendo por gente que lê quadrinhos de forma alucinada também. Eisner reinventou o conceito de histórias em quadrinhos, fazendo com elas atingissem o patamar de obra de arte. com suas histórias muito bem tramadas e personagens amorais, indecisos, contraditórios, fez - e ainda faz! - a loucura de milhões de fãs que até hoje choram por sua morte (uma perda, definitivamente, irreparável para a história dos comic books).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Nova York - a vida na grande cidade&lt;/span&gt; (reunião de quatro histórias do mago da pena e criador do eterno Spirit), os leitores do trabalho desse criador magistral irão se refestelar com suas articulações narrativas precisas e seu traço firme e único.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seja pelo comportamento ambíguo dos moradores dessa cidade, seja pelas construções (edifícios, galpões, depósitos etc) soturnos, ou mesmo pelo clima aterrador com o qual ele descreve as ruas poeirentas, sujas, manchadas por uma violência atroz e, muito vezes, inverossímil (os menores gestos são suficientes para causar o maior estrago à vida de seus personagens), o autor consegue fazer de seu leitor um confidente de suas obsessões.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Nova York&lt;/span&gt; é pura adrenalina, contada de uma maneira simples e calculista (algo que, se levarmos em consideração, tem sido algo raro de se ver nas atuais HQs que inundam o mercado diariamente). Perfeita para aqueles que desejam um contato mais próximo com a profundidade da alma humana e suas inconstâncias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3353262116851217118-3280778397795919869?l=culturaexmachina.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://culturaexmachina.blogspot.com/feeds/3280778397795919869/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://culturaexmachina.blogspot.com/2010/06/quadrinhos-nova-york-vida-na-grande.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3353262116851217118/posts/default/3280778397795919869'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3353262116851217118/posts/default/3280778397795919869'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://culturaexmachina.blogspot.com/2010/06/quadrinhos-nova-york-vida-na-grande.html' title='Quadrinhos: &quot;Nova York - a vida na grande cidade&quot;, de Will Eisner'/><author><name>pseudo-autor</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13621781509890848831</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp1.blogger.com/_fI148H_hSM0/SFRU28UE9zI/AAAAAAAAABA/kQ_6iwqE3Vo/S220/Foto+Roberto.BMP'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3353262116851217118.post-8246685005302943570</id><published>2010-06-19T04:48:00.000-07:00</published><updated>2010-06-20T14:04:29.007-07:00</updated><title type='text'>Teatro: "Avenida Q", de Charles Moeller e Claudio Botelho</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://dynamite.terra.com.br/blog/cinemaassim/assets/content/Image/AvQ10.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 378px; height: 309px;" src="http://dynamite.terra.com.br/blog/cinemaassim/assets/content/Image/AvQ10.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Oito atores, 16 bonecos, luzes, sátira, sexo, muita diversão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sucesso nos palcos da off-Broadway por seu humor politicamente incorreto, Avenida Q - espetáculo originalmente produzido por Robert Lopez e Jeff Marx - é um colírio para os olhos daqueles que admiram uma boa comédia. Essa versão brasileira muito escrachada (que preservou os conteúdos das canções originais e teve seus bonecos-atores confeccionados nos EUA) cai como uma luva para alicerçar ainda mais o frisson já causado por essa peça em outros países.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como disse o próprio encenador Claudio Botelho em declaração para seu blog pessoal: "Avenida Q trata de um mundo que só quer saber dos vencedores. Porém, os eleitos e os chamados especiais são muito poucos. A vida não é feita por eles e sim pelos do segundo time - pessoas com ótimas histórias para contar".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Contando com a força do texto de Jeff Whitty, um cenário caprichado de Rogério Falcão e um trabalho impecável de Zé Clayton na coordenação e manipulação dos bonecos, a peça é uma das melhores coisas que pintou no Brasil nos últimos anos (não à toa está de volta em uma nova temporada aqui no Rio de Janeiro).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para quem é fã de programas como Vila Sésamo e curte os muppets criados por Jim Henson é a pedida ideal para o fim de semana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3353262116851217118-8246685005302943570?l=culturaexmachina.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://culturaexmachina.blogspot.com/feeds/8246685005302943570/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://culturaexmachina.blogspot.com/2010/06/teatro-avenida-q-de-charles-moeller-e.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3353262116851217118/posts/default/8246685005302943570'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3353262116851217118/posts/default/8246685005302943570'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://culturaexmachina.blogspot.com/2010/06/teatro-avenida-q-de-charles-moeller-e.html' title='Teatro: &quot;Avenida Q&quot;, de Charles Moeller e Claudio Botelho'/><author><name>pseudo-autor</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13621781509890848831</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp1.blogger.com/_fI148H_hSM0/SFRU28UE9zI/AAAAAAAAABA/kQ_6iwqE3Vo/S220/Foto+Roberto.BMP'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3353262116851217118.post-628050308378806311</id><published>2010-06-15T15:24:00.000-07:00</published><updated>2010-06-15T15:43:03.417-07:00</updated><title type='text'>Música: "Mothership", de Led Zeppelin</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://zwischen.files.wordpress.com/2010/02/mothership.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 352px; height: 352px;" src="http://zwischen.files.wordpress.com/2010/02/mothership.