quinta-feira, 14 de outubro de 2010

Musas: Monica Bellucci



Assim que me mudei para meu atual endereço conheci um camarada, numa dessas associações esportivas de bairro, que jogava basquete - esporte do qual sempre fui um grande admirador - com uma galera que mais parecia aquele desenho dos Globe-Trotters que passava na Rede Manchete nos anos 80 (aquele em que os jogadores viravam o homem-macarrão, o homem-mola etc... Lembram? É antigo, eu sei). E ele sempre me dizia em nossos bate-papos que "ter como vizinha uma mulher bonita demais sempre é um problema, porque a imagem daquela beleza fica entranhada em sua mente pro resto da vida, não importa pra onde você se mude". Anos depois tive uma vizinha exatamente desse jeito, de nome Carolina, e até hoje me lembro dela, de seus microshorts, de seu sorriso sedutor, de suas pernas torneadas, de uma maneira que só fui me lembrar posteriormente quando vi pela primeira vez na tela a atriz italiana Monica Bellucci. A belíssima ragazza parece exatamente isso: aquela vizinha proibida que você fica olhando furtivamente, sem deixar ela perceber (vai que ela é casada!). O problema é quando simplesmente não se consegue mais parar de olhar para ela.

Bellucci na década de 80 era uma estudante de direito da Universidade de Perúgia. Enfim: uma mulher bonita - certamente já deveria ser quando jovem - que queria enfrentar o crime ou, ao menos, ajudar os menos favorecidos. Muito motivada, obviamente, pelo universo mórbido que abrangia sua escolha, abandona tudo para ingressar num carreira de modelo, aonde chegou a fazer parte do catálogo da Elite Models, uma das  agências mais prestigiadas do mercado, e trabalhou com estilistas de renome mundial como Dolce & Gabbana, além de posar para capas de revistas conceituadas como Elle e GQ, bem como na polêmica foto que fez grávida e nua para a revista Vanity Fair, que escandalizou o Vaticano que disse tratar-se de uma blasfêmia. Contudo, havia algo maior a ser conquistado por essa moça. E esse algo se chamava Hollywood.

A atriz começou até bem na fita, fazendo uma ponta como uma das amantes do Conde Drácula (vivido por Gary Oldman) no clássico de terror homônimo dirigido pelo mestre Francis Ford Coppola, em 1992. Porém, o sucesso - muito por conta de sua beleza esfuziante e arrebatadora - só começaria a despontar verdadeiramente oito anos depois quando interpretou Malèna, protagonista do drama de Giuseppe Tornatore. E desde já confesso que foi aqui o momento crucial em que me encantei por aqueles olhos penetrantes, muito similares ao da "cigana oblíqua e dissimulada" Capitu, da obra máxima de Machado de Assis. No mesmo ano faz um papel de pouca expressão no drama Sob Suspeita, de Stephen Hopkins, em que contracenaria com dois gigantes da sétima arte: os atores Gene Hackman e Morgan Freeman.

Nos três anos seguintes, já consagrada entre as mulheres mais bonitas do cinema mundial, atua em duas produções francesas: o extraordinário Pacto dos Lobos, de Christophe Gans, e o polêmico Irreversível, de Gaspar Noe, que chocou a plateia do Festival de Cannes por conta da forte cena de estupro envolvendo a sua personagem. Logo a seguir, emendou no papel da médica que faz de tudo para salvar seus pacientes em Lágrimas do Sol, do diretor Antoine Fuqua. Até a chegada do visionário projeto Matrix, dividido em três partes, da dupla Andy e Larry Wachowski, no qual interpreta a personagem Perséfone.

Após a revolução matrixiana que invadiu os cinemas, mais um papel polêmico: na pele de Maria Madalena na controversa produção bíblica A Paixão de Cristo, de Mel Gibson (e aqui uma curiosidade: no mesmo ano a atriz foi eleita, pela revista Maxim's, aos 40 anos de idade, a mulher mais bonita do mundo). De 2005 em diante sua imagem vem perdendo o fôlego por conta de suas participações em projetos medianos ou totalmente equivocados, como é o caso de Os Irmãos Grimm, projeto de Terry Gilliam, em que transforma a história da dupla criadora de contos de fadas numa aventura cheia de reveses e sem a menor noção de fidelidade literária, e na pele da prostituta Donna Quintano na comédia de ação Mandando Bala, de Michael Davis, uma das experiências mais surreais do gênero nos últimos anos. E, pra finalizar, uma apagada atuação em A vida íntima de Pippa Lee, de Rebecca Miller, esposa do astro Daniel Day-Lewis, um projeto que poderia (se melhor executado) ter rendido grandes resultados ao elenco.

Minha última experiência com um filme em que trabalhou ela praticamente não atua: trata-se de Aprendiz de Feiticeiro, de Jon Turteltaub, cujo único mérito - pelo menos para a crítica, que no geral o detestou - é mostrar que seu protagonista Nicolas Cage, está numa rota de colisão com o fracasso e precisa abrir os olhos com os projetos nos quais se envolve. Se o futuro promete a bela Monica ares mais auspiciosos, só o tempo dirá. Eu pressinto de cara que será difícil, levando-se em consideração que esse mundo cinematográfico sempre dá prazo de validade às pessoas (Bellucci não é mais nenhuma ninfeta). E no caso da atriz, pesa um agravante: não se trata de uma esplêndida artista dramática essa moça. Contudo, dificilmente os fãs negarão estar diante de uma das mulheres mais bonitas do planeta. Aquele que discordar, cá entre nós, por que está perdendo tempo lendo esse post?


 

7 comentários:

  1. Uma autêntica diva. Entre ela e a Claudia Cardinale qual a melhor!

    Cumprimetos

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  2. Belo texto e belo assunto!!!

    De fato essa mulher encanta qualquer um viu... não precisa ser uma esplêndida artista dramática, basta sua presença! hehehe

    Abraços

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  3. Bellucci... Bellucci! Percebo agora que não vi praticamente nada com ela, só os MATRIX, que estão longe de representarem seus papéis mais substanciosos.

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  4. De fato, maravilhosa!

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  5. Sei bem o que é olhar para esse tipo de "vizinha" proibida. Essa atriz é sensacional mesmo e fica meio dificil tirar os olhos dela... (e cara, na moral, nem ligo se ela é casada! vale a pena o risco... hahahaha)


    abc

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  6. Veja Malena, nossa! É um ótima atriz. Linda demais, mas essa foto é photoshop total. Gosto mesmo é de ver as rugas.

    Abs!

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  7. Linda, belíssima, sua presença vale a espiada em qualquer filme.

    Abraço

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