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A minha alma é rock (não sei se já disse isso aqui no blog... Caso não não tenha dito, fica aqui esclarecido!). E graças a um único motivo: a banda Led Zeppelin, que chegou aos meus ouvidos muito antes de qualquer informação ou mera referência que eu tenha recebido sobre os Beatles, The Who ou Rolling Stones. Havia algo na química composta por Jimmy Page, John Bonham, Robert Plant e Companhia ltda que me enlouqueceu logo de cara, quando aos 13 anos eu ouvi &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Dazed and Confused no colégio&lt;/span&gt; e toda aquela psicodelia proposta pelo grupo que seria replicada (ou, pelo menos, tentada por outras bandas) ao longo dos anos posteriores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por isso, é com imenso prazer que ouvi - atrasado, confesso, mas nunca é tarde para admirar coisas boas - esse &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Mothership&lt;/span&gt;, coletânea com o maiores sucessos da banda ao longo da iluminada carreira. Foi uma experiência memorialística, mas no fundo inovadora, pois há sempre algo de enigmático até mesmo em coisas vastamente conhecidas (não sei se vocês, leitores, partilham da opinião desse tresloucado blogueiro).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um álbum para ser admirado infinitas vezes, dentre as quais destaco, como momentos apoteóticos, as faixas &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Whole lotta love&lt;/span&gt;, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Rock and roll&lt;/span&gt;, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Black dog&lt;/span&gt;, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Stairway to heaven&lt;/span&gt;, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Kashmir (&lt;/span&gt;que, recentemente, teve uma regravação muita boa na voz de Puff Daddy incluída na trilha sonora do filme &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Godzilla&lt;/span&gt;, de Roland Emmerich) e &lt;span style="font-style: italic;"&gt;The song remains the same &lt;/span&gt;(que foi título de um DVD homônimo com um show da banda dos mais fantásticos e que também indico para os fãs do lendário grupo). E isso só pra começar!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Composta de dois CDs, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Mothership&lt;/span&gt; arrepia mesmo àqueles que não são roqueiros fanáticos, por sua musicalidade e estética apurada. &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Altamente indicado para ouvidos elétricos e estereofônicos&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3353262116851217118-628050308378806311?l=culturaexmachina.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://culturaexmachina.blogspot.com/feeds/628050308378806311/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://culturaexmachina.blogspot.com/2010/06/musica-mothership-de-led-zeppelin.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3353262116851217118/posts/default/628050308378806311'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3353262116851217118/posts/default/628050308378806311'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://culturaexmachina.blogspot.com/2010/06/musica-mothership-de-led-zeppelin.html' title='Música: &quot;Mothership&quot;, de Led Zeppelin'/><author><name>pseudo-autor</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13621781509890848831</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp1.blogger.com/_fI148H_hSM0/SFRU28UE9zI/AAAAAAAAABA/kQ_6iwqE3Vo/S220/Foto+Roberto.BMP'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3353262116851217118.post-3017785628000319903</id><published>2010-06-11T17:48:00.000-07:00</published><updated>2010-06-11T18:03:15.191-07:00</updated><title type='text'>TV a Cabo: "Later...with Jools Holland"</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://www.rockpeaks.com/files/shows/l/Later_With_Jools_Holland/Later_With_Jools_Holland_body.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 424px; height: 319px;" src="http://www.rockpeaks.com/files/shows/l/Later_With_Jools_Holland/Later_With_Jools_Holland_body.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sempre que a programação da TV a cabo anda fraca eu procuro por opções musicais, seja no Concert Channel (que volta e meia oferece boas opções de entretenimento) como na HBO Plus, que costuma aliar filmes e atrações culturais e esportivas em sua grade polivalente. Uma opção a que sempre recorro costumeiramente é &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Later...With Jools Holland&lt;/span&gt;, um cara que eu poderia perfeitamente chamar de o Jô Soares americano, se o seu programa não fosse um pouco mais do que um mero talk show.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apresentando a cada programa artistas dos mais diversos pontos do mundo (Seu Jorge e Nação Zumbi foram duas atrações nacionais que já deram as caras no programa), ele mescla com entrevistas inusitadas e números de palco uma quase versão minimalista e mais elitista do antigo programa &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Globo de Ouro&lt;/span&gt;, que passava nas noites de sábado da Rede Globo nos anos 80.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Funk, rock n' roll, hip hop, jazz, blues, house, tecno, o que você imaginar pinta no programa de Jools Holland. E o apresentador é um figuraça! Irônico, sempre disposto a tirar as declarações mais bombásticas de seus convidados, ele incita a plateia a entrar no clima. E ela entra. Sempre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um programa sempre válido para os fins de noite em que o televisor muitas vezes teima em fazer o papel do inimigo, querendo desesperadamente que você vá para cama imediatamente. A partir de agora, não vá! Aguarde mais um pouco que o Jools aparece.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Você não vai se arrepender.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3353262116851217118-3017785628000319903?l=culturaexmachina.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://culturaexmachina.blogspot.com/feeds/3017785628000319903/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://culturaexmachina.blogspot.com/2010/06/tv-cabo-laterwith-jools-holland.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3353262116851217118/posts/default/3017785628000319903'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3353262116851217118/posts/default/3017785628000319903'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://culturaexmachina.blogspot.com/2010/06/tv-cabo-laterwith-jools-holland.html' title='TV a Cabo: &quot;Later...with Jools Holland&quot;'/><author><name>pseudo-autor</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13621781509890848831</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp1.blogger.com/_fI148H_hSM0/SFRU28UE9zI/AAAAAAAAABA/kQ_6iwqE3Vo/S220/Foto+Roberto.BMP'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3353262116851217118.post-1247715358760623883</id><published>2010-06-08T17:37:00.000-07:00</published><updated>2010-06-08T17:50:23.799-07:00</updated><title type='text'>Cinema: "O segredo dos seus olhos", de Juan José Campanella</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://juventude77.files.wordpress.com/2010/03/secreto-sus-ojos-b.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 318px; height: 460px;" src="http://juventude77.files.wordpress.com/2010/03/secreto-sus-ojos-b.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;É impressionante como o passado afeta as nossas vidas (muitas vezes de maneira indestrutível). Ele é como uma espécie de aura sempre sobrevoando ao redor de nós, testando nossos limites, nossa força, nossa fé, quase uma visão perturbadora do fim dos dias. E nós, reféns desse sentimento, nada podemos fazer senão querer reencontrá-lo, buscando respostas que ficaram escondidas, em muitos momentos por tempo demais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em &lt;span style="font-style: italic;"&gt;O segredo dos seus olhos&lt;/span&gt;, filme de Juan José Campanella vencedor do Oscar de melhor filme estrangeiro esse ano, parece que nos encontramos - em todas as nossas deficiências morais - no personagem de Benjamín Espósito (Ricardo Darín), um ex-funcionário público aposentado do Tribunal Penal de Buenos Aires que pretender escrever um livro que retrata um caso que investigou no passado e que nunca saiu de sua cabeça. O que ele nunca se deu conta (ou não se interessou por levar em consideração) é aquela história continua marcando os passos de sua vida, mesmo hoje, passadas décadas do "desfecho" do caso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desespero, amor perdido, injustiça, abuso policial, tudo se combina nesse thriller investigativo latinoamericano, fazendo com que os espectadores em determinados momentos se sintam sufocados diante de tamanha falta de compaixão e de sucessos interesses escusos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O filme não é peça fácil, nem prima por grand finales majestosos (marca característica do cinema hollywoodiano, que visa dar sempre esperança de um mundo melhor para o público). Aqui, o que está em jogo é a covardia humana que sempre se manifesta através de um interesse mórbido por reavivar o que não tem mais jeito ou resposta, mas mesmo assim o perseguimos com unhas e dentes, como uma espécie de muleta, achando que com isso traremos conforto a nossa desesperança. E para isso, esse ensaio à nostalgia serve como excelente ferramenta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3353262116851217118-1247715358760623883?l=culturaexmachina.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://culturaexmachina.blogspot.com/feeds/1247715358760623883/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://culturaexmachina.blogspot.com/2010/06/cinema-o-segredo-dos-seus-olhos-de-juan.html#comment-form' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3353262116851217118/posts/default/1247715358760623883'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3353262116851217118/posts/default/1247715358760623883'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://culturaexmachina.blogspot.com/2010/06/cinema-o-segredo-dos-seus-olhos-de-juan.html' title='Cinema: &quot;O segredo dos seus olhos&quot;, de Juan José Campanella'/><author><name>pseudo-autor</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13621781509890848831</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp1.blogger.com/_fI148H_hSM0/SFRU28UE9zI/AAAAAAAAABA/kQ_6iwqE3Vo/S220/Foto+Roberto.BMP'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3353262116851217118.post-4640036405402797344</id><published>2010-06-05T15:14:00.000-07:00</published><updated>2010-06-05T15:28:32.015-07:00</updated><title type='text'>Humor: "Como se tornar o pior aluno da escola", de Danilo Gentili</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://www.livrariaresposta.com.br/tbs/sp/9788578880347.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 317px; height: 437px;" src="http://www.livrariaresposta.com.br/tbs/sp/9788578880347.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Encontrado numa prateleira abandonada da livraria saraiva, folheio as páginas com a certeza de estar diante de um desperdício de tempo e, principalmente, dinheiro (por parte da editora que publicou aquele atentado à literatura). Entretanto, surpreendo-me com a genialidade do autor. Foi até agora a surpresa do ano, pois é preciso coragem para criar, mesmo quando o assunto parece o menos atrativo possível (pelo menos, à primeira vista).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Como se tornar o pior aluno da escola&lt;/span&gt; é praticamente uma pequena obra-prima do mundo meio nerd meio emo em que vivemos. Em pouco mais de cem páginas o humorista Danilo Gentili, do programa CQC: custe o que custar, apresenta toda a sua verve e humor ácido, dando dicas de como se tornar o aluno mais detestável de qualquer escola que se preze.  Até mesmo o adesivo de "impróprio para menores de 18 anos" colado na capa do volume que eu estava lendo é, por si só, uma grande provocação aos leitores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Misturando de teorias conspiratórias e normas de (anti) conduta até planos geniais sobre como colar, como faltar a aula, como bajular os professores, entre outras artimanhas as mais inusitadas, o exemplar mal escrito - como o próprio autor defende em determinado momento da trama (se é que dá pra chamar esse compêndio de ideias estapafúrdias de trama!) - atinge a todos os gostos e faz com que até mesmo os alunos mais comportados sintam invejam de não terem seguido os passos desse gênio da contraditoriedade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para ser esmiuçado com prazer (P.S: para os que têm filhos em fase de pré-adolescência, favor avisar os rebentos de que tudo não passa de mera ficção).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ou será que não?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3353262116851217118-4640036405402797344?l=culturaexmachina.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://culturaexmachina.blogspot.com/feeds/4640036405402797344/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://culturaexmachina.blogspot.com/2010/06/humor-como-se-tornar-o-pior-aluno-da.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3353262116851217118/posts/default/4640036405402797344'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3353262116851217118/posts/default/4640036405402797344'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://culturaexmachina.blogspot.com/2010/06/humor-como-se-tornar-o-pior-aluno-da.html' title='Humor: &quot;Como se tornar o pior aluno da escola&quot;, de Danilo Gentili'/><author><name>pseudo-autor</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13621781509890848831</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp1.blogger.com/_fI148H_hSM0/SFRU28UE9zI/AAAAAAAAABA/kQ_6iwqE3Vo/S220/Foto+Roberto.BMP'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3353262116851217118.post-4236210813442708282</id><published>2010-06-02T14:09:00.000-07:00</published><updated>2010-06-02T14:20:58.230-07:00</updated><title type='text'>Quadrinhos: "Local: ponto de partida", de Brian Wood e Ryan Kelly</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://www.pulapirata.com/wp-content/uploads/2009/03/local.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 333px; height: 482px;" src="http://www.pulapirata.com/wp-content/uploads/2009/03/local.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Num mundo contemporâneo onde todos (e que fique bem claro o conceito de todos!) vivem de aparências, onde tudo é frágil e nada satisfaz por um tempo duradouro, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Local: ponto de partida&lt;/span&gt; - produzida pela dupla Brian Wood e Ryan Kelly - mostra um pouco dessa contradição humana, desse desejo de fuga eterno pelo qual essa atual geração faz tanta questão de trilhar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A partir de romances um tanto suspeitos, flertes obscuros, brigas entre irmãos por herança, colegas de apartamento que nada mais desejam do que dividir as contas, fazendo de suas vidas pessoais um mistério quase impossível de se decifrar, a dupla de artistas transita pelas obsessões de uma geração que nada mais deseja, no fim das contas, do que ser uma incógnita.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A ambição de mudar a qualquer custo - de casa, de emprego, de namorado, de existência, enfim, de se repaginar a cada segundo, como se isso fosse uma prática saudável - faz da revista um entretenimento por vezes perturbador, mas sem perder a classe e a curiosidade latente que define os autores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Certamente uma boa dica para aqueles mais confusos, que estão sempre em busca de respostas, aflitos, sem saber ao certo onde irão parar suas vidas, caso esse interesse incontrolável de se reiventar não tenha fim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3353262116851217118-4236210813442708282?l=culturaexmachina.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://culturaexmachina.blogspot.com/feeds/4236210813442708282/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://culturaexmachina.blogspot.com/2010/06/quadrinhos-local-ponto-de-partida-de.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3353262116851217118/posts/default/4236210813442708282'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3353262116851217118/posts/default/4236210813442708282'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://culturaexmachina.blogspot.com/2010/06/quadrinhos-local-ponto-de-partida-de.html' title='Quadrinhos: &quot;Local: ponto de partida&quot;, de Brian Wood e Ryan Kelly'/><author><name>pseudo-autor</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13621781509890848831</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp1.blogger.com/_fI148H_hSM0/SFRU28UE9zI/AAAAAAAAABA/kQ_6iwqE3Vo/S220/Foto+Roberto.BMP'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3353262116851217118.post-279997814106572777</id><published>2010-05-30T04:42:00.000-07:00</published><updated>2010-05-30T04:57:11.800-07:00</updated><title type='text'>Música: "I told you I was trouble: Amy Winehouse - Live in London".</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://filmeseanimes.blog.terra.com.br/files/2009/10/amy_dvd_n22.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 331px; height: 437px;" src="http://filmeseanimes.blog.terra.com.br/files/2009/10/amy_dvd_n22.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Por que as pessoas geniais sempre têm uma parcela polêmica? Não é de hoje que a persona de Amy Winehouse apronta das suas quando o assunto é ser celebridade. A agressão aos fãs, o show no Rock in Rio Lisboa em que se apresentou quase sem voz, as brigas e reconciliações com seu ora marido ora ex-marido (leia-se também: companheiro de drogas) Blake Fielder Civil já se tornaram clichê quando o assunto é chamar a atenção no mundo do showbiz. E, no entanto, a srta. Amy não está nem aí para críticos, tablóides e outros bam-bam-bans da indústria fonográfica. Quando ela quer, faz mesmo. E ponto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que bom seria se ela pudesse fazer, entretanto, mais espetáculos como esse excelente &lt;span style="font-style: italic;"&gt;I told you I was trouble: Amy Winehouse - Live in London"&lt;/span&gt;. A artista, impecável, esbanja todo o seu estilo e a verve que a consagraram entre o público admirador de boas canções. De &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Rehab&lt;/span&gt; a&lt;span style="font-style: italic;"&gt; Love is a losing game&lt;/span&gt;, o show é a apoteose praticamente definitiva para uma carreira que (caso a artista não abra os olhos e rápido) poderá ser mais curta do que aparenta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os black backing vocals impecáveis, o cenário no estilo Cotton Club, a banda com seus riffs de jazz e soul, tudo está perfeitamente conectado a serviço da diva Winehouse, que desfila talento por quase uma hora e meia de show sem deixar a peteca cair um segundo sequer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A pedida ideal para quem quer fugir das incessantes mesmices que têm abundado o mercado musical nos últimos anos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3353262116851217118-279997814106572777?l=culturaexmachina.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://culturaexmachina.blogspot.com/feeds/279997814106572777/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://culturaexmachina.blogspot.com/2010/05/musica-i-told-you-i-was-trouble-amy.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3353262116851217118/posts/default/279997814106572777'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3353262116851217118/posts/default/279997814106572777'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://culturaexmachina.blogspot.com/2010/05/musica-i-told-you-i-was-trouble-amy.html' title='Música: &quot;I told you I was trouble: Amy Winehouse - Live in London&quot;.'/><author><name>pseudo-autor</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13621781509890848831</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp1.blogger.com/_fI148H_hSM0/SFRU28UE9zI/AAAAAAAAABA/kQ_6iwqE3Vo/S220/Foto+Roberto.BMP'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3353262116851217118.post-6459166261216939444</id><published>2010-05-27T16:00:00.000-07:00</published><updated>2010-05-27T16:08:39.349-07:00</updated><title type='text'>TV a cabo: "Cold Case", de Jerry Bruckheimer</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_hcU3Ir0QZMU/SgGyrOr6ZOI/AAAAAAAAAc4/R-bBMVTua6g/s400/cold_case.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 318px; height: 417px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_hcU3Ir0QZMU/SgGyrOr6ZOI/AAAAAAAAAc4/R-bBMVTua6g/s400/cold_case.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não é de hoje que eu sou fã dessa série. Como o próprio nome da produção televisiva já diz, tratam-se de casos arquivados por falta de provas durante seu processo de investigação que são retomados por conta do aparecimento de novas provas. A detetive Lilly Rush e sua equipe juntam esforços para esmiuçar os detalhes do crime que ficaram guardados por anos, por vezes décadas, devido ao ardil de seus perpetradores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um clima carregado de nostalgia e muita perspicácia, onde da união de talentos policiais os casos mais antigos são elucidados, numa prova de que a verdade nunca deixa de aparecer (mesmo que leve tempo).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que mais me agrada na série é o fato de que todos os agentes parecerem ter seus próprios dilemas pessoais muito mal resolvidos, o que gera no espectador um interesse ainda maior em não querer desviar a atenção um segundo sequer da cada episódio (sempre à espera de uma retomada de impacto).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma boa pedida para os fãs de séries policiais.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3353262116851217118-6459166261216939444?l=culturaexmachina.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://culturaexmachina.blogspot.com/feeds/6459166261216939444/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://culturaexmachina.blogspot.com/2010/05/tv-cabo-cold-case-de-jerry-bruckheimer.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3353262116851217118/posts/default/6459166261216939444'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3353262116851217118/posts/default/6459166261216939444'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://culturaexmachina.blogspot.com/2010/05/tv-cabo-cold-case-de-jerry-bruckheimer.html' title='TV a cabo: &quot;Cold Case&quot;, de Jerry Bruckheimer'/><author><name>pseudo-autor</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13621781509890848831</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp1.blogger.com/_fI148H_hSM0/SFRU28UE9zI/AAAAAAAAABA/kQ_6iwqE3Vo/S220/Foto+Roberto.BMP'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_hcU3Ir0QZMU/SgGyrOr6ZOI/AAAAAAAAAc4/R-bBMVTua6g/s72-c/cold_case.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3353262116851217118.post-6010370462784110588</id><published>2010-05-19T09:38:00.000-07:00</published><updated>2010-05-19T09:54:09.373-07:00</updated><title type='text'>Cinema: "Robin Hood", de Ridley Scott</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_irwD5bayT_4/S753ZnLK_tI/AAAAAAAAAOg/xqAXfsfIkFQ/s1600/Robin_Hood%5B1%5D.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 360px; height: 493px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_irwD5bayT_4/S753ZnLK_tI/AAAAAAAAAOg/xqAXfsfIkFQ/s1600/Robin_Hood%5B1%5D.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;É preciso muito pouco para se realizar um grande épico: um herói que alimente as esperanças de uma nação, grandes cenas de batalha (de preferência filmadas em exuberantes panorâmicas e planos-sequência), um amor que à primeira vista pareça proibido, inveja, traição e muito sangue jorrado entre uma luta e outra. Tomando como referência essa receita de sucesso instantâneo, precebe-se claramente porque o cineasta Ridley Scott tornou-se um dos maiores diretores do gênero nos últimos anos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Robin Hood&lt;/span&gt; é um colírio para os olhos de qualquer amante da boa literatura e das histórias antigas. Amparado por novos estudos acadêmicos que surgiram sobre o personagem nos últimos anos, o filme é a elegância por natureza.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Num período onde poder e cobiça se misturam de uma forma acre e contraditória, o fora-de-lei (e cabe aqui um parêntese importante: a trama da película trata da fase anterior a que conhecemos, do lendário Robin e seus homens na Floresta de Sherwood, ou seja, conta a história do homem antes de se tornar o mito) serve perfeitamente de balança para administrar os desejos de uma população que carece de tudo, inclusive de necessidades as mais básicas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vibrante, poderoso, irretocável (à parte o fato de que certamente alguns críticos e espectadores mais intelectualizados certamente reclamarão dos efeitos especiais empregados nas cenas de batalha, que em nada comprometem a grandeza da produção), o filme arrebata corações das mais diferentes idades, reinventando uma figura lendária que jamais deixará de ser esquecida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois o que seria do mundo não fossem aqueles que não se deixam subjugar por normas e critérios os mais inescrupulosos?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3353262116851217118-6010370462784110588?l=culturaexmachina.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://culturaexmachina.blogspot.com/feeds/6010370462784110588/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://culturaexmachina.blogspot.com/2010/05/cinema-robin-hood-de-ridley-scott.html#comment-form' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3353262116851217118/posts/default/6010370462784110588'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3353262116851217118/posts/default/6010370462784110588'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://culturaexmachina.blogspot.com/2010/05/cinema-robin-hood-de-ridley-scott.html' title='Cinema: &quot;Robin Hood&quot;, de Ridley Scott'/><author><name>pseudo-autor</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13621781509890848831</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp1.blogger.com/_fI148H_hSM0/SFRU28UE9zI/AAAAAAAAABA/kQ_6iwqE3Vo/S220/Foto+Roberto.BMP'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_irwD5bayT_4/S753ZnLK_tI/AAAAAAAAAOg/xqAXfsfIkFQ/s72-c/Robin_Hood%5B1%5D.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3353262116851217118.post-7372146253812671143</id><published>2010-05-16T06:04:00.000-07:00</published><updated>2010-05-16T06:15:27.830-07:00</updated><title type='text'>Literatura: "Hiroshima", de John Hershey</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_KD9LG4YwG44/SthUN704-aI/AAAAAAAABUc/jRtDArrTtB4/s320/Hiroshima.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 391px; height: 417px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_KD9LG4YwG44/SthUN704-aI/AAAAAAAABUc/jRtDArrTtB4/s320/Hiroshima.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;06 de agosto de 1945, oito e quinze da manhã: um dia que os japoneses jamais esquecerão (mesmo aqueles que não sofreram o ato de barbárie mais brutal da história mundial). A Bomba de Hiroshima destruiu, além de cidades, sonhos, aventuras, esperanças, trazendo uma cicatriz que nenhuma cirurgia plástica é capaz de consertar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Hiroshima&lt;/span&gt;, o cultuado jornalista John Hershey apresenta uma das reportagens mais espetaculares da história da mídia. Publicada originalmente para a revista The New Yorker, apresenta os testemunhos de seis sobreviventes desse dia fatídico. Apesar de memórias cruéis e detalhes inquietantes, John vai reconstruindo esse período negro de uma forma tão formidável que faz com que os leitores fiquem em dúvida se estão diante da vida real ou de um romance histórico muito bem escrito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A dor desses sobreviventes pontua cada parágrafo do livro e dilacera a mente dos mais suscetíveis a sentir o desespero daquelas pessoas cujo único delito foi serem habitantes de um país em rixa com outra megapotência durante a Segunda Guerra Mundial.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ideal para aquelas pessoas que vivem procurando respostas para a passividade de suas vidas e estão sempre reclamando de injustiça.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aqui sim houve injustiça (E os responsáveis? Pagaram por isso?).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3353262116851217118-7372146253812671143?l=culturaexmachina.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://culturaexmachina.blogspot.com/feeds/7372146253812671143/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://culturaexmachina.blogspot.com/2010/05/literatura-hiroshima-de-john-hershey.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3353262116851217118/posts/default/7372146253812671143'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3353262116851217118/posts/default/7372146253812671143'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://culturaexmachina.blogspot.com/2010/05/literatura-hiroshima-de-john-hershey.html' title='Literatura: &quot;Hiroshima&quot;, de John Hershey'/><author><name>pseudo-autor</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13621781509890848831</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp1.blogger.com/_fI148H_hSM0/SFRU28UE9zI/AAAAAAAAABA/kQ_6iwqE3Vo/S220/Foto+Roberto.BMP'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_KD9LG4YwG44/SthUN704-aI/AAAAAAAABUc/jRtDArrTtB4/s72-c/Hiroshima.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3353262116851217118.post-3149069579042270685</id><published>2010-05-12T11:35:00.000-07:00</published><updated>2010-05-12T11:46:02.891-07:00</updated><title type='text'>Quadrinhos: "Jubiabá", de Spacca</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://www.clicrbs.com.br/blog/fotos/210074post_foto.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 333px; height: 534px;" src="http://www.clicrbs.com.br/blog/fotos/210074post_foto.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Antônio Balduíno: negro, valente, baiano, boxeador, mulherengo, capoeirista, homem de fé, amante da liberdade. Um indivíduo de tantas nuances como as descritas acima só poderia repercutir numa história épica e cheia de reviravoltas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Jubiabá&lt;/span&gt;, adaptação quadrinizada do desenhista Spacca sobre o romance de Jorge Amado, mais uma vez a editora Companhia das Letras (em seu selo voltado para a nona arte) acerta apresentando em tintas fortes a história - melhor dizer saga - de um bravo nordestino. Um homem a quem muitos tentaram lhe tirar a força,o direito ao amor e, principalmente, seu desejo de ser livre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mostrando uma Bahia nostálgica, sem deixar de explorar as mazelas sociais (um traço importante do trabalho do ilustrador), &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Jubiabá&lt;/span&gt; é contundente, preciso, por vezes nostálgicos por se manter fiel a obra de um dos maiores ficcionistas de nossas letras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O álbum é entretenimento certo para gostos refinados e amantes das boas histórias em quadrinhos. Em tempos de mangás e histórias de vampiro em excesso, a revista se mostra uma alternativa bem eficaz para quem busca um conteúdo diferente do que vem sendo impresso nos últimos tempos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Nota&lt;/span&gt;: tamanho foi meu fascínio ao final da leitura que estou procurando o original do autor baiano para ler. É simplesmente mágico!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3353262116851217118-3149069579042270685?l=culturaexmachina.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://culturaexmachina.blogspot.com/feeds/3149069579042270685/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://culturaexmachina.blogspot.com/2010/05/quadrinhos-jubiaba-de-spacca.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3353262116851217118/posts/default/3149069579042270685'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3353262116851217118/posts/default/3149069579042270685'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://culturaexmachina.blogspot.com/2010/05/quadrinhos-jubiaba-de-spacca.html' title='Quadrinhos: &quot;Jubiabá&quot;, de Spacca'/><author><name>pseudo-autor</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13621781509890848831</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp1.blogger.com/_fI148H_hSM0/SFRU28UE9zI/AAAAAAAAABA/kQ_6iwqE3Vo/S220/Foto+Roberto.BMP'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3353262116851217118.post-65698717919688748</id><published>2010-05-08T04:53:00.001-07:00</published><updated>2010-05-08T05:03:48.963-07:00</updated><title type='text'>Música: "Thriller", de Michael Jackson</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://scrapetv.com/News/News%20Pages/Entertainment/images-2/michael-jackson-thriller-cover.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 436px; height: 428px;" src="http://scrapetv.com/News/News%20Pages/Entertainment/images-2/michael-jackson-thriller-cover.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um fenômeno de vendas até hoje não superado (e, por isso mesmo, invejado por todo artista pop).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O maior sucesso já alcançado por um artista na história da indústria fonográfica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Thriller&lt;/span&gt;, nada é fora de tom. Michael Jackson esbanja ousadia, talento, força e perspicácia, nesse que é indiscutivelmente o seu melhor trabalho durante toda a carreira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Após um disco que já era por si só irretocável ("Off the Wall"), muitos acreditavam ter o astro superado o inatingível. No entanto, retomando a parceria com Quincy Jones, ele silencia o mundo e nos mostra que música também pode ser chamada de obra de arte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pontos altos do álbum: a faixa título, Billie Jean (a minha favorita dos tempos de adolescente. Lembro que cheguei a escrever um conto na escola com o personagem), Beat it, Wanna be startin' something.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se você tem o álbum certamente já viu também os clipes (principalmente o de "Thriller", dirigido por John Landis, e hoje parte integrante do acervo da Biblioteca do Congresso norte-americano como patrimônio cultural) e fará questão de tê-los em sua videoteca particular.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Impossível sequer imaginar que esse gênio não está mais entre nós (uma prova de que a vida também pode ser irônica!).&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3353262116851217118-65698717919688748?l=culturaexmachina.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://culturaexmachina.blogspot.com/feeds/65698717919688748/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://culturaexmachina.blogspot.com/2010/05/musica-thriller-de-michael-jackson.html#comment-form' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3353262116851217118/posts/default/65698717919688748'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3353262116851217118/posts/default/65698717919688748'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://culturaexmachina.blogspot.com/2010/05/musica-thriller-de-michael-jackson.html' title='Música: &quot;Thriller&quot;, de Michael Jackson'/><author><name>pseudo-autor</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13621781509890848831</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp1.blogger.com/_fI148H_hSM0/SFRU28UE9zI/AAAAAAAAABA/kQ_6iwqE3Vo/S220/Foto+Roberto.BMP'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3353262116851217118.post-8807609621927121036</id><published>2010-05-03T16:37:00.000-07:00</published><updated>2010-05-03T16:48:33.556-07:00</updated><title type='text'>TV a cabo: "R.E.N.T - ao vivo na Broadway", de Michael John Warren</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://imagens.travessa.com.br/DVD/GR/b4/b40006b3-a954-441d-9af3-257a0bffb11e.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 300px; height: 434px;" src="http://imagens.travessa.com.br/DVD/GR/b4/b40006b3-a954-441d-9af3-257a0bffb11e.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um grupo de amigos boêmios lutando por um pouco de esperança numa América destroçada por falsos valores, pobreza a olhos vistos e uma epidemia de AIDS voraz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando a sobrevivência, mais do que uma necessidade, é um desafio de proporções gigantescas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Música, performance, um discurso panfletário sem soar pedante, gestos, atitudes, afrontas (tem de tudo: de uma simples exibir do dedo médio acusatório até a exposição direta das nádegas de um dos dançarinos/cantores) e uma melodia de cair o queixo, mesmo o dos mais céticos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A HBO mais uma vez acerta apresentando &lt;span style="font-style: italic;"&gt;R.E.N.T - ao vivo na Broadway&lt;/span&gt;, que exibe em pouco mais de duas horas o melhor da ópera rock da forma mais indefectível possível. Um espetáculo para ser devorado pelos olhos dos espectadores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não foi à toa que o diretor Chris Columbus - o mesmo das franquias &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Harry Potter&lt;/span&gt; e &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Percy Jackson&lt;/span&gt; - decidiu levar o espetáculo para as telas de cinema (a adaptação para a tela grande também é altamente recomendada pelo autor desse humilde blog).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Veja! Você nunca mais conseguirá enxergar a sua vida com os mesmos olhos depois que se deparar com o drama desses heróis urbanos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3353262116851217118-8807609621927121036?l=culturaexmachina.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://culturaexmachina.blogspot.com/feeds/8807609621927121036/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://culturaexmachina.blogspot.com/2010/05/tv-cabo-rent-ao-vivo-na-broadway-de.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3353262116851217118/posts/default/8807609621927121036'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3353262116851217118/posts/default/8807609621927121036'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://culturaexmachina.blogspot.com/2010/05/tv-cabo-rent-ao-vivo-na-broadway-de.html' title='TV a cabo: &quot;R.E.N.T - ao vivo na Broadway&quot;, de Michael John Warren'/><author><name>pseudo-autor</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13621781509890848831</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp1.blogger.com/_fI148H_hSM0/SFRU28UE9zI/AAAAAAAAABA/kQ_6iwqE3Vo/S220/Foto+Roberto.BMP'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3353262116851217118.post-2793095686411318518</id><published>2010-04-30T06:57:00.000-07:00</published><updated>2010-04-30T07:09:01.254-07:00</updated><title type='text'>Literatura: "Os homens que não amavam as mulheres", de Stieg Larsson</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://wordsjust4fun.files.wordpress.com/2009/07/3035644633_c8b1a9e3e9.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 300px; height: 431px;" src="http://wordsjust4fun.files.wordpress.com/2009/07/3035644633_c8b1a9e3e9.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Uma das maiores revoluções da contemporaneidade em termos de romance policial.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O tipo de livro que você não conseguirá largar antes do final do último volume: sadismo, ironia, investigação, discussões políticas, um retrato do mundo globalizado sem deixar de lado um aspecto amoral sequer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A partir de uma agonia que já perdura por mais de 4 décadas, um empresário poderoso contrata um jornalista investigativo que passa por um revés gigantesco em sua vida profissional para descobrir o paradeiro da jovem Harriet Vanger (que pode estar morta ou não). A partir daí, várias vidas marcadas por um trajetória de mentiras e desespero se cruzam fazendo da busca a história do século.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Primeiro volume da Trilogia Millenium, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Os homens que não amavam as mulheres&lt;/span&gt; mostra todo o refinamento e a narrativa precisa do autor sueco Stieg Larsson, um gênio da palavra que, infelizmente, nos deixou (vítima de um ataque cardíaco em 2004) após entregar os originais dessa obra-prima contemporânea da criminologia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um mistura perfeita entre Jornalismo, mundo underground (envolvendo hackers, góticos e outras tribos) e mundo empresarial. Tudo mesclado pelo mote que é a menina dos olhos da atual geração: a chamada globalização.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para ser lido em alguma momento da sua vida (impossível deixar passar o que está registrado nessas páginas).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3353262116851217118-2793095686411318518?l=culturaexmachina.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://culturaexmachina.blogspot.com/feeds/2793095686411318518/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://culturaexmachina.blogspot.com/2010/04/literatura-os-homens-que-nao-amavam-as.html#comment-form' title='8 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3353262116851217118/posts/default/2793095686411318518'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3353262116851217118/posts/default/2793095686411318518'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://culturaexmachina.blogspot.com/2010/04/literatura-os-homens-que-nao-amavam-as.html' title='Literatura: &quot;Os homens que não amavam as mulheres&quot;, de Stieg Larsson'/><author><name>pseudo-autor</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13621781509890848831</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp1.blogger.com/_fI148H_hSM0/SFRU28UE9zI/AAAAAAAAABA/kQ_6iwqE3Vo/S220/Foto+Roberto.BMP'/></author><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3353262116851217118.post-399865953571677697</id><published>2010-04-26T14:59:00.000-07:00</published><updated>2010-04-26T15:10:06.376-07:00</updated><title type='text'>Animação: "O Fantástico Sr. Raposo", de Wes Anderson</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://www.filmofilia.com/wp-content/uploads/2009/09/fantastic_mr_fox1.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 409px; height: 378px;" src="http://www.filmofilia.com/wp-content/uploads/2009/09/fantastic_mr_fox1.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Fugindo completamente do tradicionalismo da Disney/Pixar (que, confesso, às vezes me entendia), deparei-me com esse exemplar único em termos de desenho animado. Baseado no livro homônimo de Roald Dahl, autor de &lt;span style="font-style: italic;"&gt;A Fantástica Fábrica de Chocolates&lt;/span&gt;, as aventuras do Sr. Raposo é o que foi feito de mais inovador no gênero nos últimos anos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Wes Anderson, cineasta genial que já havia aprontado das suas em &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Os Excêntricos Tenembaus&lt;/span&gt; e &lt;span style="font-style: italic;"&gt;A Vida Marinha de Steve Zissou&lt;/span&gt;, prova em seu primeiro trabalho com animação que é um talento nato.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Amparado por um elenco de primeira à frente das vozes dos personagens - George Clooney, Meryl Streep e Bill Murray são apenas alguns dos nomes envolvidos na produção -, o filme conta uma história corajosa que mostra os impasses pelo qual uma raposa passa para entender que em alguns momentos, mesmo tendo em nosso DNA um espírito livre e selvagem, devemos fazer sacrifícios em prol da família.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma nova forma de se fazer animação a ser seguida por outros estúdios, pois coisas boas devem sempre procriar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3353262116851217118-399865953571677697?l=cultu
